Por Amor Da Santa Mealhada

Agora descobriram uma reforma numa província do Canadá, trouxeram o guru de lá e já a querem importar e a recém recuperada ao olvido SE Leitão diz que sim e tal, a flexibilidade e a autonomia são excepcionais. Isto está a tornar-se uma espécie de sorteio… agora é a Finlândia e a Suécia, depois é a Polónia, a seguir é a Alemanha, depois são os tigres asiáticos, agora são os gelos canadianos. Quem ganha com isto? Agências de viagens, a hotelaria e uns espaços alugados para eventos.

porco de bibiclete

10 thoughts on “Por Amor Da Santa Mealhada

      1. Tenho colegas da escola a frequentar esta (…) e, pelos zunzuns que me chegaram, estão entusiasmadíssimos com a «coisa».

        Assim sendo, devo ser efetivamente um gajo ultrapassado, que definitivamente não compreende estes novos ideais.

        Pessoa e a sua «Tabacaria» é que viram tudo antes do tempo.

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    1. Sísifo

      A frase que transcreveu – lia-a no texto “original” – causou-me calafrios.

      o seu comentário – em termos interrogativos – não podia ser mais assertivo.

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  1. Eu fico sempre admirada com tanta novidade. Que há coisas interessantes, certo. É normal. Mas, por amor da santa, só agora descobriram que o importante é “perceber”, quer dizer, compreender? Sempre procuro isso. Já os meus professores há muito, muito tempo atrás (não todos, claro) procuravam centrar o trabalho na compreensão. Mas não é isso a marca do bom ensino, do bom professor? A oposição memorização/compreensão é falsa. Memoriza-se porque se compreende. AO saber está nos telemóveis? A sério? Sim, e também está nas bibliotecas. Mas é preciso saber procurar, é preciso saber para procurar. E o saber? O que é o saber? Parece-me que esta é a pergunta. E, claro, concordo com Sísifo (1º comentário). E quanto ao facto da escola ensinar para um mundo que não existe, sou capaz de dizer que ainda bem, porque o que existe é muito, muito mau. Na escola, a ideia de justiça é reconhecida como um valor por todos, a honestidade também. E não são só ideias. Procuramos que tenham corpo e significado. A escola continua a ser um lugar de esperança e esse é um dos males de que os professores padecem (lembro uma afirmação de G. Steiner nesse sentido)…

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  2. e nesse mundo novo será que a força da gravidade existe? e as leis da termodinâmica deixaram de ser válidas?
    será que as plantas ainda “sabem” fazer fotossíntese? e o coração “sabe” ou” percebe” como deve contrair em sístole e relaxar em diástole?
    Nesse mundo novo espero que existam médicos, farmacêuticos, controladores aéreos que “saibam” …

    Os alunos “preparados” para esse mundo novo, vão “perceber” que foram fantasticamente “preparados” para um mundo que nunca existiu.
    Espera-os um mundo cada vez mais científico e tecnológico, no qual os telemóveis (fabricados e atualizados por quem “sabe”) sabem muito mais do que eles

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  3. Os professores serão os organizadores do eterno recreio. Com inúmeras grelhas de observação e eternos relatórios da (boa) evolução dos alunos.
    Façam desaparecer os programas e os exames. Ficarão os colégios e, mais tarde, exames de acesso à universidade para os respetivos alunos.
    DORMEM OS PAIS DESTE PAÍS?

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