Inovação/Tradição?

Há governantes muito preocupados com a necessidade de abordar temáticas de género, com os alunos do Ensino Básico, achando que isso é uma espécie de alternativa ao ensino tradicional de disciplinas (enciclopédicas) como a História, cuja carga horária mirra a cada plano quinquenal do ME.

Só que eu posso tratar esses assuntos, de forma até bastante aprofundada, na arcaica e enciclopédica História se me deixarem abordar temáticas como a aceitação (e quase exaltação) da homossexualidade na Antiguidade Clássica, desde os ambientes das escolas filosóficas gregas até aos do exército romano, passando por toda uma rica iconografia da época sobre temas tão controversos como o travestismo, a prostituição e o que podemos considerar arte erótica ou pornografia clássica.

As pesquisas no google não conseguem substituir o conhecimento humano de tais matérias, porque o algoritmo não “explica” a credibilidade dos achados ou o seu contexto. E os gadgets podem servir para descarregar os frescos dos bordéis de Pompeia ou o texto do Satiricon, mas falta tudo o mais.

2 thoughts on “Inovação/Tradição?

  1. Todo o conhecimento é potencialmente perigoso. Não vá alguém apaixonar-se por ele! E, já agora, tornar-se filósofo! 🙂 Melhor é deixá-lo longe dos bancos de escola. Bastam os simulacros.

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