Sábado

Há um ano estávamos quase a fechar a barraquinha das greves. No dia 10 eu anunciara que tinha feito a última escala, farto de todo um processo no qual os queimados fomos sempre nós. Depois foram os cálculos de quanto cabia a cada pessoa do fundo da greve. Este ano estamos na paz dos senhores que mandam nisto, rodeados de “sucesso”. Eu aprendi alguma coisa. Ou reaprendi que não se confia em quem sabemos ser incorrigível.

Pizza

33 thoughts on “Sábado

  1. Eu ainda não. A minha última reunião, ocorreu no dia 25 de Julho. Foi realizada de forma ilegal porque eu estava a fazer greve. Aliás, eu e outros. Resumo da história – damos muitos tiros nos nossos próprios pés.

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    1. Viva Anabela,
      Aconteceu-me exatamente o mesmo, com a diferença que eu fui mesmo o último dos últimos a resistir. A partir das decisões ilegais do ME, todas as reuniões se foram fazendo, com exceção da turma em que decidi não me render. Até que… os que não estavam em greve acharam por bem resolver o problema, afinal já havia férias marcadas e tal…
      Estamos sempre a aprender…
      Grande abraço
      Ricardo Silva

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  2. “Confessa que sabia que o acordo assinado com o governo, em novembro de 2017, não garantia a recuperação do tempo integral do serviço dos professores — “todos sabíamos o que estávamos a assinar” —, mas diz que, pelo menos, “30% já cá moram””.

    “Eu tenho 41 anos de serviço e portanto cheguei ao topo de carreira aos 40 anos, embora perdendo tempo, porque devia ter chegado 7 anos antes.”

    Mário Nogueira em entrevista ao Observador

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    1. Pelas sondagens isto vai piorar….
      Agora o nogueira vai para a reforma com tempo integral….ok continuem a votar BE, CDU,PS,PSD,CDS,PAN…ISTO, está tudo minado….o país continua a saque…e somos mexilhões…

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    2. Esse Nogas esqueceu-se de dizer que atingiu o topo da carreira de forma totalmente diferente dos restantes colegas Professores , que diz representar ,sem dar aulas . Escostou – se sim… bem encostadinho.
      É muita lata. Melhor seria ir de férias caladito.

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  3. Sr. Guinote

    Pode ser uma mais valia para todos os professores. Quando deixar de dizer “vocês sabem de quem estou a falar”, sem conseguir dizer os nomes. Medo? Falta de coragem?
    Cumprimentos.

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    1. Senhor Dionisio,

      é absolutamente claro que desconhece a pessoa e o percurso do ” Sr. Guinote” , como escreve.
      Paulo Guinote é muitas coisas: é um grande prosador, é muito inteligente,é um homem livre, é respeitado por toda a gente exactamente por dizer o que pensa e por saber o que diz. Temido, também, exactamente por isso.
      Se calhar, já muitos esqueceram que foi convidado para um debate com Nuno Crato e Medina Carreira, entre outros. Não me ocorre que outros o tenham sido. E ficou-me na memória o respeito com que o ouviram.
      Aqui, no Quintal, eu incluída, quase ninguém está identificado. Podemos dizer o que bem entendemos que ninguém sabe quem somos.
      Mas os textos que escreve com desassombro e coragem são dele.
      Cumprimentos.

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    2. Caro senhor Dionisio… a ironia e o sarcasmo escapam-lhe. Quando escrevo “vocês sabem de quem estou a falar” a generalidade dos leitores sabe de quem estou a falar porque já os nomeei demasiadas vezes ao longo dos anos.
      Se é visita ocasional, até posso entendê-lo.
      Caso contrário, não passa de um sabatino provocador.

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  4. Eu fui o último, na minha Escola. Queria ir até ao fim do mês mas o choradinho das colegas que se deslocavam todos os dias ou já não tinham casa obrigou-me a repensar. E o dinheiro do fundo ofereci-o à Escola, que bem precisa – recusei-o porque veio de algumas pessoas que o mancharam.

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  5. Que esperar destes professores ?
    Enquanto os polícias viram costas e manifestam-se os professores batem palmas ao ministro e ao Costa. Estes iníquos algozes da classe passeiam-se pelas escolas em múltiplas sessões de propaganda e os zecos ainda aplaudem!!!!!!! Estes professores não têm vergonha ou estão apenas senis?
    Nota: o comportamento dos diretores então…
    Vendem a família toda pelos 750€ extra e não dar aulas. Execráveis.

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  6. “Pela minha parte, enquanto continuar a ver, como ainda ontem sucedeu, colegas numa acção de formação a bater palmas aos representantes do Governo e às políticas deste ME, não terei dúvidas em afirmar que MN, mesmo não lecionando há trinta anos, me representa muito melhor do que alguns professores que todos os dias vão à escola…” António Duarte

    Eu vou à escola todos os dias e mesmo na próxima segunda e quarta terei reuniões. Não consigo perceber como alguém não presente no dia a dia das escolas sente as dificuldades. O relacionamento depois dos 60 anos com alunos do primeiro ciclo é pouco recomendável e arrasa qualquer um.

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  7. Quando e sempre que relembro o Julho do ano passado, que na minha escola aguentamos até ao fim do mês, continuo a pensar que se a grande maioria das escolas tivessem chegado até ao fim e não cedesse a chantagens e, se necessário, por Agosto dentro (pois que as férias teriam SEMPRE que ser gozadas)… tudo seria hoje muito diferente mas do espírito guerreiro e lutador de muitos professores dá o ME conta com o estalar dos dedinhos… é uma pobreza, uma tristeza e uma frustração.
    Assim se vão perdendo oportunidades… E, como já foi repetidamente escrito…o que temos nas escolas é profundamente decadente e de uma falta de convicção vergonhosa.

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    1. Razão tinha a popota da dren, os professores são como o esparguete, dobram sempre é do uma questão de um pouco mais de tempo a “Marina”. O ano anterior foi uma VERGONHA, era só vê-los em pânico com as férias e as viagens, que, com os vencimentos que ganham, tem de pagar a crédito. Aparências.
      Nem sequer perceberam que ao levar a greve até fim de julho estavam, pela primeira vez, a um passo de obter resultados visíveis.
      Os governantes estavam em pânico, a lançar ilegalidades, quando os totós desistiram. O que devem ter gozado connosco!

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      1. É isso mesmo, CJ.
        Quando já começava a despoletar a luz ao fim do túnel, pararam o comboio antes do embate, para “não fazer estrago”.
        Uma completa e injustificável idiotice da parte dos representantes da classe, seguida pelos acéfalos do costume que não conseguem pensar em mais nada senão nas feriazinhas e na vidinha.

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  8. Não fazendo greve ás reuniões de anos com exame nacional, tendo sindicatos sem crowdfunding e tendo representantes sindicais do calibre do Nogueira, havias de ir muito longe.

    Há que ser inteligente e perspicaz nas ações que se toma. Não se deixar ir apenas manada.

    Odeio mártires.

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  9. Houve greve às reuniões de anos com exame. Houve crowdfunding.
    A manada anda por aí… ainda é a socretina…
    Quanto à inteligência…também não abunda nessa manada…ou será cáfila?

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    1. Sim, nas turmas com exames!!!!!!
      Apesar da fenprof, fne e outros sindicatos de m€rd@, ao serviço do governo e não dos professores, afirmarem que a convocatória do stop era ilegal!
      Por que continua a insistir no erro? Se for por ignorância está perdoado.

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