Regresso (Breve, Por Motivos Sanitários) Ao Jornal da Noite de Ontem da TVI

A noção de “jornalismo” foi colocar como “moderadores” de um “debate” e “entrevistadores” o campeão das críticas aos professores e o que parecia querer ser um seu delfim, fazendo perguntas completamente enviesadas e com a estrela da companhia a dizer coisas do género “todos ouvimos”, “todos lemos” coisas que não foram ditas ou escritas.

No “debate” o que estava em causa era criticar o PSD e o CDS e não esclarecer fosse o que fosse. Não estava ninguém da horrível esquerda parlamentar e muito menos alguém vagamente representativo das posições dos professores, fosse sindicalista façanhudo ou alguém com uma ligeira simpatia por essa escória social e profissional.

Na “entrevista”, o grande “entrevistador” conseguia relevar 12 pontos numa escala de 10 na aversão em relação a qualquer pessoa ou posição que ele sonhasse não ser radicalmente crítica das reivindicações dos professores. Perante ele, António Costa limitava-se a seguir as indicações e até a parecer moderado.

Tudo em prime time, em espaço alegadamente “noticioso”. Agit-prop pura e dura a lembrar um PREC de sinal contrário, uma espécie de vendetta pessoal com um canal de televisão de sinal aberto ao dispor. Sem qualquer tipo de contraditório, apenas a propagação do eco. Todos os números puderam ser debitados sem qualquer tipo de escrutínio. Só faltou notar-se a espuma raivosa aos cantos da boca do “entrevistador”, mas talvez tenha sido porque viraram as câmaras a tempo.

Obrigado, TVI, pela enorme lição de jornalismo e informação que nos deste. Em todos os sentidos.

TVI

4 thoughts on “Regresso (Breve, Por Motivos Sanitários) Ao Jornal da Noite de Ontem da TVI

  1. Sempre a aprender. Sempre. Se bem que os meus falecidos ‘avôs’, um de direita e o outro nem por isso, pessoas que marcaram a vida de muita gente, deram boas receitas de sobrevivência muito completas, neste mundo de humanos (…). Ambos morreram, ambos fizeram história. Nenhum foi capataz, vendido. E essa herança, faz-me perceber porque razão quer o Presidente da República que não hajam cargos familiares. Seria uma maneira simples de atalhar aquilo que por inteligência e bom senso as pessoas não conseguem discernir. A política e os interesses afins são algo pontual e algo mesquinho. Se perpetuado, torna-se uma espécie de oligofrenia. O mesmo, é transponível para esta promiscuidade nos ‘media’ que nada mais são do que meios de propaganda ou doutrinação.

  2. Mas hoje o Rui Rio bateu o pé, apesar dos pesares!
    Gostei da comparação do ordenado de um professor no topo da carreira com um juiz novato.

  3. Por falar em canais “engraçados”.
    Se quiserem deprimir um pouco, vejam na SICn os cabeça de lista às europeias dos partidos pequenos e dos novos.
    Não sei que vos diga… Estamos muito, muito mal entregues.

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