Já Pensaram Nos Primeiros 100 Dias De Uma Governação PS/Bloco Na Educação?

Nas primeiras semanas acabam com as provas finais (“selectivas”, no mínimo, e “fascistas” no limite) do 9º ano e, se tiverem coragem em assumir a coisa por inteiro, a parvalhice em que se tornaram as provas de aferição de 2º, 5º e 8º anos.  A seguir, ali entre o Natal e o Ano Novo é para acabar com qualquer avaliação “sumativa”, em nome da inclusão e do combate às desigualdades, e com qualquer estatuto do aluno com regras “securitárias”. E o currículo será mais flexível e transversalizado do que qualquer das mais ousadaa e atléticas posições  kamasutrianas.

Depois, em coerência com as posições do Bloco, deveriam alterar o regime de gestão escolar, mas essa será, infelizmente, uma das questões que será necessário deixar “cair” em nome do “compromisso”. Isso e a reposição integral do tempo de serviço docente. Ou a reversão da municipalização.

O curioso é que, conhecendo muit@s professor@s, do Bloco, é raro que algum@ concorda tanto com estas acções como com as inacções adivinhadas.

zandinga

 

21 thoughts on “Já Pensaram Nos Primeiros 100 Dias De Uma Governação PS/Bloco Na Educação?

  1. Tenho dúvidas quanto aos exames do 9 ano. O Sr. Iavé ainda está vivinho. O resto, acho que vai recongelar a carreira docente porque ” vem mais tempos”, a começar na Alemanha. Depois há necessidade de injetar carcanhol nos bancos…..a municipalização vai avante porque é preciso pagar aos caciques….continuaremos a ser carne para canhão.

  2. E nos finalmente … chega -se a uma licenciatura.
    Como já hoje acontece para iniciar o exercício de qualquer função ( “entra -se” para fazer um estágio ,mais no privado mas também para o desempenho de funções públicas) .
    Resultado final ?
    Emoldurar em dourado a maioria destes certificados.
    Prego na parede ,onde ficarão para a eternidade.
    Há muitos candidatos a estágios que entregam o seu certificado … (garanto por ter conhecimento) , entregar ,ainda entregam mas … vão diretamente para o papelão.
    Triste tudo isto … é enganar e os papás a pagar.

  3. Não fosse prever um sofoco ainda maior de grelhas e grelhinhas, mandava vir já o fim dessas avaliações todas. Pelo menos que tenham os tomates de assumir as ideias em vez de andar a tortura toda a gente com a simulação de avaliação.

  4. já agora, sejamos coerentes… acabemos também com os exames do secundário. afinal só servem para as universidades! que os façam elas… 🙂

  5. O calendário nunca poderia ser esse: primeiro teremos de convocar um amplo debate sobre coisas, depois encomendar um estudo para esmiuçar umas tretas e finalmente colocar uma reforma da léria em discussão pública. Só em 2023. Para já só poderemos esperar do nosso Princepezinho que cative. Mas apenas dinheiro, não pessoas.
    O BCE e o FED assumirão o prejuízo enquanto puderem. Depois … estamos todos nas mãos de Deus e nem vale a pena ter preocupações.

      1. E entreterão a malta com o quê? É que eles pouco tempo terão disponível senão para acudir a “incêndios” e precisam de manter a malta à roda da nora. Medidas tipo “Pronto, já está!” arriscam-se a não dar votos porque daqui a 4 anos já terão dado frutos envenenados. É melhor voltar ao guterrismo-científico-educativo de cariz limiano e à interminável procissão de debates muito abrangentes e democráticos, para tirar as questões de intendência da ordem do dia. Enquanto se faz um debate profundo evita-se gastar na rede informática ou na retirada do amianto.

  6. Tomo a liberdade (enquanto ainda a tenho) de acrescentar que, dada a guarda avançada do Ministério da Educação (via centros de formação) em que alguns agrupamentos de escolas se estão a transformar, contrariando a autonomia das escolas e a autonomia profissional dos professores, o plano já está em marcha (ex. processo dos Critérios de Avaliação). Espero que os representantes dos professores nos órgãos e nas estruturas das escolas não se deixem envolver por esta nova forma de ditadura subliminar…

  7. Não deixa de ser paradoxal que, em nome de uma suposta inclusão, a esquerda esteja a excluir mais do que nunca.
    Só as ditas ciências de educação, com as suas propostas tão volúveis e inconsistentes, cientifica e pedagogicamente, podem acreditar num efeito contrário.
    Não me canso de dizer, se a igualdade fosse um conceito biológico, não precisaria de sen inventado pela política!
    Não, não é possível ensinar o mesmo a todos. Podemos aspirar à criação de condições e estruturas que favoreçam o desenvolvimento das capacidades de cada um, mas isso custa dinheiro e exige engenho e arte!
    Ser professor, hoje, é uma impossibilidade. Sem tempo, sem autonomia , apesar de consagrada no ECD, a saltitar de reunião em reunião para ouvir discutir o vazio… Já agora, que tal te tempo para pensar nos alunos? Os alunos não se reduzem à métrica nem a um cálculo na folha de excel.
    Acabar com a aferição externa dá imenso jeito, ninguém percebe a dimensão do sucesso e ou do desastre!

    1. “Acabar com a aferição externa dá imenso jeito, ninguém percebe a dimensão do sucesso e ou do desastre!”

      precisamente! se é para abandalhar que se assuma totalmente! 😦

    2. Assim é, Maria C. Oliveira.Toca a ocultar o insucesso!

      Mesmo do que resta da avaliação externa – e vou referir-me aos exames nacionais do 12º ano (fáceis) – o que é divulgado publicamente são apenas as média obtidas em cada disciplina. Sem especificar – como seria indispensável – a distribuição, número ou percentagem dos níveis ( positivos ou negativos). É a velha história,ou estória, do frango…

      Concretizo :
      a) Embora baixas, as ditas médias são, no geral, positivas. Porém – somente com este dado – “escondem-se “, ao grande público, e propositadamente, as percentagens de negativas , cujo alcance (verifiquei) não deixa de ser preocupante.

      b) Já agora, nesta análise, acrescentemos uma outra questão : que “valor” poderemos atribuir às abundantes classificações de 10 alcançadas pelos alunos, tratando-se de exames “fáceis” ou até escandalosamente fáceis ? Positivo?

      Juntando a) e b)… deixo à V. consideração.

    3. “Sucesso” é apresentar pautas bonitas e cumprir planos de melhoria, se possível sem qualquer possibilidade de verificação externa. Apesar de pouco úteis e aplicadas de modo pouco articulado, estas provas de aferição começaram a incomodar outras disciplinas que não as que já estavam habituadas a provas finais.

  8. extinguir a avaliação sumativa externa e interna era daquelas decisões que não me incomodavam pessoalmente; bem pelo contrário, nem sabem a qualidade de vida que ganhava…(claro que em casa teriam de ‘abrir a pestana’ se não quiserem analfabetos funcionais…)
    Mas é muito improvável porque os drs das universidades, dos quais muitos são ministros ou ex-mlnistros que serão profs, não estão interessados em ter o trabalho dessa avaliação…

  9. mas que o reposicionamento corre o risco de ser interrompido pelos próximos orçamentos, isso já é provável, portanto, quem não progrediu até agora ou até ao final do ano arrisca.se a ficar pendurado…
    e preparem-se para mais 4 anos de Tiago ou Leitão no assento ministerial…

    1. Mário Lima,
      neste momento muitas escolas são as praças e avenidas por onde desfilam milícias compostas pelos representantes dos professores nos órgãos e nas estruturas das escolas. As reuniões são momentos para tomar conhecimento e obedecer às ordens que, aliás, são transmitidas com muita alegria e entusiasmo, acompanhadas de mais umas quantas grelhas e outros tantos instrumentos de avaliação que temos de produzir e de aplicar. A maioria cala-se. Os que questionam se é útil, enriquecedor, exequível… não querem trabalhar.
      Os constrangimentos à liberdade são reais e diários…

  10. Pensar que eu ainda acreditei que o mundo se pudesse transformar positivamente pela educação!
    Já perdi a inocência. Tudo tem a ver com falta de qualidade e desgaste de quem possa pensar. Quanto mais ignorantes forem os miúdos, mais manipuláveis serão! Mais acefalamente consumirão o fast and loud!
    Os professores são o alvo abatido a abater num futuro de neoimperialismos!
    Sad, sad, too sad trumpisticamente sem twittar!

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