O Que Interessa É A Quantidade?

Confesso que nunca considerei que o “pensamento” ou a a “acção” de Alexandra Leitão primassem pela subtileza ou complexidade. Não são qualidades que lhe assentem no perfil. Pelo que não me espanta este regresso à lógica de associar a excelência no trabalho à quantidade de tempo nele gasto e não à qualidade ou produtividade no mesmo. E querer premiar a assiduidade como se ela fosse um critério determinante para a excelência. Pode ser e pode não ser. Trabalhar mais dias não significa trabalhar melhor; em muitas situações é exactamente o inverso. Mas há quem pense de forma simplória e demagógica e dê nisto. Já a a ex-ministra MLR no seu modelo original de ADD só permitia as melhores classificações a quem não faltasse, como se 750 fracas ou medianas aulas por ano fossem melhores do que 749 ou 745 medianas ou boas. Ou mesmo 740 globalmente muito boas. Como o modelo de avaliação era uma treta e os critérios uma porcaria, buscava-se objectividade na “medição” possível da assiduidade. Temos agora a mesma “narrativa”.

Alexandra Leitão faz, a vários níveis, lembrar MLR, assim como o programa deste governo, em matéria de controlo da administração pública começa, a fazer lembrar cada vez mais os tempos do engenheiro. O que interessa é a aparência da excelência. Basta comparecer ou este é apenas um pretexto para dar a sensação de que se vai premiar o mérito, quando não é nada disso de que se trata? Até porque há quem defina a assiduidade em causa própria, sem controlo externo. Não apenas nas escolas… basta ter a sacrossanta “isenção de horário” de certas chefias.

eu-sou-o-burro

 

FNAC BD

Uma boa concorrência nestes dois fins de semana à Amadora, até porque a escola franco-belga deixou de estar muito presente nas opções dominadas pelos produtos com origem nos States (que farto da maioria dos produtos formatados da DC e da Marvel). Fica uma amostra do que vai ser consumido, para compensar da primeira metade do primeiro trimestre. E sempre se completam colecções a preço justo.

 

 

6ª Feira

São poucas as pessoas que compreendem a importância que tem o silêncio ao fim de um dia ou semana de trabalho em que ruído é um elemento constante, do burburinho à berraria, sem qualquer possibilidade de colocar uns abafadores ou daquelas minorquices de silicone para atenuar o efeito. E são muitas as pessoas que se admiram com a insatisfação que se pode ter com a estridência alheia, desde quem gosta de partilhar todos os detalhes de um qualquer telefonema em plena via pública àqueles irritantes hobbys bricolentos que podem acontecer a qualquer momento que apetece a quem “está na sua casa e faz o que entende, quando entende”. Claro que a petizada que assim cresce raramente se endireita.

Grande parte das “terapias” e “meditações que por aí se andam a vender pouco ou nada trazem de valor acrescentado à liberdade de se ter o silêncio que tanto incomoda quem nada tem para dizer.

ruído