O Que Têm Em Comum Estivadores, Enfermeiros E Motoristas de Substâncias Perigosas?

“Sindicatos-bebé” ou “sindicatos-surpresa” desalinhados dos grandes entendimentos do regime. Já repararam a velocidade com que fazem doer e provocam reacções rápidas sem necessitarem de plataformas que ocupam a largura de uma avenida para conseguirem ficar todos na foto com o cartaz? Alguém está a ver prolongarem as coisas por anos e anos ou todo um mandato? E acredito que paguem as pizzas que mandem vir para aguentarem os piquetes. Anti-sindicalista, eu? Muito pelo contrário. Tenho é uma certa aversão a profissionais da luta que ainda têm o desplante de dizer que gostariam muito de estar a dar aulas.

sindicatooo

 

20 thoughts on “O Que Têm Em Comum Estivadores, Enfermeiros E Motoristas de Substâncias Perigosas?

  1. O que existe em comum é que são sindicatos fora da CGTP, logo são sindicatos que realmente representam que lhe paga as quotas e não representam o PCP

  2. O que têm em comum?

    Bebés ou não, têm sindicatos.
    Nós temos organizações que não são mais do que meras extensões do poder político. O “S” inicial é uma questão de logística financeira e, pronto, de ‘tradição etimológica’…

    Para além disso, os nossos já deram provas (há anos!) de que a imaginação, a fibra e a veia sindical se esgotaram. Vivem, estrategicamente numa espécie de estado de coma.
    Refiro-me fundamentalmente aos que integram a plataforma, porque dos outros pouco conheço. Porque será?

    Boa quarta-feira para todos!!

  3. Lamento contrariar, mas quem faz as greves são os trabalhadores. Os sindicatos apenas as convocam.

    No caso dos professores, também existem sindicatos, novos e menos novos, insuspeitos de dependências do PCP, da CGTP ou do que se quiser. E não faltam, igualmente, propostas radicais.
    A questão põe-se no momento em que é preciso “fazer doer”. Avança-se sem medo, ou recua-se porque receamos as faltas injustificadas ou os serviços mínimos ilegais? Impera a união da classe, ou o “vão sem mim que eu vou lá ter”?

    Alguém imagina os enfermeiros, os estivadores ou os camionistas a suspender uma greve com medo das consequências legais de desobedecer a uma “nota informativa” não assinada?

    Quanto aos “profissionais da luta”, continuo a dizer que só persistem na primeira linha porque não há “amadores” que se queiram chegar à frente…

    1. Caro António Duarte, boa tarde.
      Em tempos idos chegámos a trocar algumas linhas sobre este tema dos “profissionais” e dos “amadores”. Saudando a tua coerência e linha de pensamento, que pelos vistos, continua igual e inamovível, aconteça o que acontecer, devo voltar a insistir que é muitíssimo complicado, para não dizer impossível, um “amador” arredar da primeira linha um PROFISSIONAL (sem aspas e em maiúsculas para se perceber bem) da luta. Poderia explicar facilmente porquê e com todo o detalhe, mas fico-me só por dois pontinhos pequeninos: Estatutos blindados e falta de limitação de mandatos (se houvesse assim tanta vontade dos profissionais verem emergir os amadores, bastava começarem por aqui!) Para rematar: se fosse possível, realmente possível, talvez o André Pestana, que tudo fez por dentro e nunca deixou de dizer presente, ao longo de tantos anos, não tivesse que ir fundar um sindicato com outros “amadores”. E o exemplo do André é só um exemplo, há certamente mais. O problema é que mesmo assim, esse sindicato após ter reunido uma vez com o MEC, não mais foi aceite à mesa das negociações. Porque será? A quem é que interessa não dar voz e peso negociar aos sindicatos desalinhados? Mesmo que esse sindicato anuncie publicamente que ainda tem poucos sócios (sendo que deve ter mais, creio eu, e se estiver enganado, que publiquem os números de sócios pagantes e ativos, que alguns dos sindicatos da Plataforma) é um sindicato legalmente constituído. Sindicato que convocou uma greve às avaliações que os PROFISSIONAIS se apressaram a reputar de irresponsável e que tudo fizeram para ignorar, desvalorizar e torpedear. Mas tenhamos esperança, este ano em junho os profissionais vão rebentar com isto tudo! Ahhh valentes! Desta é que é!!!
      PS – Fiz a greve do ano passado até julho, até às últimas consequências, nunca desisti, fiquei isolado no final, fui o único professor a manter a greve sem ceder, e fui atraiçoado quando alguns professores do CT decidiram fazer uma reunião de traidores, sem a minha presença. Nesse aspeto estamos de acordo, há muitos professores que não merecem o chão que pisam, traidores, cínicos, dissimulados, mas esses, ao menos não vivem das quotizações dos colegas para se perpetuarem nos seus cargos sindicais em absoluta e total vacuidade de funções!

      1. Tentando ser sucinto num assunto a que voltarei no meu blogue…

        Não nego a “blindagem” que haverá em certos sindicatos relativamente à renovação de pessoas e ideias. Aí a solução é abrir ao lado, como fizeram os sindicalistas do STOP.

        Quanto ao problema dos micro-sindicatos, que representam apenas os próprios dirigentes, ou às vezes nem isso: foram activamente promovidos há duas ou três décadas atrás, quando interessava retirar força à Fenprof e dividir para reinar. Aí são os professores que têm de decidir se, em nome da unidade sindical, interessa continuar a integrar essas organizações-fantoche na plataforma sindical ou se devem ser remetidos à sua insignificância.

        Sobre a divulgação pública do número de sindicalizados e dirigentes de cada organização, plenamente de acordo. Sou a favor da transparência total, sobretudo em matérias que envolvem o gasto de dinheiro público – neste caso gasto indirectamente em dispensas sindicais. Mas não nos iludamos pensando que o caminho é deitar abaixo os sindicatos-que-temos e que do caos surgirá o novo, imaculado e puro sindicalismo do século XXI.

        Quanto à greve às avaliações: sindicalizado num sindicato Fenprof, aderi à greve do STOP desde o início. Tive sempre a clara noção do que seria uma luta vitoriosa: impedir a saída das notas do 9º e sobretudo do 12º ano. Percebi que a luta estava perdida quando se transigiu neste ponto, dando ao ME o que ele queria, para se persistir numa luta inglória até ao final de Julho…

    2. Antonio Duarte: isso não passa de conversa para adormecer burros.
      Tudo isso é treta que só pode ter como origem:
      a) ou o colega é burro e acredita mesmo no que escreveu ou b) está de má fé, sabendo perfeitamente que nao é assim como escreveu.
      Ora eu dou-lhe o benefício da dúvida, não acreditando que o colega seja burro.

      1. O Ricardo Silva já lhe apresentou os argumentos válidos.
        Ele tem mais paciência que eu.

  4. Um presidente do Sindicato é também empresário na área. Há, de facto, uma empresa de Transportes Francisco São Bento, em Alverca do Ribatejo. E no seu perfil de Facebook apresenta-se como “empresário”. Temos agora sindicalistas-patrões? Há nesta greve de camionistas (não discuto a justeza dos seus anseios laborais mas lembram-se do Chile de Allende) um cheirinho a amigos do caos de origem duvidosa…

      1. Provavelmente depende das condições climatéricas…
        A UGT e a CGTP deveriam ter um elemento a trabalhar no IPMA. Ou melhor: há organizações sindicais mais visionárias do que outras. 😯
        Enfim.

    1. As propostas de alteração não foram votadas hoje, até porque o deverão ser apenas na especialidade.
      Ontem, foi só para discursos.
      As votações de hoje descarregam-se a partir deste link:
      http://app.parlamento.pt/webutils/docs/doc.pdf?Path=6148523063446f764c304653546d56304c334e706447567a4c31684a53556c4d525563765455565451533942626d563462334e425a3256755a47467a51584a7864576c326279383077716f675532567a63384f6a6279424d5a5764706332786864476c325953395953556c4a587a52664e7a64664d6a41784f5330774e4330784e3138794d4445354c5441304c5445334c6e426b5a673d3d&Fich=XIII_4_77_2019-04-17_2019-04-17.pdf

      Houve alguma mistificação, ao querer dar-se a entender que – tirando a ILC – ontem e hoje estava mais qualquer coisa em jogo.

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