Projectos Educativos Locais E Outras Coisas Que Tais

Esta notícia sobre Braga, fez-me pesquisar coisas parecidas. E subitamente há dezenas de milhares de euros para implementar “equipas multinível”, porque as escolas não o sabem fazer. E as comunidades intermunicipais até têm mesmo muitas dezenas de milhar de euros. E que as há por todo o lado. E só num ano já se factura mais de 100.000 euros. Outras empresas já vão em várias centenas de milhar de euros.

Se é bom todo este envolvimento autárquico no combate ao insucesso escolar? Se está bem que estas oportunidades de negócio sejam aproveitadas por quem criou empresas-cogumelo à la minute para esse efeito? Claro que sim, sou todo pelo empreendedorismo nacional. Mas que é um enorme atestado de menoridade às escolas, lá isso é. E não é de agora. Se alguém se der ao trabalho de ir em busca – nas várias zonas do país – dos fios da meada, perceberá que tudo isto é feito em benefício de alguém. O interesse dos alunos é apenas um pretexto.

Alguém decide investigar isto na comunicação social séria e rigorosa? Perceber se é tudo claro e transparente e se não há medidas políticas à medida de um determinado nicho de interesses. Dá menos trabalho receber dossiers já preparados e publicá-los sem cotejo.

cadeia-e-teia-alimentar

(e quase aposto que vou encontrar, daqui a não muito tempo, certos ex-qualquer coisa neste tipo de contratos, muitos deles nem sequer publicitados…)

12 thoughts on “Projectos Educativos Locais E Outras Coisas Que Tais

  1. Olá Paulo. Não tenho o teu e-mail só tinha o da Mouzinho. Vê lá se esta notícia tem espaço no teu blog? Estou entre os 10 finalistas. Abraço.
    Link do anúncio dos 10 finalistas (23-04-2019): https://tvi24.iol.pt/sociedade/global-teacher-prize-portugal/estes-sao-os-dez-melhores-professores-de-portugal?fbclid=IwAR1z-nQiedKcQQ46GqPYwkpyQ2lF_fsPQ4PSZi7T-eJWqM5boX4GcmO0R-c
    Link do Projeto do Professor José Galvão: https://josegalvao.wixsite.com/educacaomusical

      1. Vejo ali um filão ligado à Universidade de Coimbra…aposto que até sei os nomes.
        Paulo vê quem assina o contrato de Torres Vedras e depois o contrato de Penela… são a mesma pessoa Fátima Patrícia Amaral Figueiredo. Na 1ª é no nome da empresa, na segunda em nome pessoal e vão € 67 000! Assim dá menos nas vistas…
        Aposto que deve haver coisas do trabalho que é copiar e colar de um lado para o outro.
        No google diz que a senhora é suplente da Assembleia Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra… pelo Partido Socialista.

  2. É claro que os apoios têm de se pagar. É claro que as comissões são compostas pelas “pessoas certas”, as que apoiaram, as que estiveram nos comícios, as que têm influência.

    Mas se a ideia é combater o insucesso a todo o custo, valia mais ser honesto e proibir as retenções de uma vez por todas. As classificações negativas deixavam de existir e estava o problema resolvido, 100% de sucesso. Desde que o aluno respirasse, claro. Que importa o saber? Se respira, já passou.

      1. Muito bem, Magalhães e José!

        Gosto mesmo de os ver por cá!

        Emprestam um pouco mais de colorido ao Quintal.

    1. Tratam bem da vidinha deles e lixam a vida dos professores que estimam o ensino e que ainda se escandalizam com estas coisas.
      «Mas se a ideia é combater o insucesso a todo o custo, valia mais ser honesto e proibir as retenções de uma vez por todas.» José, honestidade é «coisa» que não assiste a esta gente e desta forma não lucravam nada. Assim, vão levando a vida com pouquinho trabalho e, apenas, muita retórica para encher dossiers e parecer credível. Cambada de… (dou espaço para cada um de vós ser criativo 😉).
      Parabéns a quem denuncia estas vergonhas… pena que, ultimamente, sejam TANTAS!!!!!!

    1. Eu já tinha andado a ver isso, mas como não quero que me acusem de perseguição a pessoas que nem conheço…
      Mas há meses que observo, nem sempre com publicitação, a propagação deste tipo de “estudos” a quem mal colocou os pés numa escola, mas tem uma abordagem “sistémica” destas questões.

      Os nomes repetem-se em certas zonas do país… há a zona da Católica do Porto, há a zona de Coimbra, há a zona das “empresas de consultoria”… etc, etc.

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