Concordo A 104,6% Com O Paulo

Numa época em que tanto se fala de partilha e comunicação, as decisões fundamentais são tomadas no registo Grupo Fechado que resulta das políticas individualistas que “triunfaram” em toda a linha. O Grupo Fechado é uma espécie de eucalipto comunicacional e organizacional. Serão poucos os que não reconhecem a generalização do “salve-se quem puder” como a principal consequência do modelo.É de tal forma vigente na sociedade, que fica a ideia que absorveu governantes, deputados, magistrados e por aí fora. Como alguém disse, “é a hegemonia do império da ganância”. A lógica de Grupo Fechado é também o modelo decisório do sistema escolar. Percorre todos os patamares e bloqueia os canais participativos e, por consequência, os mecanismos mobilizadores. A contenda entre instituições, ou entidades, é o lema identitário e a audição uma simulação. Dos exames e provas de aferição até aos currículos (e à sua flexibilidade) e restantes variáveis organizacionais e passando pela inclusão, avaliação de alunos e professores ou carreiras, a lógica Grupo Fechado não só determina como considera o contraditório um péssimo hábito e uma perda de tempo. E um sinal evidente do fenómeno, e, já agora, um péssimo serviço à escola pública, é a publicidade insensata de quem diz visitar muitas escolas recomendando o modo organizacional, como exemplo de cooperação, sem sequer vislumbrar a contradição (e contrariando todos os estudos conhecidos).

Mickey

(nas escolas, expande-se a lógica do “nós temos a informação, nós sabemos, nós decidimos, vocês colaboram… fazendo o que queremos e sem levantar a crista… e depois chama-se a isso “união”…)

6 thoughts on “Concordo A 104,6% Com O Paulo

  1. Sem dúvida que se torna completamente aberrante que, sec xxI e com todas as modernas metodologias de gestão da qualidade, num sistema em que se queira introduzir um Sistema de Total Quality Management(porque me parece que seja isso embora com a qualidade aqui seja apenas a jusante de todo o processo e com “resultados para eleições”) não se envolva minimamente vários dos participantes e os mais importantes nas reflexões, análises , estratégias, decisões, monitorizações e reajustamentos.Por outras palavras, totalmente ridículo e destinado a falhar
    O TQM seria uma boa ideia para o sistema escolar mas isso não é o que acontece. O que acontece(estando eu de fora a olhar para dentro) é uma fornalha de capatazes , com o chicote do patrão, a impor a ideologia ao nível de um qualquer fundamentalismo religiosos lite e com a conivência de muitos dentro e fora do sistema. Pura gestão sec XIX disfarçada de uma revolução digital que tem muito de “newness” mas muito pouco de “effectiveness”
    Um exemplo recente de um uniburgo, para verem que isto também acontece noutras coutadas: reformulação de mestrados, ao invés de se criar uma metodologia com participação e reflexão de vários “atores” do sistema, cinge-se a um Grupo Fechado de iluminados que “eles é que sabem”, abrem o mestrado e no primeiro ano nem sequer atingem metade do número de candidatos esperados. Um mestrado de “schivezza”. Why? O problema é dos candidatos, das candidaturas, do cão do vizinho, do Herman, da CM TV mas nunca dos iluminados. C’est la vie mas c’est un vie de merde

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