11 thoughts on “6ª Feira, 13×2

  1. A classe política portuguesa, composta por indivíduos (da esquerda à direita) que não passam de escória moral, totalmente destituídos de ética e valores, há muito que enterrou o 25 de Abril.

    É, actualmente, uma data incómoda, que não têm coragem de ignorar mas que, na prática, detestam.

    O palerma das selfies que ocupa o palácio de Belém, fez, ontem, um discurso no Para-Lamento, sem qualquer cravo na lapela, à maneira do Cavaco. O que ele quer, de facto, dizer, é que não apenas se está a cagar para o cravo mas sobretudo para aquilo que o cravo representa.

    E diz o palerma das selfies que é presidente de todos os portugueses. Meu presidente não é de certeza, nem hoje nem nunca.

    Precisávamos de políticos decentes, com valores, com ideais. Mas onde ir buscá-los? Só se for às maternidades. Assim que saem de lá começam a degradar-se irremediavelmente.

    Estamos condenados a este país de aparências podres.

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    1. “Mas onde ir buscá-los? Só se for às maternidades. Assim que saem de lá começam a degradar-se irremediavelmente.”
      Neste caso, a desgraça até tem graça. 😊
      É triste e preocupante, mas o que é que nós, simples cidadãos podemos fazer?

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    1. Podemos ter uma atitude crítica.
      Que começa, na minha opinião, em não votar em escória moral.
      Se a esmagadora maioria se abstiver ou votar branco/nulo, será um sinal muito forte de descontentamento com a classe política, com a falta de alternativas válidas.

      Eu recuso-me a votar seja em qual dos palhaços for (sem ofensa aos verdadeiros palhaços, profissionais que respeito).
      Temos de ter, enquanto cidadãos, critérios elevados, exigentes. Não podemos votar em males menores, não podemos ter a atitude de “se não for este os outros ainda são piores”. Não é verdade.

      Há pessoas decentes, inteligentes, honestas e democratas. Porque não estão na política? Exactamente porque são pessoas decentes e não se querem misturar com a escumalha. O Paulo Guinote, por exemplo, daria um excelente Ministro da Educação (digo-o sem qualquer ironia, apesar de saber que ele jamais o aceitaria, o que é pena)

      Precisávamos, portanto, de uma nova revolução, que afastasse todos estes chulos que nos desgovernam e possibilitasse a chegada à política de verdadeiros democratas, de gente decente. Com estes que por aí andam não vamos lá. E votar em qualquer dos actuais partidos é validar um regime que, se formos sinceros connosco próprios, reconheceremos que não merece que o validemos. Portanto, a abstenção surge como protesto. É apenas a minha opinião, claro.

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      1. José, concordo com quase tudo. E, respeitando as suas conclusões, apenas quero acrescentar duas observações pragmáticas que deixo à sua consideração.

        A primeira é relativa ao valor da abstenção. Se observarmos os valores da mesma no site da CNE, no que diz respeito às votações para o parlamento europeu, verificamos os seguintes números:
        1987 – 27,58%
        1989 – 48,90%
        1994 – 64,46%
        1999 – 60,07%
        2004 – 61,40%
        2009 – 63,22%
        2014 – 66,33%
        Ou seja, a despeito de uma inflexão em 1999, verifica-se uma clara tendência de aumento da abstenção, com o seu auge na última eleição, onde 66,33% dos eleitores não votaram! Vê algum político preocupado com isso? Não, claro que não. Para lá de algum discurso meramente retórico sobre a cidadania, a importância do voto, blá, blá, eles querem lá saber. São eleitos na mesma. Ok, já sabemos que as eleições europeias (graças ao nosso enorme civismo) são sempre mais atreitas à abstenção.
        Mas, já agora, o mesmo é válido para as votações para a assembleia da república. Não tive paciência para colocar aqui todos resultados da abstenção, mas qualquer um poderá verificar os restantes no referido site:
        35,74% em 2005
        40,32% em 2009
        41,97% em 2011
        44,16% em 2015
        O mesmo avassalador crescendo da abstenção, sem que se veja alguém preocupado com esse fenómeno.

        A segunda é relativa ao efeito dos votos brancos e nulos. Limito-me a citar o que está no referido site da CNE: “O que acontece se numa eleição os votos brancos e/ou nulos forem superiores aos votos nas candidaturas? Os votos em branco, bem como os votos nulos, não sendo votos validamente expressos, não têm influência no apuramento do número de votos obtidos por cada candidatura e na sua conversão em mandatos. Ainda que o número de votos em branco ou nulos seja maioritário, a eleição é válida e os mandatos apurados tendo em conta os votos validamente expressos nas candidaturas.”.
        Lido isto, fica a pergunta: o que vale um voto branco ou nulo? NADA!

        E, se a abstenção, os votos nulos e brancos, nada acrescentarão, resta-nos a questão acerca do que fazer… Confesso que também não sei… Mas quer-me parecer que temos de ser pragmáticos e não deixar de votar. Porque, no final, quem formar governo, falo-a alicerçado na soma dos votos (válidos) em x partidos. A colega Ana, abaixo, já tem a sua estratégia. Não é a minha (com todo o respeito), mas todos deveríamos ter uma. Ou seja, VOTEM!

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  2. Magalhães, tenho pena de ter de pensar assim como escrevi acima.
    Mas não me parece que haja melhor solução que esta da abstenção. Por enquanto. Melhores dias virão, temos de acreditar que sim.
    Cumprimentos

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    1. Olá, José!

      Compreendo e respeito a sua opinião, mas este é um assunto sobre o qual tenho algumas dúvidas…
      Há alturas em que penso que o voto nulo ou branco, ou até a abstenção, me parecem formas mais ou menos úteis de manifestar o descontentamento face ao vergonhoso poder político, em particular, e aos partidos, em geral. Mas também me parece que, no contexto atual – nacional e internacional -, é importante votar. Para não me alongar mais, acrescento apenas que receio que os extremismos cresçam rapidamente por cá, à semelhança daquilo que tem acontecido um pouco por todo o lado, designadamente em países onde o fenómeno se instalou no poder (ou se está para instalar) em resultado da igual descrença nos partidos “tradicionais”. Perante isto, julgo que não devo deixar na mão dos outros a decisão da criação de um cenário de governação porventura pior do que aquele(s) que conhecemos.

      Abraço 🤗

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  3. (Não é) Um Zeco,

    Pelo que percebi, os dois temos a mesma “estratégia”, ou seja, votar. 😉

    Claro que a próxima decisão ( em que partido votar) é mais um dilema…, porque há muito por onde ‘escolher’, mas a oferta é de qualidade duvidosa, vamos dizer assim.

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  4. Colegas:
    compreendo as vossas posições. Mas não consigo partilhar a vossa opinião.

    Recuso-me a votar num mal menor. Recuso pensar que “este não é grande coisa mas os outros são pior”. Isso é perpetuar a porcaria.

    Votamos em gente que não merece o nosso voto e depois passamos 4 anos a lamentar-nos? Isso não me parece muito correcto, desculpem que vos diga. É graças a esse tipo de atitude que os mesmos paspalhos, corruptos e desonestos, nos desgovernam há décadas. Não podemos continuar nisto.

    O que fazer? Não sei. Mas alguma coisa terá de ser feita. Algo novo terá de surgir. Recuso-me a aceitar que vamos legar este país aos nossos pobres filhos e netos. Eles merecem melhor que esta merda que temos.

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