Uma Manifestação Ordeira E Respeitadora

Pelo que me contam, como o S.TO.P. não faz parte da Plataforma, teve de desfilar no fim da manifestação de ontem e com ele algum pessoal que não agarrou nas bandeirinhas certas. Com a polícia (em regra gente simpática mas que segue ordens) logo atrás, a fechar, Faz lembrar aqueles cortejos do Antigo Regime com o monarca e família a abrirem e os mendigos, aleijados e senhoras de vida alegre a irem lá ao fundo para não pegarem doenças à gente de bem.  Pensando bem é mais seguro e corre-se menos risco de perdigoto ortodoxo.

Ovelhas

(ainda há quem ande a discutir números e mesmo quem ache que esta foi a mais grandiosa de todas porque – proporcionalmente – ultrapassaria a de há 11 anos; pessoalmente, interessam-me mais o impacto e a eficácia… )

O Reino Da Anedota

Sim, é verdade que já tivemos partidos a eleger deputados anedóticos, da Madeira (o Coelho madeirense) à Europa (Marinho Pinto) passando pelos pãs e pelo solidário sérgio. Mas agora, qualquer tipo de aprendeu a escolher a camisa branca certa para um frato cinzento já acha que tem pensamento político. Acreditem, já observei de perto e não confere. Mas dá para testa de ferro.

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(já o filme era muito bom…)

A Grande Diferença

Existirão outras, mas aquela que salta mais à vista é que o “animal feroz” ainda se irritava a sério quando o tratavam como aldrabão e vendedor de medalhas falsas, enquanto o actual “mestre de culinária” se fica a rir de quem lhe disser tal coisa, reagindo de forma mais agitada apenas em forma de encenação. É a expressão maior da numbização da política que pretende uma sociedade civil dormente.

Dúvida Para Lamentar

Se depois de eleitos, os deputados passam a ser “da Nação” e não dos círculos pelos quais foram eleitos, porque é que continuam, na sua esmagadora maioria, a ser paus mandados dos directórios partidários? A “Nação” é, portanto, intermitente?

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