A Ler… Contra A Intolerância “Inclusiva”

Começa a cansar uma certa arrogância que é quase inevitável quando a proximidade do poder inebria e não se sabe exactamente onde fica a linha que separa o debate de outra coisa. Pessoalmente, acho que parte da “elite inclusiva” que por aí anda faz passar por investigação em forma de tese o que, em bons tempos, seriam case-studies que dariam um pequeno artigo de revista. E acho estranho que a defesa contra o que se considerou ser um ataque do António Duarte se tenha transformado num chorrilho de ofensas directas aos professores portugueses que não adiram ao Modelo Único de Inclusão.

Já agora, parte do pessoal que apareceu a ofender, nem sabia ainda o que era dar uma aula quando foi aprovado o “velho” 319, que os coevos tiveram de aplicar das formas mais criativas que conseguiram, sem ter de ser formatados e doutrinados pela acima referida “elite” iluminada.

Sem A Catequese Devida, Andais Todos A Entreter Meninos!

exclama

3 thoughts on “A Ler… Contra A Intolerância “Inclusiva”

  1. Sou defensor da Inclusão e já por cá andava no velhinho 319, vejo uma inegável evolução positiva de respostas educativas e incontestável caminho no sentido da Inclusão.
    Sou testemunho da segregação e das suas consequências.
    Já agora, não conheço nenhum modelo único de Inclusão mas sim um modelo múltiplo,evolutivo , dinâmico…defendido por inúmeros pedagogos ilustres!
    A inveja é tramada, elite iluminada?! Entreter meninos… porque são doutrinados. Very nice.

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    1. Carago! Num beijo nada disto!
      Estou carregadinho de necessidades especiais, estou carente de inclusão na inclusão… como professor posso seguir modelo múltiplo,evolutivo , dinâmico? Dizem-me que não… tenho grelhas e normativos a seguir…defendido por ilustres não-sei-o-quê
      Inveja?… só de quem é melhor!

      Mais uma coisa, detesto discursos moralistas e paternalistas…como o seu, meu caro.

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  2. Eu vejo uma enorme evolução também…. na dimensão das turmas . Na minha Escola todas as turmas têm 28 alunos, querem lá saber se são autistas ( a maioria), surdos, hiperactivos , baixa visão ………. é só integração pura e dura.
    Já quando fiz o mestrado em Ed Especial tentávamos fazer ver aos iluminados que as propostas deles eram impossíveis de concretizar nas nossas escolas, tal como estavam/estão organizadas, mas para eles era simplicíssimo: um sídrome de Down podia fazer recortes sobre a matéria a lecionar, o hiperactivo inventava um jogo, enquanto os outros iam pesquisando …..enfim, nenhuma ideia sobre a nossa escola e já lá vão mais de 20 anos.

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