Outras Promiscuidades

Como é possível ter deputados, líderes partidários, autarcas, advogados no activo e com causas próprias a fazer de politólogos nas televisões e a serem substancialmente pagos para isso? Não é esta uma das mais perigosas promiscuidades para a democracia? É com gente que vai defender interesses próprios ou de facção que se combatem as fake news? Mas não são alguns destes “comentadores” conhecidos exactamente por promoverem os “factos” da maneira que mais lhes interessa? Alguns deles é verdadeiramente analista ou não passa de alguém que está ali, quase sempre, para defender o seu quadrado?

Que tenhamos políticos a debater temas da actualidade nada me choca. Que sejam pagos para isso, como se fossem “especialistas” residentes, já me parece profundamente abusivo. Mesmo quando canalizam o dinheiro para os seu partidos (mais habitual entre comunistas e bloquistas) continua a existir por ali um evidente conflito entre o interesse público e o contrato privado. Porque mesmo entre os “retirados” há quase sempre uma agenda ideológica ou partidária em causa, sendo peculiar que existam órgãos de comunicação social que paguem para ter o que não passa, em tantos casos, de “propaganda” partidária. É estranho. Ou não.

A peça da Sábado desta semana deveria servir de leitura e análise séria por parte de que acha que a corrosão da democracia está nas redes sociais.

(a Quadratura do Círculo custava mais de 400.000 euros ano? se descontarmos as férias, 40.000 euros mensais por uma hora semanal de conversa, quantas vezes de mera trica política? aqueles “senadores” não têm empregos? quanto custa a Circulatura? sim, sei, é dinheiro de empresas privadas, mas que em tantas situações nem um rodapé noticioso conseguem fazer sem clamorosos erros ortográficos)

7 thoughts on “Outras Promiscuidades

  1. Paulo,não me interpretes mal, por favor. O «Nojo!» que, acima, publiquei refere-se ao sentimento que tenho ao ler o que denunciaste. Esta gente não tem vergonha.

  2. É triste a constatação, a não ser que nos queiramos alhear, de que as promiscuidades estão em todo o lado, que proliferam de forma transversal a todas as áreas.
    A ‘peste epidémica’ não tem controlo e muito menos vacina ou cura. Não interessa combatê-la.

    Longe vão os tempos em que as promiscuidades estavam circunscritas ao campo das coisas da “reprodução” (vulgo, troca de fluidos entre corpos para certo/s fim; eu sei que a “plebe” lhe chama outra coisa, mas é muita fruta para este quintal). 😉

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