Flexibilizar, Transversalizar, Articular, Partilhar, Desburocratizar, Desburocratizar, Desburocratizar…

Hoje foi o dia da minha dt (7º ano) começar a apresentar o seu trabalho de projecto sobre reciclagem – o Eco-Jogo – nas escolas do 1º ciclo onde a maioria del@s andou. O trabalho envolveu Cidadania (selecção do tema e apoio logístico), Ciências Naturais (tratamento dos conteúdos) e Educação Visual (tratamento gráfico). Transversalizou e articulou horizontalmente, portanto. E ao envolver esta semana turmas da pré, do 1º ano e, a breve prazo, do 3º, articulou verticalmente e, para além de saciar nostalgias (“professor, posso ficar e dar uma volta pela escola”), promoveu a partilha de experiências entre várias escolas do agrupamento e alunos de diferentes ciclos.

Nada disto é especialmente inovador. Pelo contrário, é algo mais do que conhecido e praticado. Não é por causa disso que escrevo. Escrevo porque tudo foi conseguido sem ser necessário qualquer tipo de papelada típica dos “projectos” do pafc, sendo tudo organizado com base naquele método arcaico do contacto pessoal, da conversa, entre docentes envolvidos (na horizontal na preparação, na vertical na aplicação), entre estes e os alunos. Não foram necessárias grelhas de preparação. de monitorização dos progressos, de avaliação intermédia etc, etc. Ou seja, sem aquele acréscimo de “representação dos actos” tão típico do que voltou a ser moda. Apenas foram gastas 6 folhas A4 de papel para formalizar a autorização dos EE (várias por folha) para a saída nos dois dias, assim como para o seguro escolar.

Todos os envolvidos concordam em que tudo correu conforme planeado, mais ou menos detalhe, e estão satisfeitos com isso. Nem a mim apetecia que fosse de outra forma.

 

5 thoughts on “Flexibilizar, Transversalizar, Articular, Partilhar, Desburocratizar, Desburocratizar, Desburocratizar…

  1. Caro Paulo :
    depois de ler o post, e de – com satisfação – verificar que se desenvencilharam da habitual “tralha” , fico com uma dúvida : afinal de contas, é o “ministério” que obriga os docentes a essa ridícula missão, ou serão os próprios professores que “gostam” de se autoflagelar ?

    Sem ironia, levanto a questão.

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    1. Acho que há gosto especial pela “representação”, pela “encenação”, pela “demonstração” que se sabe fazer algo que é do mais básico que qualquer professor deverá saber fazer, mas que escapa ao principal… que é fazer e não “registar”.

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