Então, Arlindo, Não Deverias Ter Começado Por Apresentar Uma Proposta De Novo Modelo De Gestão E Administração Escolar?

Apresento a proposta do Arlindo acerca da “carreira funcional” (que me faz pensar no que será “não funcional” na docência que tantas funções tem), guardando para depois as reservas sobre alguns aspectos que só poderão ser esclarecidos se ele apresentar o que considera que deve ser o novo modelo de gestão. Prefiro esperar porque me parece que ele está a adaptar, em andamento, as suas sugestões.

Apesar disso, como sou demasiado acelerado, gostaria de sublinhar desde já que a escolha do Director continuaria a cargo de um “colégio eleitoral” ainda mais curto do que o actual. Sem elementos estranhos ao pessoal docente mas, mesmo assim, uma escolha em ambiente fechado e não uma eleição directa entre pares (ou será “entre pares funcionais”?). Sendo que continuo sem perceber porque deverão os coordenadores de departamento ser elevados a um escalão remuneratório exclusivo apenas com base em “responsabilidades pedagógicas” cujo alcance, para além do que já é feito no Conselho Pedagógico, tenho dificuldade em vislumbrar.

Às funções funcionais ficam adstritas as responsabilidades pedagógicas e não as avaliativas dos docentes, podendo a “função avaliativa” ser meramente de acompanhamento às avaliações externas.

Na avaliação dos docentes na carreira funcional indiquei que a mesma seria feita pela IGEC, pelo que como facilmente poderiam pressupor, não haveria intervenção do Conselho Geral para a eleição do diretor, nem do diretor para a eleição dos Coordenadores de Departamento.

Assim, o modelo de Gestão e Administração das Escolas deveria partir deste pressuposto também.

À candidatura funcional de Coordenador de Departamento os docentes devem apresentar projeto de intervenção de candidatura a um mandato de 4 anos que será de eleição entre todos os membros desse departamento.

O candidato a diretor apresenta candidatura para um mandato de 4 anos que será de análise e eleição entre todos os coordenadores de departamento. A eleição do diretor é válida após aprovação do Conselho Geral, ficando aqui o Conselho Geral apenas com a função de órgão consultivo.

Duvida

16 thoughts on “Então, Arlindo, Não Deverias Ter Começado Por Apresentar Uma Proposta De Novo Modelo De Gestão E Administração Escolar?

  1. https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/ps-assume-necessidade-de-rever-carreiras-especiais-da-administracao-publica-470173

    Ora, aqui está a preparação. Quem votar neles, não poderá dizer que foi enganado.

    De resto, nem tenho palavras para comentar as propostas do Arlindo, porque o Paulo está a fazê-lo de uma forma excelente. Continue, por favor. Apesar de estar quase de saída, e nada daquilo me afetar, fiquei incomodada com as propostas de um professor. Sim, ele é Professor e só depois foi Diretor.

    O modo como o cargo de Diretor sobe à cabeça das pessoas e pensam ser uma “casta” à parte dos Zecos, merecia um tratado.

    Um abraço, Paulo. Bem haja!

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  2. O autor da proposta é um professor ou um sucessor de Lurdes Rodrigues?

    Os professores são os seus maiores inimigos.

    Quanto mais se lê mais a boca se abre de espanto. Inenarrável!

    O poder não muda as pessoas, revela-as.

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  3. Subscrevo. Espero que o Guinote não desista. Tudo se afigura demasiado mau. O modelo capataz vai de vento em pôpa. De há muito que se tem vindo a perder autonomia a nível das “chefias intermédias” (que termo!) mas ainda há focos de resistência. Também aí é preciso intervir para que a correia de transmissão seja bem oleada. Ao arrepio de tudo o que é conhecimento de psicologia das organizações, o modelo que se pretende é hierárquico, vertical e aposta em funcionários servis e acéfalos. E a despropósito… Assisti eu ao 25 de abril para isto? Eu que até gostava da reitora do meu liceu?

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  4. Ainda não perceberam que se houvesse eleições nem um só dos comissários políticos as ganharia.
    A esmagadora maioria nem se candidataria, para não passar por derrotas humilhantes.
    Espero que o Arlindo, jovem diretor, não integre já essa esmagadora maioria.

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  5. E limitação de mandatos. Não faz sentido que alguém tenha mais anos de direção do que de docência. O limite absoluto para estar na direção deveria ser metade da carreira. E os mandatos consecutivos não deveriam ser mais de dois, em caso nenhum.

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  6. Lamento, mas não concordo com a sua opinião em relação à estrutura de carreira docente. Frequentadora
    deste blog, constatei que a sua posição se mantém desde 2010., e que algumas das suas propostas que apresentou estão tão próximas das do programa do governo, quanto às suas sugestões, são suas e sendo administrador deste blog, pode dizer e sugerir aquilo que lhe apetecer.
    A minha opinião de” zeca”discordo totalmente da visão vertical da carreira docente, e vou apenas realçar alguns dos aspecto : Cargos de Director e de Coordenadora de Departamento com índices remuneratórios mais altos, dispensando o complemento, e em termos de reforma, estas chefias intermédias, chegam aos escalões mais altos, então e os zecos que fazem o trabalho todo, têm em média 7 turmas ou mais, dependendo da disciplina, fazem as atas do departamento mais do de subdepartamento, organizam as atividades,, nos dias do agrupamento, as atividades são todas feitas pelos zecos, agora também temos arraiais, que começam às 18H e terminam às 22h, as quinhentas e tal mil grelhas que temos de prencher…. Diretor que tem adjuntos e muito bem, irá por isso ter uma reforma mais alta que os outros zecos? Não percebi? Só eles é que t~em direito a chegar aos mais altos índices remuneratórios? Na minha opinião, esta carreira é toda mas menos vertical, sendo assim os Diretores e coordenadores de tudo e mais alguma coisa , são os únicos que atingem esses níveis? E quanto às reformas, os zecos também vão a receber menos? A minha constatação é a seguinte, como é que um Diretor que se eterniza durante anos , conheço alguns que estiveram 20 anos no cargo de Director, e não dão aulas durante vinte anos, são mais do que os zecos que estão no terreno, com os miúdos . Já nem falo das amizades e dos compadrios, dos constantes abusos de poder, perseguições àqueles que se atrevem questionar alguma coisa, a promiscuidade das escolas e das câmaras , a famosa municipalização que está em curso,. Termino, com o que se está a passar no ensino público, Diretores que tanto proclamam a equidade, e eles próprios não o fazem. está tudo dito.
    Efetivamente, propostas e ou medidas como estas, não precisamos de inimigos.
    Colegas que se consideram acima dos outros! Como, quando, porquê? A sua coerência não mudou, «manteve-se. infelizmente vejo cada vez pior, é da idade porque estou velha!e as só ! Só agora me apercebi das suas sugestões. e da sua posição em 2010\, que fez muito bem em relembrar. Afinal a MLR contínua bem presente,,,,que tristeza….isso explica muita coisa….

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  7. Quem elege o diretor? Os coordenadores de departamento.
    Quem escolhe os coordenadores de departamento? O diretor.

    Querem um modelo mais corrupto do que este?
    “You scratch my back, I scratch yours”.

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  8. Os Conselhos Pedagógicos neste momento discutem tudo excepto o que é de natureza “pedagógica”. É apenas um órgão para validar as medidas das direções, medidas essas que pouco ou nada têm a ver com pedagogia. Exemplifico: calendarização do lançamento de notas, “calendarização do dia da escola”, calendarização da ADD, aprovação de regulamentos, paas, pe, critérios para elaboração de horários, de modo a favorecer uns quantos, e mais do mesmo.

    Não há uma única discussão com pensamento crítico sobre questões pedagógicos no verdadeiro sentido do termo. Por exemplo: quais os benefícios/vantagens em ter aulas no turno da tarde; condições de trabalho dos docentes em turmas numerosas e docentes com excesso de turmas e, por conseguinte, medidas a implementar para aliviar e melhorar o trabalhos desses docentes com os alunos, etc.

    Os CP neste momento seguem cartilhas das direções e quem pretender discutir o que quer que seja está lixado, ou melhor, frito, ou melhor fo______.

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  9. Os Conselhos Pedagógicos neste momento discutem tudo excepto o que é de natureza “pedagógica”. É apenas um órgão para validar as medidas das direções, medidas essas que pouco ou nada têm a ver com pedagogia. Exemplifico: calendarização do lançamento de notas, “calendarização do dia da escola”, calendarização da ADD, aprovação de regulamentos, paas, pe, critérios para elaboração de horários, de modo a favorecer uns quantos, e mais do mesmo.

    Não há uma única discussão com pensamento crítico sobre questões pedagógicos no verdadeiro sentido do termo. Por exemplo: quais os benefícios/vantagens em ter aulas no turno da tarde; condições de trabalho dos docentes em turmas numerosas e docentes com excesso de turmas e, por conseguinte, medidas a implementar para aliviar e melhorar o trabalhos desses docentes com os alunos, etc.

    Os CP neste momento seguem cartilhas das direções e quem pretender discutir o que quer que seja está lixado, ou melhor, frito, ou melhor fo______.

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    1. O CP é um órgão consultivo…não serve para nada. O grande líder (diretor) até pode alterar as avaliações que os professores atribuem aos alunos!!!!
      Alguns, provavelmente muitos, já o fizeram…e fazem.

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  10. Peço desculpa mais uma vez, quero reiterar que o comentário que em cima escrevi, foi um comentário dirigido e colocado no do Blog Ar lindo, sugestões que são de fato uma tristeza de um colega que aparentemente parecia ter uma outra posição em relação à carreira docente, Escapou-me realmente o que ele defendia em 2010, mas agora percebe-se muita coisa.. Kappos camuflados … ao serviço da Sua Majestade.. eles são como o feijão frade, mas só enganam uma vez.
    Desculpe colega Guinote. Apenas para clarificar que o meu comentário foi colocado no Blog do tal Senhor ..

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