Duas Crónicas Lúcidas

De Pacheco Pereira e Eduardo Dâmaso na Sábado desta semana. Publico dois excertos, embora as crónicas mereçam leitura integral (sendo especialmente divertida a forma como PP relata a forma como a comunicação social distorceu por completo a sua ida até ao piquete de greve dos motoristas).

O primeiro de PP sobre a solidão dos grevistas perante uma comunicação social adversa e rendida ao discurso do poder.

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O segundo de ED sobre a forma indecorosa como a classe política (parlamentar, neste caso) se encerra sobre si mesma num casulo de excepção e inimputabilidade.

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15 thoughts on “Duas Crónicas Lúcidas

  1. Sim, por aquilo que o Paulo publicou, parecem lúcidas.
    PP é uma figura peculiar. Sei lá…

    Gostei particularmente da de Eduardo Dâmaso. Mais do que PP, toca em alguns assuntos sobre os quais não é habitual escreverem. E fá-lo de forma assertiva.

  2. Os portugueses em geral não percebem que a comunicação social, também de uma forma geral, está há muito há muito, a proteger a geringonça. PP só escreveu isto porque sentiu na pele aquilo que os media fazem há muito, caso contrário também não tinha a mínima noção.

    1. “No outro dia, na circulatura, imensamente, mesmo. Repetição intencional.” 😊

      Mais um trecho curioso para decifrar…
      Ontem, num post, mais ou menos subtilmente, chamaram-me totó. Agora, deixo aqui a prova do elogio feito. 😊

  3. Referi anteriormente aqui um editorial do Eduardo Dâmaso. Foi publicado em junho de 2018, é só procurar “os professores têm as costas largas”. Fantástico.

  4. Dois textos (ainda que só lendo os extractos seleccionados pelo Paulo) que revelam alguns dos grandes dogmas do séc. XXI:

    – um “anti-grevismo” altamente alimentado entre a população (os professores sabem disso) que, infelizmente parece esquecer os potenciais objectivos que lhe subjazem e…que nunca serão a defesa dos direitos dos trabalhadores…

    – o outro a “crescente Corrupção e Tráfico de Influências” cada vez mais ramificados a que igualmente estão subjacentes o comportamento dos deputados e o uso da esfera pública para interesses privados que…obviamente também não serão nunca para a defesa dos interesses dos cidadãos portugueses…

    Com tudo isto não deixa de estar conivente a comunicação social que… ou é incapaz de fazer o seu verdadeiro papel e não se limitar a ser agência domesticada e de domesticação dos governos ou então…se tens outras ideias…vais para a sala do canto arquivar e depois rua… mas terão o que merecem pois compactuar hoje, fragiliza-os amanhã.

    Os portugueses votarem nesta gente, que nos fragiliza e empobrece, que há décadas se sucede no poder é o que não me deixa de me surpreender!
    Da mesma forma não deixa de me surpreender a inércia da população civil perante tudo isto…

    1. Lá terei de ir comprar a ” Sábado “.
      O P.P. refere e muito bem que as pessoas não querem saber das razões das greves. Apenas lhes interessa aquilo em que são ou poderão vir a ser prejudicadas.
      E depois há os “papagaios” que se repetem ( TV, rádios , jornais,etc ) que deturpam as verdadeiras causas das greves e outras formas de luta .
      Fiquei enojado na forma como o Júdice se referiu à classe docente. Limitou-se a repetir uma série de mentiras e considerou incomportável a contagem total do tempo de serviço. O país não aguenta !
      Depois aparece o 1°ministro a cantar a mesma cantiga e depois outro e outro e outro…e as pessoas acabam por acreditar. Tudo controlado por esta máfia.

  5. Olhe que não j.f. olhe que não. Eles gravitam e rodam as cadeiras. Baldaias, dinises, francos, e afins….muda a cor do poder lá eles mudam também. …

    1. Henrique:
      Ou não me soube explicar ou não leu com atenção… “…de domesticação DOS GOVERNOS”; “…que HÁ DÉCADAS SE SUCEDE no poder …”
      De qualquer forma, parece-me estarmos de acordo.

  6. Henrique:
    Ou não me soube explicar ou não leu com atenção… “…de domesticação DOS GOVERNOS”; “…que HÁ DÉCADAS SE SUCEDE no poder …”
    De qualquer forma, parece-me estarmos de acordo.

  7. J.F.:

    “Da mesma forma não deixa de me surpreender a inércia da população civil perante tudo isto…”

    Subscrevo…

    Tanta serenidade, conformismo e passividade enjoam… Parecemos anestesiados e moribundos, os brandos costumes enfadonhos tomaram conta de nós…

    Porque não nos revoltamos? Temos medo do quê ou de quem? Porque não gritamos quando tínhamos razões para o fazer? Porque nos calamos quando não devíamos e depois ensaiamos o discurso que devíamos ter feito? Porque não enfrentamos em vez de murmurar em surdina?

    Porque somos tão mansos?

    Talvez seja porque a coragem ou o “mau feitio”, dependendo de quem avalia, pode dar muito trabalho e pode trazer muita chatice; muito desgaste físico e emocional; muitas rugas inoportunas, muito cansaço mental e muitas noites quase sem dormir ou a dormir muito mal…

    Mas também tem um efeito magnânimo e reparador: Liberta e fortifica!

    Quem já passou por isto sabe com certeza do que estou a falar… Manter a dignidade e lutar por ela pode ser “do caraças”, mas vale muito a pena…

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