A Semiótica Da Coisa – 1

Sem a fanfarra e poluição visual avassaladora de outros tempos, os cartazes a apelar ao voto andam por aí e é visível que o esforço por criar slogans simples foi ao ponto de os deixar quase sem conteúdo.

Começo pelo do Bloco (ordem alfabética, por enquanto), que nos apela a “fazer acontecer”, mas não sabemos bem o quê. Que são “gente de confiança” e ficamos também sem saber exactamente porquê, Porque, afinal, foi o governo que apoiaram o tempo todo – mais ou menos arrufo – que cedeu em grande aos interesses dos grandes grupos nacionais, da edp aos bancos, das telecomunicações aos combustíveis. Que aumentou os impostos indirectos a cada oportunidade.

Fica a questão: se o Bloco chegar, por exemplo, aos 12-15% (10,2% em 2015), o que conseguirá esta malta de confiança fazer que durante estes quatro anos não conseguiu? Meter alguém no governo num par de secretarias fracturantes e colocar miro-causas na agenda do dia em disputa com o PAN?

Ou o Bloco acha que exibir os rostos, sempre com a Catarina Martins ao lado, como se fosse uma espécie de selo de qualidade, numa estratégia de personalização, chega para  nos convencer?

Bloco 2019

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