Estratégias “Infalíveis”

Se não chega esvaziar o currículo, reduzindo o tempo de disciplinas “enciclopédicas” a favor de transversalidades com “positiva” quase obrigatória, se não chega alargar os critérios de transição, se eliminar as provas finais e exames pode ainda deixar espaço para a avaliação interna menos domesticada, então nada como optar por “currículos curtos” nas disciplinas mais problemáticas, como a Matemática, para garantir “sucesso”. Nada como arranjar os “peritos” certos. Não andará longe o tempo do currículo extenso em “Educações para a Treta I, II e II”.

lapisviarco.tabuada

(o programa de Matemática está desajustado? não será por falta de remendos nos últimos 15 anos… todos validados por “especialistas” e “peritos”)

 

16 thoughts on “Estratégias “Infalíveis”

  1. Como os ordenados não sobem – os valores pela hora da morte – a completa ausência de discernimento – apenas um simples #dedo# servirá para as contas que se avizinham

  2. Uma das estratégias infalíveis que muitos profs que conheço usam é aceitar e DEFENDER trabalhos feitos com recurso único e inquestionável ao copy paste. Ao despejar páginas e páginas da Internet. Gostaria de saber se esta técnica de sucesso só acontece para os meus lados. Se calhar é do ar que por aqui se respira.

  3. Era necessário uma Manif. nacional em defesa da escola pública e de currículos normais. Sem tretas pseudo-educativas a ultrapassar o limite da indigência.
    Podia ser o tal ” Desígnio Nacional ” de 10 de Junho.
    É incrível que a ” nata” não comente nem se indigne com o número de experiências que têm sido feitas nas últimas décadas.
    Neste país é tudo normal. Quanto mais anormal, melhor!

    1. Uma vergonha, mudanças atrás de mudanças, apenas com motivações políticas e sem qualquer avaliação dos modelos alterados.
      Sustentam tudo à sombra de um cliché, “os professores são avessos à mudança”.
      O verdadeiro cancro das escolas, os diretores, é mantido é protegido a qualquer custo. Nesse caso mesmo com avaliação desastrosa.

  4. Não será uma questão de o programa de Matemática ser desajustado ou nem por isso. A percepção de muitos professores da disciplina é de que se impinge demasiado “lixo” aos alunos, e a demasia obriga a que o tanto seja dado um pouco a correr. O “lixo” a mais faz com que, no final do 3º ciclo, a maioria dos alunos perca a noção de coisas essenciais e não domine competências basilares. Fico desolado quando, após tantos anos, uma grande parte dos meus alunos não sabe a diferença entre o que é uma área, um perímetro e um volume, não sabe resolver problemas simples com percentagens, embrulha-se o cérebro cada vez que aparece uma fração, letras misturadas com números são suficientes para lançar o pânico, e, pior que tudo, não conseguem entender mais do que linha e meia de texto seguido (apesar da positiva a Português). Tem havido uma vontade crónica de cada vez mais ir buscar conteúdos à frente e atirá-los aos alunos mais novos, de sofisticar os conteúdos, de tratar todos os alunos do ensino básico como se todos fossem prosseguir estudos até ao ensino superior num curso que envolva muita Matemática. Parece que tudo se quer resolver recorrendo unicamente ao aumento da quantidade. Não é preciso muitos conteúdos para se conseguir manter um grau de exigência decente e sem resvalar para as facilidades. Não é preciso muitos conteúdos para se conseguir meter os alunos a puxar pelos miolos, a aplicar a Matemática em problemas sérios (adaptados às suas idades), a raciocinar, a relacionar e a criticar resultados. Eliminando muito do “lixo”, mas mantendo um grau de exigência decente, o certo é que isso não dará lugar ao sucesso generalizado, porque, a partir do momento em que é preciso – da parte dos alunos – algum empenho, seriedade e esforço, uma fatia dos alunos optará imediatamente pelo caminho mais fácil que é a desistência, com a óbvia conivência dos respetivos progenitores. O programa de Matemática precisava ser mexido, sim, mas não pela mão de pessoas tidas por especialistas ou peritas, as quais, a bem dizer, não fazem grande ideia do que estão a fazer, pelo simples motivo de que os verdadeiros especialistas e peritos estão nas escolas, todos os dias, com os seus alunos, ajustando as suas práticas aos alunos que apanham pela proa, refletindo e refazendo, e acumulando experiência de ensino da Matemática a crianças e jovens.

    1. Os chamados peritos (termo usado pela comunicação social) são, pelo menos 5 dos 10 elementos do grupo de trabalho, professores dos grupos 500 (3), 230 (1) e 110 (1).Não conheço o relatório e o facto de fazerem parte do grupo pessoas que estão nas escolas não é em si mesmo abonatória. Mas é um facto.

      1. Com este tipo de peritos …a peritagem só pode ser…
        Porque não ser devidamente elaborado um programa universal ? Para todos os alunos , independentemente da escola e região ? Para todo o país ! Por um grupo de Professores nomeado e com capacidade reconhecida ?
        Resposta ? Não interessa ao lobby das editoras.

  5. Quedemo-nos no caso da Matématica.

    1 – “Exames Nacionais” 2019 :

    Numa aparente tentativa de garantir “sucesso” a todo o custo, optou-se por provas ” pobres e facilitistas” (palavras da Soc. Port. de Matemática) . Mesmo assim, os resultados foram maus.

    2- “Estratégias de remediação” (como se diz em bom “eduquês” ) :

    Adivinhando-se que a “estratégia” definida em 1 não daria (nem dará) os resultados pretendidos, avance-se – a todo o vapor – para a 2ª “estratégia” (raio de palavra!) : currículos curtos e, quase certo, relativamente elementares.

    3- Conclusão : como diz o povo, “ou vai ou racha “

  6. Por terra de sua majestade , há uns bons anos , uma escola muito flexível trocou a disciplina de Matemática , demasiado aborrecida e com más avaliações, por outra. Com jeitinho lá chegaremos!

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