Para Depois Ceder Em Quase Tudo, Ficando Com As Migalhas Do Bolo?

Veja-se o caso da gestão democrática das escolas, perfeitamente secundarizada perante a lógica da municipalização com a qual é incompatível, recusando-se em público e negoceia em privado localmente numa lógica de repartição feudal.

PCP dramatiza e pede tudo por tudo na campanha

Acreditei há quatro anos que poderiam introduzir algo diferente na governação e não falo apenas nos interesses de uma classe profissional que desperta desconfiança à ortodoxia por não querer ser proletarizada à força. Enganei-me, mas dei por isso depressa, quando percebi que o “calendário” e as “prioridades” eram outras. Acham mesmo que o eleitorado lhes vai agradecer aquilo que o Bloco e PS também reclamam como seu?

Ou que depois de três anos e meio de linhas “vermelhas” ultrapassadas é agora que acreditamos que ganharam pêlo na venta?

Monster truck

27 thoughts on “Para Depois Ceder Em Quase Tudo, Ficando Com As Migalhas Do Bolo?

    1. …o problema é que nem brancos nem nulos “descontam” à percentagem dos partidos. No limite elegem-se, tranquilamente, com os votos dos tachistas…

      1. Não contam, mas deviam contar…
        Se é legal votar branco, nulo, ou mesmo abster-se… porque não são considerados esses votos?
        Se há x lugares (cadeiras)… Se há y eleitores…
        Cada cadeira exigiria z votos.
        Quem tivesse os votos teria os lugares.
        As cadeiras vazias seriam um alívio para os contribuintes,

  1. Paulo, desculpe-me mas é ingenuidade acreditar que o PCP é diferente dos outros. Política é política, ou seja, merda e hipocrisia, joguinhos e traições.
    O PCP cheira tão mal como os outros. Às vezes pior que os outros. A prática contraria a teoria, como se viu quando votaram contra a eutanásia ou a favor das touradas. Uns bandalhos, em suma.

  2. …e a gestão democrática, além de essencial para desanuviar o ambiente das escolas, nem sequer custava um cêntimo!!!!!
    Por que terá sido abandonada por todos os partidos, mesmo os que prometeram lutar por ela?
    O regime atual é medieval, nem falta a inquisição e a caça às bruxas…
    Vergonhoso. Onde se deveriam transmitir os valores da democracia iniciam-se e deformam-se os jovens em práticas lastimáveis, nas esotéricas sessões, a que chamam eleições (!!!!!!), nos CGs.

  3. “Acreditei há quatro anos que poderiam introduzir algo diferente na governação…”

    Pois, pensei exactamente o mesmo… Só que não…

    Chega a ser constrangedora e patética a actuação de um partido político que sistematicamente afirma e defende uma coisa, mas na prática faz o contrário do que afirma. É uma espécie de dissonância cognitiva permanente…

    Isto para já não falar da crença de que a Coreia do Norte é uma Democracia e o deslumbramento com o poder que os tem levado a cometer os mesmos erros dos outros partidos: favorecimento, ao nível autárquico, de familiares e de membros do partido… No fundo, o estabelecimento de uma teia de apaniguados e de dependentes, tão necessários à recíproca troca de favores…

    1. …e ainda, “não tenho bem a certeza que a gestão das escolas não seja democrática”. Até é parecida com o regime norte-coreano….

  4. Migalhas? Que as deixem para as pombas. Ou melhor: que as comam as aves de rapina que nos têm “governado”.

    Quanto a votar, julgo que num contexto como o atual todos devemos votar; nem que seja com o chamado “voto útil”.

    Boa quinta-feira para todos!

  5. Este modelo de gestão interessa a qualquer governo, os diretores são uns “paus mandados”, uns “capachos”, estão lá protegidos pelo aparelho político com vista numa ascensão, para eles ou para os seus familiares. É tudo uma corja!

  6. Capachos mas bem pagos!
    “Paus mandados” mas que foram aumentados em cerca de 100%, sim 100%, pela famigerada mlr, isto quando todos tivemos cortes brutais!
    Esperavam que fosse para continuarem a sentir-se e a comportar-se como professores?

    1. CJ,
      Essa é que é essa !
      Paus mandados, sem um pingo de carácter ou qualquer personalidade.
      Tornam-se nuns seres empoeirados que se julgam muito importantes. Ajudam a lixar isto tudo.

      1. Concordo plenamente com a sua opinião. Já não se sentem professores, julgam que se vão manter eternamente no cargo. Só caem na realidade quando termina o número de mandatos possíveis. Aí diambulam pela escola tipo zombies à espera que não se lembrem deles, Vergonha!

      2. “Paus mandados, sem um pingo de carácter ou qualquer personalidade.
        Tornam-se nuns seres empoeirados que se julgam muito importantes. Ajudam a lixar isto tudo.”
        Absolutamente de acordo (com algumas, conheço uma, excepções)

    2. …ainda pior…têm direito a permanecer um maior número de mandatos do que qualquer cargo de eleição, realmente democrática, deste país!!!!! Quatro mandatos + 1!!!!!20 anos!!!! Sem se sujeitarem a eleições!!!!!! Querem mais salazarento do que isto?

  7. Voto útil, meus colegas. Qualquer coisa serve, menos os que têm lá estado desde o 25 de abril.
    Já não há democracia. É só podridão. Isto tem de mudar e a coisa não vai lá com conversa.

    Voto útil meus senhores. Vou escolher um qualquer desses pequenotes: aliança, chega, monarquico, etc.
    Estou farto das geringonças, quer à esquerda, quer à direita. P q os P@riu!

    1. Concordo os “professores” que nunca deram aulas ou porque sempre estiveram nos executivos (são tantos que é melhor não citar) ou porque andaram pelos sindicatos (Mario, Chico, Dias da Silva) ou funcionários da política ( Pedro Alves, Ginestal) são parasitas desta sociedade. Eu falei da minha região. Chamem os bois pelos nomes

  8. Caríssimos compagnons de route ou idiotas úteis, se quiserem, não sejam pobres e mal agradecidos, não deixem de acreditar. Façam pressão para que o calendário e as prioridades sejam outras, em particular para que a questão da gestão se torne central. Muito do resto gira à volta disto.

  9. “Acreditei há quatro anos que poderiam introduzir algo diferente na governação e não falo apenas nos interesses de uma classe profissional que desperta desconfiança à ortodoxia por não querer ser proletarizada à força. Enganei-me, mas dei por isso depressa, quando percebi que o “calendário” e as “prioridades” eram outras.”
    Se me permite, exactamente como eu!

    Nestas europeias, com o meu voto ninguém sentará o rabo em cadeiras confortáveis, bons ordenados, ajudas de custo, subvenções, viagens pagas, …, nas cadeiras do parlamento europeu!!! Mas irei votar para os mandar para o tal sítio…

    Reiteradamente tenho repetido que isto só muda com alteração da lei eleitoral e consequente contagem para todos os efeitos dos votos brancos, nulos e … também da abstenção que cada vez mais traduz a profunda descrença nisto tudo!

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