3ª Feira

A nossa comunicação social de referência está quase toda absolutamente completamente preocupada com o fenómeno das fake news. Em vez de reflectirem no que fizeram de modo a quetal se multiplicasse a partir dos media convencionais, desdobram.-se em denúncias do presente. Mas, nos seus espaços, abrigam um híbrido de “(ex?)jornalistas-comentador@s” que dizem o que lhe lhes apetece sem qualquer verificação sob o manto a “opinião”. Que deve naturalmente ser livre mas ter alguma substância em factos. Sei disso por experiência própria porque já tive de me ir defender em tribunal de coisas desse género, “salvando-me” os factos que aduzi serem verdadeiros e a outra parte apenas fingir o ultraje pela porcaria feita exactamente por emitir juízos de valor sem os ter (aos valores, aos factos). Mas os tempos estão escorregadios e agora parece bem dizer (de novo) que a “verdade” é apenas uma questão de perspectiva que 800 ou 600 ou 400 ou 200 é tudo o mesmo, ou quase, sendo sempre “muito” ou “insustentável. Algumas dessas cabeças (ou em alguns casos beiças) falantes beneficiam de estar em tempo de antena nobre, sem contraditório, como se fossem elas as descodificadoras legítimas das situações, quando não passam de manipuladoras ao serviço de causas que, em “muitos” casos, precisam da simpatia dos poderes para sobreviver. Se em tempos endeusaram zeinais, granadeiros, berardos e salgados e alguns até os doutoram por causa da “honra”, querem que alguém minimamente informado lhes dê crédito. A sorte é que tudo anda a ser feito para que o maior número de cidadãos seja o mais desinformado e consequentemente acrítico possível. E nesse particular há quem ande a prestar inestimáveis serviços à causa.

7 thoughts on “3ª Feira

  1. Gostaria de saber quais são, HOJE, as câmaras corporativas socratinas…
    Eles não podem viver sem elas!
    Os livros são os mesmos
    O pessoal é o mesmo
    Os princípios são os mesmos

    Haja quem investigue quem está a “mamar”

  2. A vergonha é escassa. Os nossos comentadores ou jornalistas que se escondem nas crônicas ou artigos de opinião são uns génios, sabem muito de tudo. Eles comentam sobre política,economia, educação e até desporto. Só não comentam nada sobre eles. São ridículos. Movidos pela vaidade e pelo gosto de manipular os outros aparecem como defensores da verdade. São os novos sociopatas que se vão instalando nos locais que deviam ser isentos e rigorosos. E ainda dizem que não há populismo em Portugal.

  3. Boa tarde Paulo. É com admiração que o vejo cada vez mais ativo. Um concordo com tudo o que referiu.hm abraço a filha minha ex aluna de Palmela.

  4. Não me parece que a CS esteja preocupada com o fenómeno das fake news…
    Por exemplo, o programita Polígrafo, da SIC, carece urgentemente de um polígrafo.
    Outro pequeno exemplo: a triste e decadente provedora da SIC (MMG), sugeriu ontem que a Constituição deve ser mudada, para que os professores (e outros funcionários públicos) não possam fazer greve, porque – pasme-se! – a educação é um serviço público.
    Querem um serviço público ainda mais low cost do que já é?! Que vá a sra. vigiar e classificar exames!

    Enfim, a nossa CS é toda ela fake information.
    É vergonhoso.

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