Só A Mim Isto Parece Estúpido?

Atenção que eu nem sou fã da junk ou fast food… eu é mais cabidelas e sopas da pedra.

No junk food ads on Facebook until 9pm in plan to fight obesity

A época em que vivemos é a que nos dá maiores oportunidades de não morrer de pragas terríveis e vivo num país afortunado por muitas coisas (tirando boa parte dos compatriotas que nos desgovernam), mas a verdade é que a estupidez também parece ter crescido exponencialmente em termos globais.

Ou então sou eu que estou irremediavelmente incorrecto e sinto-me ofendido pela forma como estas coisas são colocadas. Do ponto de vista gastronómico e não só.

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Cidadanias Divergentes

Há quem pareça ter descoberto o Colombo e o ovo nos últimos anos. Mas há muito tempo que a coisa se discute, por vezes com excesso de palavras e mais intenções do que actos.

Vem isto a propósito de uma publicação de 2009, em que se trata da Cidadania Global e em que o primeiro artigo, curto (“Ruma a uma educação transformadora”, pp. 15-17) do italiano Antonio Nanni termina de uma forma que acho exemplar.

Porque se há coisa que eu acho essencial é que se resista ao imenso esforço que um grupo político-mediático tem desenvolvido para domesticar a classe docente. Sim, têm conseguido boa parte desse seu desejo, mas haverá sempre quem ache que a “transformação” não começa ad nihilo nos alunos, sem professores que sejam cidadãos críticos e activos, dificilmente se poderá ensinar aquilo em que se desacredita. Por muitos bloqueios que façam, por muita desinformação que lancem, por muita mentira rasca que espalhem nos corredores e bastidores.

Não Terá Algo A Ver, Por Exemplo Com A Distribuição Das Direcções De Turma E Outros “Pormenores” Como A Substituição De Docentes Que Pode Levar A Somar Horas Iguais Como Se Fossem Diferentes?

Para além de que só vendo os dados concretos que o ME conseguiu apurar durante o fim de semana, eu poderei confirmar se o que está escrito é verdade ou mentira. Por uma questão de regra, o ME mente nestas coisas ou usa dados truncados ou mal contextualizados. Basta verificar que sobre os tempos atribuídos a História e Geografia a mentira é por demais evidente, porque o tempo mantém-se, mas acrescenta-se uma disciplina que pode ser leccionada por qualquer docente, de qualquer grupo disciplinar.

O ME fez uma verificação dos horários atribuídos aos grupos de recrutamento de História e Geografia e chegou à conclusão de que “há mais horas atribuídas a estes grupos em 2018/2019 do que em 2017/2018”. Estes dados não garantem, por si só, que haja mais horas de aulas das duas disciplinas neste ano lectivo, mas permitem afastar a ideia de que ambas estejam a ser particularmente prejudicadas como tem sido defendido pelas associações de professores, explica a tutela.

Ao PÚBLICO, o ministério sublinha ainda que o número de horas de aulas de História e Geografia definidas por lei não sofreu cortes com a revisão curricular recente. O decreto de 2018 prevê tempos semelhantes (cerca de 700 minutos semanais) aos que estavam definidos em 2012.

Basta verificar que se o tempo atribuído às Ciências Sociais é o mesmo, o “truque” é por demais evidente, pois acrescenta-se uma disciplina a retirar desse total que pode ser leccionada por qualquer docente, de qualquer grupo disciplinar.

Aliás, é muito simples… basta verificar os horários desde ano e dos anos anteriores. Não sei com a Geografia, mas em História a regra é a perda de um tempo semanal num dos anos do ciclo de escolaridade e não há spin doctor do ME que prove o contrário sem apresentar os dados originais que usou, devidamente desagregados.

Porque o “nº de professores” ou o “total de horas” dos grupos disciplinares em causa podem esconder muitas outras coisas ou o tratamento de situações muito diferentes como se fossem “mais horas”. Com o ritmo de atestados e de substituições de substituições acredito que se somarem tudo darão mais horas e professores. Mas a disciplina de História tem, em regra, menos tempos, no conjunto do 3º ciclo e também a própria HGP no 2º ciclo está a ir pelo mesmo caminho.

Fake

Currículos

Estava a observar como mudam conforme as ocorrências e circunstâncias. Num transforma-se a pertença a um centro de investigação em três linhas autónomas, como se fossem coisas diferentes (claro, pode ser erro de quem transcreve assim, embora transcreva certo em outra pessoa); em outro desaparece a instituição onde se esteve durante décadas, só porque agora se descobriu escandaleira. Transmite-nos logo uma enorme confiança em tudo.

Hyde

2ª Feira

Nada como começar a semana a tentar explicar a origem, difusão e uso adequado das redes sociais com uma aula prática em que a rede da altice está literalmente aos soluços e ninguém consegue entrar no século XXI, nem sequer no final do século XX, porque até um velho router de 54k conseguiria melhor. Sem o bom e velho verbo, nada está assegurado.