Isso Não Impede Que As Ultrapassagens Se Mantenham E Insiste Num Erro Estúpido Que Só Se Explica Por Pura Teimosia

Agora expliquem-me – porque sou mesmo estúpido – porque esta solução (que não é satisfatória, acabando por apenas fingir que minora um problema) surge agora como remendo a algo publicado há tão pouco tempo?

Não foram mais do que avisados a tempo que a solução original era muito má? Seria muito difícil não manter uma má solução com este enxerto?

Os cerca de 46 mil professores que progrediram em 2018 poderão beneficiar da recuperação do tempo de serviço congelado já a partir de Junho, ao contrário do que se encontra estipulado no diploma sobre os docentes aprovado em Março. Esta será a novidade principal do decreto-lei sobre a recuperação do tempo de serviço nas carreiras da defesa, da justiça e da administração interna, aprovado nesta quinta-feira em Conselho de Ministros e cuja mecânica de aplicação poderá estender-se aos professores.

O tempo a recuperar pelos docentes mantém-se (dois anos, nove meses e 18 dias), assegurou a secretária de Estado da Administração Pública, Fátima Fonseca, no final da reunião do Conselho de Ministros. A novidade é que podem optar por recuperar esse tempo na totalidade no momento em que ocorra a subida ao escalão seguinte (como prevê a lei em vigor) ou recuperar um terço desse tempo em Junho de 2019, outro terço em Junho de 2020 e outro em Junho de 2021, em linha com o que foi agora aprovado para as restantes carreiras que progridem com base no tempo, precisou ao PÚBLICO fonte oficial do Ministério da Educação.

Se fico satisfeito porque uma situação que ando há meses a denunciar foi reconhecida? nem por isso, porque era óbvio que desde o início deveria ter sido percebido e. já agora, pouco me satisfaz que a esse reconhecimento não corresponda a solução evidente… reconhecer o tempo de serviço ao mesmo tempo a toda a gente.

Ando mesmo cansado de gente burra e teimosa, mas que, infelizmente, acha que tem todo o poder nas mãos e insiste em ilegalidades.

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(interessante que isto surja em pleno familygate…)

 

 

 

9 thoughts on “Isso Não Impede Que As Ultrapassagens Se Mantenham E Insiste Num Erro Estúpido Que Só Se Explica Por Pura Teimosia

  1. Pois, as ultrapassagens continuarão, mas há um toque especial – tanto de gozo como de ridículo – na “opção” que é dada aos professores. Opção? Mesmo? Perante a oferta de 11 meses em cada fase? Para quem não tem bloqueios administrativos para o escalão que se segue, pode avançar uns bons meses se “optar” por este gesto de podre simpatia. No meu caso, em vez de mudar de escalão em 2022, poderia mudar ainda em 2020. Tenho muito que optar, tenho…

  2. Mas para quem ainda não progrediu nada desde que se iniciou o descongelamento e só o fará em Janeiro de 2020 isto não se aplica, também pode vir a ser ultrapassado por quem tendo progredido em 2018 ganhe já em Junho parte dos dois anos mas como reúne outras condições (bónus por avaliação) progride quase já! Por outro lado há aqui uma coisa que me faz muita comichão: então o ME chegou ao número de repor os 2 anos e tal depois de (não)negociar com os sindicatos e depois de toda a luta dos professores e agora oferece essa solução de mão beijada a outras carreiras que nada lutaram para isso? Tinham era isto tudo pensado desde o início e tudo tem sido um circo com uma coreografia bem montada. Aliás um caos bem pensado ao estilo da ideia do esparguete do outro. No próximo governo apresentam um novo modelo da carreira docente que nos vai lixar a todos e dizem que é para resolver todos estes problemas por eles causados.

  3. Para quem esteja sujeito a cotas no acesso ao 5º ou 7º escalões terá toda a conveniência em optar pelo 1/3 do tempo em junho de 2019/20 e 21 . Se assim não for, poderá correr o risco de nunca beneficiar do 2,9,18 ,pois este,a manter-se o DL promulgado pelo PR, só terá efeitos quando transitar para os referidos escalões.

    1. Nem mais, Manuel. É o meu caso. E agora compreendo algumas movimentações decorridas esta semana nalguma(s) escola(s) ‘perto de si’. Vamos ver se a coisa vai correr como nas Juntas Médicas. Depois, pode ser que venha a comparar efectivamente, espero bem que não e que este ano tudo corra como deve ser, até porque o espírito é seguramente outro. Tal como a força anímica.

  4. O sindicatos continuam a negociar apenas num único sentido (942), sabendo que, nesse sentido, NUNCA irão ganhar nada que seja digno se ser considerado. Andaram a dormir (será?) e a deixar o tempo passar. Deixam que a opinião pública fique contra nós. Fazem algum barulho para dar nas vistas apenas o suficiente.
    O grande problema é que deixam passar elementos de negociação intermédios que são claros como a água mas, devido à cegueira da “boa fé” que já dura há QUATRO anos, nos deixaram com 2 anos e tal às pinguinhas e com injustiças como a relatada neste artigo.

  5. Olá! Se me puderem esclarecer, ou se existir alguém na minha situação, agradecia a partilha de informações. Vinculei em 2017 depois de 18 anos de serviço pelo país fora e ilhas. Este ano fui alvo de reposição no 2 escalão ( em Dezembro de 2017- estava a 2 meses de ter tempo para o 3). Ou seja, foi-me pago em retroactivos o período desde 1 Janeiro de 2018 conforme o 2 escalão. Mas em Fevereiro 2018, com o descongelamento, fiz o tempo necessário para o 3. Como andamos neste impasse, e não tinha aulas assistidas enquanto contratada para recuperar, e precisava de as ter, de modo a juntar aos restantes pré-requisitos: o tempo e a formação ( de 700 horas- 550 foram para o lixo), tive aulas assistidas quando consegui ter: em Novembro de 2018. A minha questão é: quando me fizeram o reposicionamento em Fevereiro de 2019 com efeitos a 1 de Janeiro de 2018, não deveriam ter feito o reposicionamento e em simultâneo a adequação da situação a progressão, pagando pelo 3 pelo menos desde Dezembro de 2018? Colocaram-me no 2 escalão, mas em Fevereiro ( há um ano atrás) já tinha o tempo para o 3 e em Novembro ( já tinha concluído o processo de aulas assistidas). Na secretaria não me sabem informar, dizem que agora quem manda no sentido de poder e das listas nominais é o ME. E quando tentam ajudar faltam-me em novo reposicionamento…o que para mim não faz muito sentido porque segundo a Lei só se é reposicionada uma vez e entramos depois no processo de progressão.
    Outro aspecto… Como no ano passado era o meu primeiro ano de vínculo, e ninguém sabia nada, resolvi entregar o relatório anual de avaliação de desempenho como fiz sempre enquanto contratada. Mas a minha escola ” perdeu”. Não consta no meu processo, embora tenha prova, datada, assinada e carimbada, de o ter entregue. Isso pode prejudicar-me? A nota do relatório não deveria ser associada à nota das aulas assistidas para progredir ao 3? Ou é a nota das aulas assistidas que prevalece?
    Outra dúvida 🙂 um excelente nas aulas assistidas dá-nos bônus de um ano no tempo de serviço? Ou isso era só para o passado?
    Paulo Guinote desculpe servir-me do seu mural mas desindicalizei-me no ano passado, depois da treta do bailinho dos sindicatos (e fiquei curiosa porque motivada pelo STOP fiz greve um mês seguido) e não conheço ninguém na minha situação, e com perdas de avaliações pelo meio. Obrigada

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