Já Se Percebeu Que Tudo É O Que Não Parece

O sindicato dos motoristas de matérias perigosas marcou uma nova greve, desta vez ao trabalho suplementar, para Setembro. Isto sem que tenha ocorrido sequer qualquer negociação. O que faz pensar que a suspensão da última greve foi apenas táctica e destinada a não perder a face num contexto que começava a ser complicado do ponto de vista jurídico, político e económico (devido à forma como o governo estava a aplicar serviços máximos-mínimos, alegando que iria existir uma mediação que, afinal, nem chega a ser. Será que Costa encontrou, enfim, a sua verdadeira oposição ou um salvo-conduto para a maioria absoluta? Confesso que ainda não percebi.

contorcionismo

9 thoughts on “Já Se Percebeu Que Tudo É O Que Não Parece

  1. É muito difícil em Portugal um só partido chegar à maioria absoluta.As sondagens davam o PS a crescer, mas sem conseguir atingir a maioria absoluta. Embora a contratação coletiva seja entre 2 entes privados, a crise energética por tempo indeterminado desgasta o Governo, pois O POPULISMO CHEGOU CÁ PELA VIA DO SINDICALISMO “INDEPENDENTE”
    Um sindicalismo de tipo novo: “independente”, aventureirista, arrivista e extremista.
    Se entrasse em negociações e DIÁLOGO SOCIAL, cessava o tempo de antena quotidiano nas tvs. Isso não convém a quem tem uma AGENDA ESCONDIDA para alavancar uma carreira profissional e política (populista) no confronto com o atual regímen e as suas instituições democráticas.

    1. Meu caro Filipe do Paulo… eu prefiro qualquer sindicalismo de proximidade “independente” a todo o sindicalismo “dependente” que se conhece… como dependência económica das organizações e pessoal dos dirigentes por via das mobilidades estatutárias… 🙂 Sem esses favores, talvez o apelo da “independência” fosse maior”.

      Quanto ao “populismo”, gostava de perceber que propostas dos sindicatos independentes de professores, enfermeiros e motoristas fizeram… pelo contrário, diz-se que são “corporativos”, o que me parece o contrário de “populista”… aliás… penso que a postura do governo e suas emanações mediáticas, a apelar ao “interesse nacional” é que são mediáticas e demagógicas.

      1. Caro amigo, conheço pessoalmente, por reuniões de trabalho e outros momentos, praticamente todos esses dirigentes sindicais, desde a Manuela Teixeira, o António Teodoro ao Paulo Sucena e aos mais recentes, bem como os respetivos quadros intermédios; podem ser passíveis de muitas criticas – eu fiz-lhe algumas em devido tempo nos jornais – mas não a alegação de que a “dependência económica das organizações e pessoal” alguma vez tenha diminuído a sua capacidade reivindicativa e combatividade.

        E eu devo ser insuspeito, pois nunca pertenci a nenhuma das federações ou centrais sindicais de que eles foram ou são dirigentes.

        PS – agora vou telefonar ao meu Ilustre Colega jurista FILINTO LIMA, porque foi muito justo com o Ministério, hoje ao fim da tarde numa entrevista em televisão a partir do Porto.

  2. Filipe de Paulo. “É muito difícil em Portugal um só partido chegar á maioria”. Olhe que não. Tem o exemplo do PSD de cavaco silva por duas vezes e Sócrates pelo PS. Veja no que deu…

    1. Essas maiorias absolutas aconteceram em conjunturas particularmente favoráveis a esses candidatos, não é caso da atual. Elas têm aspetos positivos e negativos…

  3. Não tenho preferências por um ou outro tipo de sindicatos. Percebo contudo que aqueles que exploram as “insolúveis polarizações” que caracterizam as nossas sociedades acentuando-as e explorando-as possam ser considerados populistas. Parece-me ser essa a estratégia do sindicato que tem o Pardal por porta-voz. Explora ainda num certo sentido a ideia de que já era tempo de pôr termo a toda esta impunidade que caracteriza toda a esfera do poder é que se revela claramente no modo como todos estão de acordo em impedir e silenciar a justíssima reinvindicação desta classe tão representativa de todos os atentados a que o POVO está sujeito.
    E é fácil embarcar nisto. “Será que o Costa encontrou, enfim, a sua verdadeira oposição”?

  4. Para se ser mais fiel ao escrito ou um salvo-conduto para a maioria absoluta. Era a disjunta que faltava na premissa disjuntiva de um falso dilema.

  5. A maioria absoluta tem vantagens e desvantagens… Por um lado ajuda o Governo a a desenvolver o seu programa sufragado pelos eleitores. Por outro lado, é mau porque vivemos num contexto de corrupção sem solução ao fundo do túnel que este governo, ainda que apoiado pela CDU e pelo BE, não conseguiu resolver este grave problema que infecta e afecta Portugal… Deparamos com uma rede de relações de interesses de amizade, familiares ou não, clubísticas ou politicas e ideológicas, de favores político-económicos que só uma justiça com homens desligados destas relações…poderá julgar e ou condenar… É difícil mas precisamos de autoridade judiciária que leve até às últimas consequências o combate à corrupção.

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