Equipas Multidisciplinares Para Projectos Municipais Na Área Da Educação…

e ausência de recursos próprios como justificação para contratação de técnicos externos para consultorias e outras coisas. Numas situações até se pode justificar (terapeutas da fala, psicólogos, técnicos de serviço social, que muito faltam nas escolas), mas fico com muitas dúvidas se este tipo de recursos humanos não deveriam fazer parte do quadro permanente dos agrupamentos e escolas. Há casos em que parece que toda a equipa multidisciplinar precisa de ser contratada externamente. A “descentralização” não implica a gestão/contratação do pessoal docente? De forma directa, não, mas…

lampadinha21

 

A Tolerância Inclusiva

Parece que após o post da “marca branca” (o template deste quintal não engana!), acumulando com alguns reparos resultantes da minha “imaginação sociológica”, o David Rodrigues decidiu ter a atitude que se impõe em alguém que aprecia o debate no século XXI e desamigou-me no fbook. Está no seu direito, pois eu também “desamiguei” um par de pessoas aqui no blogue. Só que eu nem sou um tetraneto bastardo do Modelo Único da Inclusão nem um dos maiores defensores da tolerância e da flexibilidade. Se ainda consigo meter-me under their skin é um bom sinal. Quer dizer que ainda lhes resta alguma sensibilidade e há uma réstia de esperança de bom senso. Eu proponho desde já a criação de um Perfil do Professor da Escolaridade Obrigatória, com referência incontornável à cor de cada um, que é para se poder aferir da sua qualidade e adesão à nova grande fé.

Já agora… prometo post sobre alguns dos “conceitos” paródicos que usei na troca de comentários (Modelo Único de Inclusão, Cortesãos Inclusivos e Círculo Interno do Poder ou algo parecido) de há uns dias e que foram correctamente classificados como “imaginação sociológica”. Alguns são mesmo bué divertidos e retratam até melhor a realidade que vivemos do que alguma “sociologia dos tadinhos”.

Laughing2

(também poderei discorrer sobre o conceito tolerante e inclusivo de “dor de corno”, mas… o seu a seu dono…)

Valter Hugo Mãe Foi A Uma Escola, Viu E (D)Escreveu

Sobrevivência nas escolas

Numa escola, quando me recebiam em grande festa, o alarido escondeu um gesto horrível que só eu vi.

Um professor ainda jovem, tímido e algo frágil, foi surpreendido por um aluno escondido atrás de uma porta que o esmurrou sumariamente. Não é fácil de explicar mas, quando seguia ao meu lado, ouviu o seu nome à passagem, inclinou o rosto para o vão entre a porta e a parede, e só eu, por um ínfimo e inesperado instante, vi o punho voando e ouvi a ameaça clara do miúdo: fodo-lhe o focinho.

tristeza_2