Mais 118.500 Euros Para Aqueles Senhores (Que, Por Acaso, Até São Conhecidos)

Para “Aquisição de serviços de Avaliação do Contributo do Portugal 2020 para a Promoção do Sucesso Educativo, Redução do Abandono Escolar Precoce e Empregabilidade dos Jovens para o Programa Operacional Capital Humano (POCH)”.

Reparem agora numa das empresas do “consórcio” ganhador e, muito em especial, na sua equipa. Mas podem também ir em busca do resto.

.Quem diz que o abandono escolar precoce não tem valor económico?

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Um Padrão De Comportamento

Parece que há quem seja tão duro de compreensão que só depois do início de uma segunda temporada de fogos, já depois do episódio de Tancos e de tantos outros eventos “menores” (como aquelas coisas das viagens por conta, das nomeações torrenciais de familiares, etc, etc), parece ter percebido que o actual Governo tem uma política claramente definida desde o início do mandato de não se responsabilizar por nada que corra mal e, no caso de não poder fingir que nada acontecer, passar culpas e vitimizar-se.

O ministro Cabrita é apenas mais um numa linhagem longa de governantes que, perante uma situação problemática, tratam de sacudir a água do capote, apontar o dedo a outros e dizerem-se perseguidos ou vítimas de tenebrosas conspirações.

Em quase todos os casos, são apenas incompetentes que não sabem ir mais além e, portanto, precisam de um modo de contra-atacar perante uma opinião pública meio anémica, uma comunicação social vulnerável a “narrativas” em “exclusivo”, um presidente em busca do segundo mandato deste o primeiro dia e uma “oposição” que disso apenas tem o nome.

Na área da Educação, a estratégia do “coitadinho” foi bem visível em alguns momentos, com dois grandes artistas no “ai-jesus que me estão a difamar”, curiosamente os gajos e não tanto a SE Leitão, bem mais bruta nas reacções e menos dada às choraminguices em on ou off do Tiago e do João que cedo cumpriram na perfeição o guião definido.

Há quem só agora perceba isso? Por onde têm andado?

ChorarChorarChorarChorar

(ainda me lembro de um episódio menor da história da implementação do pafismo educacional, em que, descobrindo-se que a vaga de fundo de apoio a um governante era encenada a partir do seu próprio gabinete, a reacção foi armar-se em vítima e acusar terceiros de serem mentirosos e caluniadores… quando a verdade era outra…)