Sondagens

A SIC tenta à força fazer-nos convencer que a “crise dos professores” favoreceu o PS. Os dados não o indicam, mas sim que António Costa se destacou de Rui Rio. Ou seja, justa ou injustamente, o eleitorado compensou aquele que, na aparência, se manteve firme sempre com a mesma posição em relação a quem pareceu perder, por dar a clara sensação de andar aos papéis. Isso não significa que, se o desfecho fosse ao contrário – a vitória da recuperação do tempo de serviço e Costa a ter de assumir o seu bluff – as sondagens não penalizassem exactamente quem forçara a crise. As sondagens, em especial quando auxiliadas na sua “interpretação” por quem as encomenda podem prognosticar muita coisa, em especial depois do jogo ter acabado.

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5 thoughts on “Sondagens

  1. No fim do jogo – sujo e manipulador -, o prognóstico, do qual por exemplo a SIC nos quer fazer convencer, dependerá de forma considerável daquilo que os professores quiserem e fizerem.
    Se formos coerentes, conscientes e tivermos alguma memória, também estas contas do PS se revelarão erradas.

    Não se esqueçam: votem neles e esperem para ver o que mais aí vem (para nós).

  2. A SIC quer ler os números que lhe encomendaram e não os que lá estão.

    Ensinar os nossos alunos a perceberem os números (e as letras) é o caminho seguro para uma geração menos manipulável por sr pivôs desonestos, ministros desonestos, oposição desonesta.
    Como os professores lhes estragam o esquema, há que denegrir e achincalhar

    Os números do custo do tempo de serviço dos professores não agradam … repetimos os números que nos encomendaram!
    Os números da sondagem não agradam … repetimos os números que nos encomendaram!

    O povo é burro e não sabe o que os números dizem…acham eles

  3. nestes últimos dois anos de enfrentamento do Governo com setores inteiros dos trabalhadores do Estado, destilada no discurso rançoso e paternalista da “irresponsabilidade” das greves, QUE AS DESCREVE COMO “UM DIREITO” QUANDO NÃO DOEM E UMA “OFENSA À SOCIEDADE” QUANDO, pelo contrário, ENCOSTAM O GOVERNO (ou a Administração do Porto de Setúbal, por exemplo) À PAREDE. Em tudo isto, Costa regressou à tradição histórica (Soares, 1976-77 e 1983-85, Sócrates, 2005-11) que do PS conhecíamos demasiadamente bem: se necessário, OFENDER OS DIREITOS E ESMAGAR AS EXPECTATIVAS DOS GRUPOS SOCIAIS QUE OS LEVARAM AO PODER, PUNINDO-OS COM A MESMA POLÍTICA E A MESMA EXPLICAÇÃO MORAL QUE A DIREITA USA(RIA), AO MESMO TEMPO QUE SE LHES PEDE GRATIDÃO PORQUE COM A DIREITA SERIA AINDA PIOR…
    Esta categoria ficcional dos magos das Finanças tem, como sabemos, grande sucesso em Portugal. A SALAZAR, 90 anos depois, metade dos quais em ditadura, GARANTIU-LHE PRESENÇA EM TODOS OS MANUAIS DE HISTÓRIA do 9.º ano, COM ESSA FRASEZINHA EQUÍVOCA DE “PÔS ORDEM NAS FINANÇAS”. Cavaco quis entrar pela mesma porta da História: trazer “ordem” depois da “desordem revolucionária”.
    Numa sociedade ainda cheia de medo e de ansiedade pelo futuro (esse seguro de vida de todas as formas de dominação), percebe-se que tudo isto se faça SEM SE EXPLICAR AS CONSEQUÊNCIAS DO PESO ESMAGADOR QUE TEM SOBRE A ECONOMIA E A VIDA DAS PESSOAS QUE O ESTADO PAGUE SEM DISCUTIR AS DÍVIDAS DO SETOR FINANCEIRO, ESTRATOSFERICAMENTE ACIMA DE TUDO QUANTO TERIA QUE PAGAR AOS PROFESSORES.
    O QUE CENTENO PEDE A MILHÕES DE PORTUGUESES COM SALÁRIO E REFORMAS MÍNIMAS É QUE NÃO TENTEM PERCEBER SEQUER A ENORMIDADE DAS INJEÇÕES NA BANCA, MAS QUE SE ESCANDALIZEM COM OS “PRIVILÉGIOS” DOS PROFESSORES, desrespeitadores do resto dos funcionários, dos alunos, dos pais, dirigidos por um “extremista” que é preciso parar
    definitivamente!
    Essa é a moral desta história: “A EQUIDADE entre os portugueses e a credibilidade internacional de Portugal” (Costa, 6.5.2019) ESTÁ EM CAUSA SE SE RECONHECEREM OS DIREITOS OBJETIVOS DE QUEM TRABALHOU — porque trabalhou! —, MAS NÃO ESTÁ AO SE ENCOBRIR COM MILHARES DE MILHÕES DE EUROS OS CRIMES DOS BANQUEIROS, NEM É DESCREDIBILIZADOR DO PAÍS QUE ELES E OS BERARDOS PERMANEÇAM IMPUNES.
    Manuel Loff, historiador

  4. Com a serenidade e a paz de quem está a morrer, deixo duas perguntas:
    O PS terá professores nas suas fileiras?
    Qual o peso deste grupo profissional nas políticas do partido?

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