Contra A Muralha – 4

Muito lentamente, vai passando uma parcela da mensagem alternativa. Lentamente, sem meios comparáveis. Sem impacto similar. Mas hoje, eram 21.29 na RTP3, o José Manuel Fernandes foi o primeiro a falar do “Manifesto” nos canais informativos.

O diploma da contagem do tempo de serviço dos professores, aprovado na especialidade, custaria 560 milhões além do previsto. Valor não desconta o que o Estado receberia com a IRS e Segurança Social.

Manifesto_pela verdade dos factos

Regresso (Breve, Por Motivos Sanitários) Ao Jornal da Noite de Ontem da TVI

A noção de “jornalismo” foi colocar como “moderadores” de um “debate” e “entrevistadores” o campeão das críticas aos professores e o que parecia querer ser um seu delfim, fazendo perguntas completamente enviesadas e com a estrela da companhia a dizer coisas do género “todos ouvimos”, “todos lemos” coisas que não foram ditas ou escritas.

No “debate” o que estava em causa era criticar o PSD e o CDS e não esclarecer fosse o que fosse. Não estava ninguém da horrível esquerda parlamentar e muito menos alguém vagamente representativo das posições dos professores, fosse sindicalista façanhudo ou alguém com uma ligeira simpatia por essa escória social e profissional.

Na “entrevista”, o grande “entrevistador” conseguia relevar 12 pontos numa escala de 10 na aversão em relação a qualquer pessoa ou posição que ele sonhasse não ser radicalmente crítica das reivindicações dos professores. Perante ele, António Costa limitava-se a seguir as indicações e até a parecer moderado.

Tudo em prime time, em espaço alegadamente “noticioso”. Agit-prop pura e dura a lembrar um PREC de sinal contrário, uma espécie de vendetta pessoal com um canal de televisão de sinal aberto ao dispor. Sem qualquer tipo de contraditório, apenas a propagação do eco. Todos os números puderam ser debitados sem qualquer tipo de escrutínio. Só faltou notar-se a espuma raivosa aos cantos da boca do “entrevistador”, mas talvez tenha sido porque viraram as câmaras a tempo.

Obrigado, TVI, pela enorme lição de jornalismo e informação que nos deste. Em todos os sentidos.

TVI

Notícias De Um Dos Eclipsados

Graças à Anabela Magalhães, ficamos a saber que o secretário de Estado flexível andar a formar professores flexíveis. Sou mauzinho… confesso que a esses acho que não faz falta qualquer reposição de tempo docente, se o têm para desperdiçar.

O senhor secretário de estado da Educação, João Costa, encontra-se a ministrar formação a um grupo alargado de professores do Norte, na Escola Secundária de Amarante.
Agora, outro enigma se me coloca.
Será que ao menos os senhores professores presentes vestiram umas tshirts a dizer 942?!!! Empunharam uns cartazes com 942?
Exigiram ao menos respeito por toda uma classe que por estes senhores está a ser vilipendiada a torto e a direito sem olharem sequer para as sequelas que tudo isto deixará dentro de nós?
O senhor director da Escola Secundária de Amarante recebeu-o ao menos com um 942 escrito na testa?

orelhasburro01orelhasburro01orelhasburro01

 

Contra A Muralha – 3

Professores: Governo não abdica de contar como despesa o que é receita do Estado

(…)

Por parte do Governo todas as contas relativas às progressões de professores continuarão a ser apresentadas tendo só em conta valores brutos, reafirmou nesta segunda-feira uma fonte do Ministério das Finanças. Quer isto dizer que os valores da despesa com as progressões e a contabilização do tempo de serviço que esteve congelado continuarão a integrar os descontos que os professores fazem para o IRS e para a Segurança Social.

Tanto nos Orçamentos de Estado como nas contas enviadas para Bruxelas, no âmbito do Programa de Estabilidade, o Governo contabiliza estes descontos como fazendo parte da receita do Estado. Mas com os professores os critérios mudaram o que justifica em grande parte a diferença de cerca de 500 milhões de euros que separam as contas feitas pelas Finanças daquelas que recentemente foram apresentadas por um grupo de professores.

Ainda ontem tentava explicar a alguém que o valor da “despesa” só é relevante tendo em conta o impacto real no défice que é calculado depois de deduzir o valor das receitas ao das despesas. Se eu, que só tive uma cadeira de metodologia para a História Económica há 25 anos durante o mestrado, percebo isso, porque é que o génio de Harvard y Eurogrupo não perceberia? Claro que percebe. Apenas prefere mentir à opinião pública, com a cobertura do actual PM e o colaboracionismo activo e salivante dos emeessetês.

Pub7Mai19