Sábado

Chateia-me que mesmo quem apareça a defender os professores, sinta uma espécie de imperativo em colocar um “mas” ou em fazer um qualquer reserva inicial. É o caso de Pacheco Pereira que talvez pudesse perceber melhor que as nossas “muitas culpas” não serão assim tantas, sendo antes algumas e outras nem sequer nossas. A tradicional acusação em relação à avaliação mereceria uma análise mais “fina” quanto ao que existe, ao que poderia existir e ao que, nas condições que temos, é impossível existir.

Os professores têm muitas culpas, deveriam aceitar uma mais rigorosa avaliação profissional, mas isso não esconde que têm hoje uma das mais difíceis profissões que existe. E que, sem ela, caminhamos para o mundo de Camilo.

Burnout

14 thoughts on “Sábado

  1. Tenho muita curiosidade em saber o que consideram estes e outros comentadores uma avaliação rigorosa… A avaliação dos professores é sempre algo complicado se não impossível de realizar. Nunca ninguém fala do facto a maioria dos professores na casa dos 40s e muitos ter tido um estágio profissional em que foi avaliado para dar aulas e em como dependendo da disciplina que se leccionava se poderia ter muito boa nota ou uma nota baixa e de como essas notas condicionam para sempre as nossas colocações nos concursos. Depois tem “piada” que a avaliação que temos se limite a reproduzir esse tipo de avaliação feito no estágio…

  2. Bom sábado !
    Concordo novamente com a análise feita pelo Paulo .
    Subscrevo 100%.
    Estou farto de gajos porreiros.
    Esta gente opina sem perceber nada ( ou apenas parte) da profissão dos outros.
    “O falar vai dos queixos ! ” e até os pseudo porreirinhos , dão sempre uma “no cravo e outra na ferradura “.
    Afinal os Professores têm culpa de quê ? De serem roubados e estarem estagnados ,a apodrecer há 10 anos ?
    Fartote ! PQP O Pacheco porreiro e todos os restantes “fala baratos “.

  3. Deve ser por ser sábado e eu re-volto para uns bitaites. Sobre a avaliação rigorosa teria muito a dizer(andei há 2 semanas a dar pancada nos laranjinhas e rosas e liberais noutra rede social por isso é procurar).
    Apenas digo isto: se o ens superior tem uma avaliação mais “profissional” estamos conversados, é um péssimo exemplo de “accountability”.
    Conheço várias pessoas que andaram a implementar sistemas de avaliação de desempenho em empresas algumas grandes. Ao fim de 20 anos, NENHUM está perto de ser profissional ou reprodutível. Apenas servem para verificar o “trabalho para objectivos” nenhum se preocupa realmente em ter um retorno para melhorar o sistema interno de produção ou, quando o têm, apercebem-se que vai dar muito “trabalho” e custa euros a sério.
    E, se querem mesmo um sistema de avaliação profissional de professores, acho que se conseguiria um (no antigo umbigo cheguei a propor algumas coisas). Só que custa dinheiro a criar, a testar e a tornar extensivo a todos os professores. Provavelmente mais do que os 100 milhões que agora faltam nos manuais. Por isso os comentadeiros, pagos a soldo ou apenas porque são ressabiados. preferem enunciar estas coisas da avaliação para permanecerem “sérios” e não se dedicarem profundamente ao assunto. Já estão atrasados para o próximo croquete

    OK desejos de bom fds

    Inté

  4. A seguir à frase transcrita a negrito, Pacheco Pereira fez outras considerações que aqui foram
    omitidas e que mereceriam alguma atenção. ( Público, sábado 18).

  5. Estes ” comentadores ” ,” opinadores ” fazem -me lembrar o Rui Santos a comentar jogos de futebol.
    As suas análises …tótos que falam,falam ,falam e voltam a falar. Este faz estudos “rigorosos ” sobre os vários gestos técnicos ,posições e colocação do pé,do braço ,da cabeça ,etc dos vários jogos e jogadores.
    Aposto que não sabe dar um pontapé na bola.
    Igual aos que opinam,opinam sobre a profissão dos outros .
    Para concluir :não acham os militares,juízes , polícias ,etc muito calados ?
    Devem ter ficado estagnados 10 anos…devem,devem…

  6. Continuo à espera de saber como são rigorosamente avaliados todos os que acusam os professores de não ser avaliados e/ou não querer ser avaliados. À cautela, vou esperar sentada.

  7. A questão da avaliação é um embuste e ,apenas,serve para justificar outros fins.
    Está a ser preparada a revisão das carreiras especiais e, não se admirem, já o disse aqui várias vezes, que ,futuramente, o acesso a qualquer dos escalões se faça condicionado pelas cotas, muito restritivas,como convém.
    Também para os socialistas , a vingança serve-se fria. Temos pena, diria o nosso 1º

  8. Mas ainda nenhum dos “iluminados” que comenta a avaliação dos professores expôs o modelo rigoroso da sua própria avaliação.

    Não é conhecida nenhuma referência ou comparação da avaliação dos professores com o modelo de avaliação de qualquer outra profissão, quer do domínio público quer do privado. E ninguém questiona os críticos sobre isso.

    A maior parte dos avençados que costumam criticar só dará a tarefa por concluída quando a dita avaliação inviabilizar a progressão de três quartos dos docentes.

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