Notícias Do Pântano

Ao fim de um mandato é sempre o mesmo. A ganância sente-se impune.

Negócios com o Estado. Os 45 contratos da polémica valem 3,8 milhões

Empresas do pai, da mãe, do irmão e da própria ministra da Cultura fizeram contratos com o Estado

IPSS continuam a não prestar contas

Mais de um terço das Instituições Particulares de Solidariedade Social continuou a não prestar contas ou a apresentá-las com atraso, de acordo com a auditoria da Inspeção-Geral de Finanças.

Há um “apagão” de informação nas Finanças

fog

 

5ª Feira, Agosto

O mês em que os professores fazem romaria para os seus três meses de férias. As minhas começam oficialmente amanhã. Oficiosamente, no início desta semana. Cinco semanas para desligar do quotidiano do resto. Ou não. Espero que sim. O que não significa que se esqueça por completo tudo, até porque há mais tempo para pensar nas coisas sem ser pela pressão do mais imediato. Até saíram as estatísticas mais recentes da dgeec, mas isso agora não interessa nada, os números tornaram-se simulacros como as palavras, servem como ferramentas para construir uma realidade virtual sempre que oportuno ao poder que produz a sua representação.

Mas, mesmo quase em serviços mínimos, gostava de recuperar um assunto sobre o qual li ou ouvi falar com alguma regularidade nos últimos meses e que passa pelo “sucesso” exibido pela tutela e lamentado por alguns quanto às formações em “flexibilidade e autonomia”, em especial aquelas que terão terminado em ovação para os prelectores, em especial quando governantes ou seus mais directos enviados. O que é apresentado como uma adesão geral e entusiasmada às mais recentes “reformas”, justificando medidas um pouco por todo o lado no sentido do emagrecimento ou salamização curricular. Há que, por outro lado, apresente isso como uma rendição da classe docente, incapaz de reagir criticamente ao que lhe é imposto como se fosse sedução. Confesso que não sei, não assisti, não frequentei, mas não tenho razões para duvidar que assim tenha sido. Não me apetece estar a desancar quem foi em fila, por obrigação obrigatória ou mais ou menos voluntária, a tais “eventos” e achou que era “educado” aplaudir quem lhes estava a passar a mão pelo pelo em palavras enquanto na prática promovia a sua domesticação e desqualificação profissional. Cada um comporta-se de acordo com a sua consciência, ponto final, depois de tudo o que se tem passado já estou por tudo. Até acredito que entre os que mais aplaudiram estarão dos mais “indignados” na sala dos professores e redes sociais, quiçá mesmo com as quotas em dia na ortodoxia.

Chamo a tudo isso (formações em replicação da legislação, aplausos, sorrisos e pastelinhos) “formação para a sobrevivência”. Só não sei se será suficiente. Mais ou cedo ou mais tarde perceberão que não há lugar nos céus para todos os “crentes”.

ascensão