Contrariando A Cartilha No Poder

“Relaxar o currículo nacional e relaxar a avaliação nunca são boas ideias”

Tim Oates, professor britânico e especialista em Educação, em entrevista ao Observador, fala da forma errada como se olha para o que se passa na Finlândia e faz algumas observações ao ensino português. Os professores Paulo Guinote e José Eduardo Lemos destacam e comentam alguns assuntos referidos por um pensador que conhece bem os instrumentos de avaliação e métodos de ensino de várias partes do mundo.

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8 thoughts on “Contrariando A Cartilha No Poder

  1. Já não é a primeira, nem a segunda vez que se diz que o modelo finlandês está decadente e que os louros que conseguiu foram à custa de quem trabalhou antes da instauração -e acomodação?-. do sistema atual. Penso que tu, por exemplo, já o disseste várias vezes…

  2. Lembro-me de ler o artigo que é citado e de ter escrito aqui algumas coisas sobre ele.

    Que se faça (a tempo) luz por cá, já que na Finlândia é mais difícil…

  3. São teorias de uns ingénuos meio parvos que não sabem o que é a vida.
    Quando chegar o caos, estão em prateleiras douradas e (claro…) nada têm a ver com a desgraça!!!

  4. A apresentação do como “Tim Oates, professor em Cambridge, especialista em Educação, a trabalhar na maior agência de pesquisa sobre avaliação na Europa, o Cambridge Assessment” é enganadora. Não é investigador da universidade, mas sim de uma instituição (uma quase empresa, que depende da universidade), que prepara (isto é, vende) exames para o sistema educativo britânico e para o estrangeiro. A investigação que ele coordena é sempre dentro da lógica de exames. Ouça-se o senhor mas não é uma voz independente, antes pelo contrário.

    1. Há opiniões verdadeiramente “independentes” nesse contexto?
      Por exemplo, quando o grupo da Católica do Porto faz estudos em prol da “descentralização” e depois vende consyultoria a autarquias o que se passa?
      Quando um ex-presidente do CNE que também apoia a descentralização aparece com contratos para venda de estudos a autarquias estamos perante o quê?
      Eram “independentes” as suas opiniões ou interessada no negócio?

      Ao menos, este não tem interesse directo em Portugal.

      1. Provavelmente, os exames nacionais até estavam mais bem entregues à Cambridge Assessment do que ao IAVE – não há sigilo em relação a quem produz os exames, obedecem a padrões constantes de ano para ano, há estatísticas fiáveis da evolução das classificações. E Tim Oates sabe do que fala. Mas que a apresentação é enganadora, é. E se não tem interesses diretos no sistema público português, já teve. Os exames PET, que deram que falar em 2014(?), são produzidos pela Cambridge Assessment.

  5. Pedro, mas o que eu não percebi é o que, no seu caso, acha da análise que ele faz do sistema finlandês.
    É necessário ser fanático de exames para se ser crítico de quem adere ao “modelo finlandês” sem perceber de onde ele vem?

    Já agora… fui contra os PET desde o primeiro momento, não é isso que me entusiasma.

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