A Borrasca A Caminho

Depois de anos em que ficavam dezenas de milhar de professores por colocar, apesar da tão sublinhada regressão demográfica, temos uma escassez substancial de professores em alguns grupos de recrutamento graças às brilhantes políticas desenvolvidas em 15 anos de “economias de escala”, “racionalização financeira” e estupidez a galope.

(e nem sempre é bom demorarmo-nos muito a analisar as razões e qualidade de alguns retornos à docência, porque podem ferir-se susceptibilidades)

Claro… agora dizem que quase só querem ir para cursos de formação de professores alunos com médias baixas de conclusão do Secundário.

Como que por acaso, surge a ideia do acesso à Universidade sem exames por parte dos alunos provenientes dos cursos profissionais, aqueles que se dizia serem indispensáveis para qualificar a população portuguesa e dar resposta a “quem não quer ir para a Universidade”.

Mas parece que agora já querem. Ora… há por aí umas instituições e uns cursos às moscas… de formação de professores, por exemplo.

(não se esqueçam de misturar um desejo imenso do poder político ter uma classe docente domesticada, feliz por ter um pão para a família e uma carreira a fingir, e sem o “elitismo” de defender um grande conhecimento científico disciplinar…)

É só unir os pontos. Se conseguirem, claro, que é difícil… possivelmente só com “formação” em “sucesso” e “flexibilidade (cortesia da drª ariana e do dr verdasca se ainda estiver no activo) depois de mestrado bolonhês.

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5ª Feira

Há dias que começam de forma divertida. Na TSF falava-se na exigência de agora se exigir o que já deveria existir há muito: uma avaliação qualquer para o pessoal não docente das escolas. Discordo da prova de conhecimentos, a menos que o ME desconfie das habilitações que o próprio promove. Já a “avaliação psicológica” me parece interessante, nem que seja ao nível de testes psicotécnicos. O que me fez rir  brava foi pensar na “implementação”, na chamada “operacionalização”, concreta da medida.

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