A Festa Dos Pequenitos À Volta Da Fogueira

Queimados Rio e Cristas, temos um bando de pirralhada a querer ficar na fotografia. Um PSD com Montenegro (alguém com o carisma de um círio) ou Morgado (que ou se esqueceu de aderir à IL ou então não lhe garantiram palco suficiente) nem chegaria aos 25% nestas eleições. No CDS parece que vieram para o recreio quase todos os filhos d’algo do Caldas com preposição no nome.

Lemmings

Será Um “Daque”?

O professor Paulo de Português aproveitou o primeiro texto do manual do 6º ano e leu com a turma uma pequena biografia de Malala Yousafzai. Ao saber isso, o professor Jorge Alves de Cidadania e Desenvolvimento achou que seria interessante cruzar essa abordagem com o tema dos Direitos Humanos, o primeiro do semestre, e falou com o professor Guinote de História e Geografia de Portugal no sentido de saber se seria possível fazer uma abordagem transgénero, desculpem, trans e interdisciplinar com os conteúdos relativos ao estabelecimento do liberalismo em Portugal e a influência da Revolução Francesa e da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789, inspiradora da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Embora os três sejam conhecidos por muito resmungar contra modernices e defenderem um modelo arcaico e escola onde se devem aprender algumas coisas antes de as inventar, bem como de raramente estarem de acordo seja no que for (à excepção do futebol, das sandes de choco e do extermínio das grelhas), lá conseguiram que a coisa avançasse com o indispensável interesse e colaboração dos alunos.

A primeira colheita revelou-se interessante, mas continua-se a ouvi-los protestar contra tudo e nada pelos cantos e corredores da escola (afinal queriam a ilustração de um direito e apareceu dos trinta), em especial nos dias em que chovem novas convocatórias para reuniões sobre coisas que eles dizem que, apesar dos sinais claros de precoce senilidade que revelam à vista mal a(r)mada, ainda não se esqueceram de terem estudado, aprendido e aplicado há décadas.

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Pelo Público

O salário dos professores: fact-checking

(…)

No caso dos salários, é grave que os estudos se fiquem pelo copy-paste dos dados nominais e pela aplicação de fórmulas do Excel que agora até já estão incluídas nas janelinhas do programa. A diferença é muita e bastaria consultar as tabelas disponíveis em sites sindicais. Se consultarmos as tabelas salariais para 2019, verifica-se que entre o 1.º escalão (1518,63€) e o 10.º escalão (3364,63€) existe uma diferença de 1846€, o que equivale a uma diferença de 121,6% (o estudo da Eurydice usa os dados de 2018). Mas esses são valores nominais. Os valores reais, líquidos, são outros. Depois da carga fiscal directa do IRS e do pagamento de outras obrigações, o que resta no bolso dos docentes? E qual é o verdadeiro diferencial?

PG PB

A APH Lá Conseguiu, Aparentemente, Uma Recompensa…

… pelo seu bom comportamento e fidelidade ao SE Costa na causa da flexibilidade curricular. Escrevo, “aparentemente” porque pode sempre acontecer como com a Cidadania e Desenvolvimento e ir parar a quem calhar.

Os alunos do 12.º ano poderão ter uma nova disciplina no próximo ano letivo que aborda a história contemporânea e pretende que os estudantes consigam interpretar o presente e agir de forma critica e reflexiva.

Chama-se “História, Culturas e Democracia” e destina-se aos alunos de todos os cursos do ensino secundário, segundo informação disponibilizada no ‘site’ da Direção-Geral de Educação (DGE).

Em si, a disciplina nem se justifica(ria) se durante os restantes anos a História tivesse a carga horária que permitisse abordar todas estas questões sem ser no final do decurso. É pena que o currículo seja definido assim, aos remendos, conforme as pressões e queixas, por justas que sejam.

(e há que ter admiração por quem introduz sempre estas belas modificações mesmo a tempo de alguns escaparem… e ficarem os outros com as favas…)