Cidadanias Divergentes

Há quem pareça ter descoberto o Colombo e o ovo nos últimos anos. Mas há muito tempo que a coisa se discute, por vezes com excesso de palavras e mais intenções do que actos.

Vem isto a propósito de uma publicação de 2009, em que se trata da Cidadania Global e em que o primeiro artigo, curto (“Ruma a uma educação transformadora”, pp. 15-17) do italiano Antonio Nanni termina de uma forma que acho exemplar.

Porque se há coisa que eu acho essencial é que se resista ao imenso esforço que um grupo político-mediático tem desenvolvido para domesticar a classe docente. Sim, têm conseguido boa parte desse seu desejo, mas haverá sempre quem ache que a “transformação” não começa ad nihilo nos alunos, sem professores que sejam cidadãos críticos e activos, dificilmente se poderá ensinar aquilo em que se desacredita. Por muitos bloqueios que façam, por muita desinformação que lancem, por muita mentira rasca que espalhem nos corredores e bastidores.

10 thoughts on “Cidadanias Divergentes

  1. Vai daí que um professor não é um funcionário público em sentido restrito…
    Por outro lado, também não tenho paciência para o ‘esquerdóide’ professor agitador, animador social.
    Um professor é alguém que deve promover o conhecimento e promover o espírito crítico nos seus alunos.

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    1. “Um professor é alguém que deve promover o conhecimento e promover o espírito crítico nos seus alunos.”

      O colega Raposo é perigoso. 😊
      Qualquer dia vão perguntar-lhe em que caverna vive. 😉

      Agora vou-me, que não ando muito “famosa”.

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      1. É arcaico? Ótimo.
        É sabido que a rapaziada da pedagogia funciona como a malta dos trapinhos: se o que digo já não se usa há muito, muito, muito tempo, isso deve querer dizer que deve estar quase a ser o último grito em pedagogia e até em cortinados, penteados e calças à boca de sino.

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  2. Cidadania com interesses divergentes dos escolares. 😑Desculpem, agora não se pode usar esta “terminologia”.

    A idiotice anda à solta.
    Primeiro, deveriam rever o que é e o que implica ser-se cidadão. Depois, se a ciência o permitir, deveriam tentar ‘estudar’ cidadania, e, já agora, praticá-la.

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  3. A cidadania neste portugalzinho sempre foi uma coisa de palavras e pouco de acções… é olhar para “politicotrauliteiros” que nos desgovernam! Estes são os factos ou como se voltou a dizer, estes são as evidências!

    País cada vez mais miserável e execrável.

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  4. Espírito crítico?! Nunca!
    Anda tudo doido!
    Isso é perigosíssimo para os políticos!
    Urge implementar “rapidamente e em força” o tal “55”….
    A Filosofia e a História são para extinguir.

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