A Forma Errada De Abordar Algo Pouco Claro…

… é dizer que quem o faz não está sozinho e são mais a prevaricar. Eu sei que basta escrever qualquer coisa sobre Educação Física para ser bombardeado em força e pouco jeito, mas a forma de reagir àquela situação de um maná de notas altas em EF num Externato no Porto não pode ser equivalente à dos alunos que dizem que gritam nas aulas porque outros também gritam.

villageidiot

(se sabiam que algo se passava porque não denunciaram antes? E se, afinal, após investigação, o caso de EF for mesmo “singular”?)

17 thoughts on “A Forma Errada De Abordar Algo Pouco Claro…

  1. Está muito bem … investigue-se! Já investigar , por esse Portugal Lindo Fora de Lés a Lés, alunos que faziam o pleno de negativas, das baixinhas, e passaram a ter zero negativas , no segundo período, pró mor do mágico 54, já não interessa falar grande coisa… Assim quer o Secretário de Estado Costa e seus apaniguados flexíveis… E como isto está bonito! O sucesso é colossal!

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  2. A minha diretora também diz que os alunos deveriam ter mais horas de educação física para combater o sedentarismo e a obesidade. Lembrei-me logo do clube de xadrez e de damas e das meninas que menstruam de 15 em 15 dias.

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  3. O mal é esses ditos externatos terem conseguido poder e autonomia que lhes possibilita inflacionar as notas.
    No meu tempo de estudante , TODOS os alunos (final de cada ciclo ) desses ditos externatos tinham obrigatoriamente de fazer ” exame ” num estabelecimento de ensino oficial .
    Não era mais simples e honesto ?
    E já havia os ditos colégios com ou sem paralelismo pedagógico.
    Com ou sem ,iam todos fazer exame no oficial.
    Isto assim é uma pouca vergonha,uma desigualdade,uma desonestidade.
    E nada tem a ver com a Ed. Física em si. Eu até sou de Ed. Física e nunca entraria neste tipo de esquemas.
    Mas … infelizmente há gentinha para tudo.

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  4. Qualquer situação considerada suspeita deverá ser investigada. Dito isto, é preciso ter lata: os sucessivos governos têm forçado as escolas a adotarem uma avaliação facilitista, sem retenções, com critérios que desvalorizam os testes, impondo a adoção de um chorrilho de estratégias que deixam outra alternativa ao professor que não seja a de atribuir classificações aos alunos que na verdade não as merecem. Como se pode querer que as classificações de exame sejam similares às classificações de frequência, quando estas últimas têm em conta aspetos que nem deviam ser considerados por serem pura e simplesmente obrigações do aluno, como a assiduidade, a pontualidade, o saber-estar e outros. A discrepância dos critérios específicos de uma mesma disciplina em diferentes escolas é outra situação que gera desigualdade. A caminho de 3 décadas de ensino, parece-me que, atualmente, querem que ensinemos o que não nos compete ensinar e que avaliemos o que não deveria estar em causa. É claro que, no final, “não bate a bota com a perdigota”!

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  5. Esta situação não é singular. Os Colégios inflacionam as notas há muito. Já há algum tempo dei exemplo do Colégio D. Diogo em Braga que atribuiu 57 níveis 20 a filosofia em 120 alunos. Os restantes foram ” corridos ” a 18 e 19. E o que dizer das disciplinas onde se avalia a oralidade? Tudo 20 e 19. No D. Diogo, a disciplina de português tem uma avaliação interna de 17,6 e externa de 13.
    O problema é que estes alunos entram na universidade com médias do ensino secundário de 18, 19 e 20, compensando, desta maneira, a nota mais baixa no exame ” que correu mal”. Outros alunos não entram, às vezes, por uma diferença de décimas, porque não tiveram essa ” facilidade”. Muitos dos alunos que saem desse colégio e externato ( Carvalho Araújo) de Braga, bem como dos colégios do Porto tiram a vez a outro em cursos ” apetitosos” e reprovam logo no 1º ano ou desistem, mudam de curso. Mas já entraram em vez do outro. Há um estudo da Universidade do Porto que faz referência ao desempenho dos alunos que vão do privado para lá e a conclusão não é boa. Refere o que acabei de dizer.

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    1. Sónia,
      afinal, e atendendo aos exemplos que dá, em muitas escolas públicas avalia-se com maior rigor e seriedade.
      Na ‘minha’ escola (e em outras que conheço) em Filosofia o cenário é diferente e o mesmo acontece pelo menos com algumas disciplinas onde se avalia a componente oral. Ou seja, em dezenas de alunos são poucos aqueles que têm 18, 19 e 20. Até porque as disciplinas em causa (Filosofia e Português, p.e.) têm um grau de dificuldade, quando lecionadas com algum rigor e exigência, que não ‘permite’ que atualmente ‘qualquer’ aluno obtenha as classificações máximas. Quem está habituado ao secundário ou é atento facilmente perceberá o que quero dizer.
      Mas infelizmente também há escolas públicas onde se faz o mesmo que em muitas escolas privadas. Enfim, é uma tristeza.

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  6. No entanto, muitos dos alunos desses colégios são filhos de professores, que fazem pela vida, é normal. Desculpe, Paulo, esta observação. Mas sei que é pai, e quando os nossos filhos fazem de tudo para tirar boas notas e até tiram, conseguem, com muito esforço, mas não entram na universidade porque o outro teve 20 a português , matemática e educação física com metade do esforço. É revoltante. Mas a sociedade não gosta de falar nisto. Não interessa muito. Gosta de dizer que em Portugal há igualdade de oportunidades. Para ricos e para pobres. Afinal…não há.

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    1. Madalena,
      Existe mesmo desigualdade entre quem tem papás com dinheiro e os outros.
      Isso é revoltante e devia ser punido.
      Mas e os interesses…e o dinheiro que envolve.
      Não me venham com tretas. Final de ciclo,exame nacional e mais nada.

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    2. Em Portugal não há igualdade de oportunidades quando necessário. E raramente as há, seja onde for. Portugal é um país desequilibrado onde quem sabe e aceita viver no meio dos truques e estratagemas se dá muito bem. É dificílimo viver cá tendo standards de correcção e de integridade e competência.

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      1. Totalmente de acordo, Margarida!

        E o resto é conversa para enganar quem quer ser enganado, porque dá jeito e tal…

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  7. Tenho acompanhado os comentários e este é um assunto controverso, casos pessoais/individuais não podem ser exemplo para nada; a situação deverá ser analisada sem preconceitos de forma imparcial; há universidades que ministram cursos muito procurados, porque geram perspectivas de melhor prémio futuro, há universidades que ministram cursos sem procura; há numerus clausus para as primeiras, as segundas já não precisam deles; há exames (havia???) nacionais para acesso ao ES de forma a seleccionar/seriar os alunos, de modo a acederem apenas os melhores; ora, tendo em conta a segmentação referida em cima, o sistema de acesso tornou-se ineficaz, a não ser que se assuma oficialmente que os exames nacionais serão apenas para algumas universidades e para alguns alunos…
    Parece-me que esta desigualdade será impossível de manter no contexto da escola pública, exigir a realização de exames a todos implica fechar cursos e universidades pouco procuradas, assim, não restará outra solução, a não ser dar às universidades a autonomia para exigirem as provas que considerem necessárias para a frequência dos seus cursos, com os custos que isso implica. Será mau, mas não haverá alternativa e é o que temos praticamente por toda a Europa. Revoltarmo-nos contra os “Ribadouros” deste país é inútil, qualquer universidade/curso com prestígio, exigência e alto prémio é, por norma, elitista no contexto europeu e mundial, são estabelecimentos frequentados maioritariamente por alunos oriundos de meios sociais privilegiados. No fundo é o que já acontece: os pais com grandes expectativas relativamente aos estudos da prole, tendo possibilidades, tudo farão para a colocar nas melhores escolas. No sistema capitalista, se há procura há mercado…
    O acesso sob a exclusiva responsabilidade das universidades, se for claro e objectivo, sem entrevistas subjectivas que permitam a cunha e o compadrio, não será mais injusto do que o sistema actual. Claro que, como já acontece, o mercado privado de preparação para o acesso a lugares com grande procura florescerá em proporção com a desvalorização das formações superiores massificadas e de acesso fácil. É mau, mas é a vida!

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  8. Continuo a ver muitos professores que desconhecem que na escola deles há alunos que tiram 12 a biologia do 11, vão a exame e tiram 6 e depois no 12 tiram 17+! Isso passa – se na minha, passa-se onde está o meu filho e passa-se em todos os sítios onde andei. O problema é que o sistema tem falhas e estas são especialmente sentidas nas disciplinas NÃO sujeitas a exames nacionais. Resolução? Este governo tende a eliminar os exames. Sabe lá Deus como é que vai ser o acesso ao ensino superior. Os diretores dizem que o problema é o excessivo peso das classificações internas. Os professores dizem que sem peso vai ser muito mais difícil controlar os alunos na sala. Solução?

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    1. Pedro Pereira, boa noite, vou dar-lhe a minha opinião. 1º, os professores sabem da disparidade entre notas em anos sem exame e em exames das mesmas e o que se faz quando não há exames. Os professores não apontam essa questão como primordial para ‘controlar’ alunos na sala, a não ser aqueles que estão desesperados ou errados. E nenhuma das situações é saudável.
      Se lhe dizem outra coisa, mentem.

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  9. Também investiguei. Nas escolas dos 20 o desporto mais praticado nas aulas é a a columbofilia. Não há passaroco que não voe. E então com o apoio das associações profissionais… para o espaço e mais além!

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  10. Bom, é seguir o que escreve a Maria Pereira mais acima, num comentário que repete «ad nauseam» em diferentes blogues: o acesso ao ensino superior cabe(rá) em exclusivo às universidades. Ponto final!

    Que vos parece?

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  11. para investigar teriam de ter estado em todas as aulas a verificar o trabalho docente…portanto a investigação já está arquivada liminarmente…

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