A Conversa De Chacha Sobre O Populismo

Agora está por todo o lado. Qualquer bicho careta com assento, microfone e eventualmente câmara, perora sobre os malefícios do que chama “populismo”. E pelo mesmo caminho, toda uma catrefada de políticos de ocasião, embora alguns com idade e formação que os deveria obrigar a saber do que falam. E misturam tudo com “demagogia” e fake news numa salada que só serve para baralhar tudo.

Há duas escolas: os que dizem que todo o populismo é mau e depois há os que dizem que há populismo “mau” e populismo “bom” (criado para albergar especificamente o nosso PR). Qualquer das tendências fundamenta-se de forma muito deficiente e amiúde falacciosa os seus “conceitos” e pior ainda qualquer sustentação histórica.

Mas sobre isso hei-de escrever com mais tempo, talvez para reclamar o regresso da Introdução à Política ao currículo do Ensino Básico, que tanta falta parece fazer, em vez de Cidadanias transversais.

Por agora, apenas afirmar que se por “populismo” entendermos uma posição que visa obter um apoio popular entusiasmado em torno de uma causa, contra um dado “inimigo” ou desenvolver uma política que se deseja popular junto da opinião pública, podemos usar como exemplo maior aquela conhecida frase “perdi os professores mas ganhei a opinião pública” que vai continuando actual.

Mas concretizemos de outra forma… não será populista a retórica que repete até à náusea o seu pretenso “anti-corporativismo” e “a defesa do interesse nacional” sempre que se pretende negar os direitos de um dado grupo social ou profissional? Não será “populismo” ir fazer cataplanas para programas de manhã de grande audiência? Ou dançar de forma ridícula em cima de uma camioneta num qualquer Carnaval?

Porque o “populismo”, em si mesmo, não é mau. Depende do contexto, pois o que é “populista” entre os defensores do porte de armas no Texas pode não ser entre as comunidades atingidas por massacres escolares, em que “populista” será defender a limitação do uso de armas. O que é “populista” entre os fundamentalistas islâmicos pode ser muito diferente do que é populista entre as populações urbanas do México. E depende dos objectivos de quem lança mão do discurso populista. Se o faz para atacar minorias, grupos específicos, promover a exclusão e a xenofobia ou iludir a opinião pública com falsas afirmações ou se o faz, de forma transparente e honesta, apresentando obra efectivamente feita em prol da maioria da população.

Combater a pobreza não é “populista”?

Para mim é “populismo”, e nem sequer do bom, o “encavalitanço” de uma série de gente na “greve” de alunos de hoje, quando até ontem ninguém tinha praticamente falado dela entre nós ou dos seus objectivos.

E depois há os paradoxos irremediáveis em que pessoas que se entusiasmam muito com as manifestações de hoje, com jovens a protestar contra as alterações climáticas, mas depois criticam de forma ácida manifestações ou iniciativas de outros grupos de cidadãos.

Porque, na sua versão simplista e simplória actual, o “populismo” está para a política como o bicho-papão para as criancinhas ou o Ronaldo para o Atlético de Madrid.

Populismo

 

Ciência Vs Preconceito

White Supremacists Have Stumbled Into a Huge Issue in Genetic Ancestry Testing

Neo-Nazis, it turns out, dig gene tests—but they often don’t like the results. Two sociologists, Aaron Panofsky and Joan Donovan, plowed through years of posts on the white-supremacist website Stormfront in search of accounts of people taking genetic ancestry tests to prove their whiteness. The pair tracked 153 users who’d gotten tested as they discussed their results across 3,000 posts on the site. About two-thirds of them were disappointed with the results, which found that they had something other than white European ancestry in their genome. An excellent piece in Stat on the work talks about how the online community dealt with inconvenient findings. Suffice it to say, things quickly got weird.

ADN

6ª Feira

Hoje é o dia de uma “greve”/manifestação de jovens alunos relacionada com questões ambientais e o aquecimento global. Há quem esteja preocupad@ com o facto das faltas não serem automaticamente justificadas pelo exercício do acto cívico em sim, meritório, por certo, nas intenções. Em especial quem for de transportes públicos, bicicleta ou outros meios que não os carros dos papás e mamãs, que raramente são eléctricos. E, claro, nem me ocorrer que acabe tudo no BKing ou no MacD.

Fumo

(isto faz-me lembrar quem deita abaixo árvores e outro coberto vegetal para fazer corredores para caminhadas e bicicletas e depois continua a andar nas estradas em forma de leque e com um daltonismo do caraças nas proximidades de semáforos…)