Garanto Que Não Tem Qualquer Destinatári@ Específic@, É Apenas Algo Com Que Concordo Desde Que Me Lembro De Observar As Pessoas

Power Causes Brain Damage

How leaders lose mental capacities—most notably for reading other people—that were essential to their rise.

(…)

The historian Henry Adams was being metaphorical, not medical, when he described power as “a sort of tumor that ends by killing the victim’s sympathies.” But that’s not far from where Dacher Keltner, a psychology professor at UC Berkeley, ended up after years of lab and field experiments. Subjects under the influence of power, he found in studies spanning two decades, acted as if they had suffered a traumatic brain injury—becoming more impulsive, less risk-aware, and, crucially, less adept at seeing things from other people’s point of view.

napoleao-i-no-trono-imperial

Olhó Programa Do PS Fresquinho!

(a sério, estava quase a escrever um comentário sardónico acerca de alguém que não o Arlindo a quem subiu à cabeça qualquer coisa…)

No que respeita às carreiras da administração pública, salienta-se no texto que as progressões “custam todos os anos 200 milhões de euros e, deste valor, quase dois terços é gasto em carreiras especiais em que o tempo conta no processo de progressão”.

“Uma realidade que cobre cerca de um terço dos trabalhadores do Estado. Este desequilíbrio deve ser revisitado. O aumento desta despesa não pode continuar a limitar a política salarial na próxima década e a impedir uma política de incentivos na administração pública que premeie a excelência e o cumprimento de objetivos pré-definidos”, adverte-se no programa eleitoral do PS.

No programa eleitoral do PS aponta-se ainda que, em conjugação com as carreiras e a gestão, “importa também continuar a desenvolver uma análise organizacional sistemática da administração central do Estado”.

Já perceberam quem é que vai ter de pagar e, em contrapartida, quem deve ser recompensado pela “política de incentivos”?

O programa eleitoral do PS está aqui.

O que se pode ler (p. 19):

Avaliar a criação de medidas e reforço e valorização das funções de direção das escolas, incluindo as chefias intermédias;

Caramba , há coincidências (sublinho, coincidências) do caraças...

E o que acham disto (p. 18)? Que não é apenas a sujeição das estruturas de gestão das escolas aos poderes autárquicos locais?

Avaliar o modelo de administração e gestão das escolas e adequá-lo ao novo quadro que resultou do processo de descentralização e aos progressos feitos em matéria de autonomia e flexibilização curricular;

 

Algodao

Então, Arlindo, Não Deverias Ter Começado Por Apresentar Uma Proposta De Novo Modelo De Gestão E Administração Escolar?

Apresento a proposta do Arlindo acerca da “carreira funcional” (que me faz pensar no que será “não funcional” na docência que tantas funções tem), guardando para depois as reservas sobre alguns aspectos que só poderão ser esclarecidos se ele apresentar o que considera que deve ser o novo modelo de gestão. Prefiro esperar porque me parece que ele está a adaptar, em andamento, as suas sugestões.

Apesar disso, como sou demasiado acelerado, gostaria de sublinhar desde já que a escolha do Director continuaria a cargo de um “colégio eleitoral” ainda mais curto do que o actual. Sem elementos estranhos ao pessoal docente mas, mesmo assim, uma escolha em ambiente fechado e não uma eleição directa entre pares (ou será “entre pares funcionais”?). Sendo que continuo sem perceber porque deverão os coordenadores de departamento ser elevados a um escalão remuneratório exclusivo apenas com base em “responsabilidades pedagógicas” cujo alcance, para além do que já é feito no Conselho Pedagógico, tenho dificuldade em vislumbrar.

Às funções funcionais ficam adstritas as responsabilidades pedagógicas e não as avaliativas dos docentes, podendo a “função avaliativa” ser meramente de acompanhamento às avaliações externas.

Na avaliação dos docentes na carreira funcional indiquei que a mesma seria feita pela IGEC, pelo que como facilmente poderiam pressupor, não haveria intervenção do Conselho Geral para a eleição do diretor, nem do diretor para a eleição dos Coordenadores de Departamento.

Assim, o modelo de Gestão e Administração das Escolas deveria partir deste pressuposto também.

À candidatura funcional de Coordenador de Departamento os docentes devem apresentar projeto de intervenção de candidatura a um mandato de 4 anos que será de eleição entre todos os membros desse departamento.

O candidato a diretor apresenta candidatura para um mandato de 4 anos que será de análise e eleição entre todos os coordenadores de departamento. A eleição do diretor é válida após aprovação do Conselho Geral, ficando aqui o Conselho Geral apenas com a função de órgão consultivo.

Duvida

Aos(Às) Camaradas, Colegas (?), Senhor@s Director@s (E Cargos Afins, Mesmo Que Menores Na Cadeia Alimentar)…

… que acham que trabalham mais do que os professores “lectivos” e que são uns escravos da função, deixo-vos dois pensamentos, sublinhando que até há quem possa ter a sua razão:

  • Ninguém vos obrigou a irem para esse(s) cargo(s). Pelo que sei da lei, é preciso candidatarem-se e, consta-me, são poucos os que não se recandidatam ou não pedem recondução. E nos que são por nomeação, é porque aceitaram.
  • Se acham mesmo que é injusto o que se passa convosco e que vida boa e descansada é dos “lectivos”, nada vos impede de pedirem a demissão e voltarem a dar aulas. Descansem que o mundo não acabará e não será o caos no dia seguinte. Há uma série de gente mesmo importante que faleceu e a Humanidade continuou.

A todos os outros que desempenham a sua função com dedicação e sentido ético, desculpem-me pelo desabafo, pois não se vos aplica. Aplica-se apenas a quem não dá quaisquer aulas e parece achar que essa é, numa escola, função de esforço e responsabilidade menor. E a quem diz que os professores “lectivos” não podem apenas estar preocupados com a remuneração, mas depois não “deslargam” da sua e ainda querem mais.

Sim, entre 2021 e 2025 irão existir muitos lugares a vagar e ocupar e é possível que @s “nov@s” candidat@s (quiçá já em alguma posição estratégica para serem promovid@s) estejam ainda atrapalhad@s a meio da carreira e queiram ver se conseguem melhorar a sua condição. Mas isto é apenas um suponhamos…

Muit’agradecido pela atenção e disponibilidade.

Bigorna

O Caminho Errado…

… que já se iniciou há algum tempo, mas não pode ser continuado. A carreira docente não deixou de ser atractiva por causa do salário à entrada. Nunca foi isso que nos fez desistir. O problema está em tudo o que vem depois e que tem sido publicamente exposto de forma degradante pelo poder político. Não apenas por cá.

The Financial Calamity That Is the Teachin Profession

Teachers are suing the government over debt relief that never came—but their financial problems go much deeper than student loans.

(…)

Teachers have never been particularly well paid, but in recent decades their financial situation has gotten remarkably worse, mostly for two major reasons. The first is that pay has not grown, concludes a recent analysis by the Economic Policy Institute, a left-leaning think tank, which finds that relative teacher wages “have been eroding for over half a century.” When adjusted for inflation, teachers’ average weekly pay has decreased by $21 from 1996 to 2018, according to the report, while that for other college graduates rose by $323. Data from the 2016-17 school year, the most recent for which federal statistics are available, show that K–12 teachers on average earned about $58,000 a year. In states such as Oklahoma and West Virginia—whose teaching forces each staged massive, high-profile strikes last year—the average pay is less than $46,000. In many places, educators are earning less in real terms than they did in 2009.

And the second pressure is the costs: In those same years that teacher pay has stagnated, common costs for a teacher’s household—housing, child care, higher education—have gotten much more expensive.

Confere!

Stop