3ª Feira

Já refeito do aumento de glicose no sangue enquanto via o PeC de ontem, fez-se-me luz no neurónio saudável e entendi que a mensagem a transmitir é “as escolas são seguras” e quem leva nas trombas (por incivilizado e “residual” que isso seja) é porque não soube flexibilizar as abordagens ou a escola não soube oferecer aos alunos o que eles desejam (aparentemente, serão aulas de Teatro) e não tem direito a indignar-se. Para além disso os professores portugueses parecem embaraçar-se por ser cultos e adoram coisas da Cidadania.

Ou seja, a mensagem foi “para fora”, para tranquilizar quem não está todos os dias nas escolas e percebi como alguns dos presentes, não intervenientes de microfone nas mãos, pareciam pacificados. Quase todos quiseram transmitir uma “boa imagem” das escolas públicas, o que é estimável, mas me parece altamente hipócrita. Não é verdade que o problema seja meramente de erupção “mediática”, pois existem assuntos muito mais suculentos, a começar pelo caminho de Sócrates para o arquivamento ou do Sporting para os lugares que lutam pela não descida de divisão ou o relvado da Luz que não deixou o Pizzi fazer aquela escorregadela pós-golo sem dar um tombo.

Valha-nos o Luís “Resíduo” Braga e alguns fogachos dispersos de quem, quando com a possibilidade de falar um ou dois minutos, desperdiçou a maior parte do tempo em demonstrações de adesão ao século XXI ou se perdeu em contradições, terminando intervenções a dizer o contrário do início (demonstrando à saciedade o burnout mental que vai por aí).

Na sequência do que escrevi ontem, o programa poderia ter sido sobre a mudança da cor das folhas no Outono que não teria tentado fugir de forma mais rápida ao tema. Nem sei se foi pena, mas, curiosamente, esperava melhor. E honra seja feita desta vez à Fátima Campos Ferreira que, apesar de querer tanto “dinamismo” que o resultado final pareceu uma manta desconexa de retalhos e purpurinas, ainda foi quem mais tentou “focar” a tertúlia.

12 thoughts on “3ª Feira

  1. as alterações da glicose e a boa aberta, com a consequente paralisia dos dedos, não me permitiu participar no “relato em direto”…e ainda bem. teria sido banida do quintal em particular e da internet em geral…foi só vernáculo, acreditem…:( #”!#$#%&%()(?»

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  2. Valeu-me o relato do Paulo para ter uma ideia do que se passou.
    Não vejo a coisa desde aquela semana há uns dez anos em que o programa foi anunciado como “Lurdes Rodrigues defende-se dos ataques dos professores”.
    Já vi que não tenho perdido grande coisa…

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  3. Se assim foi, só prova que ninguém desempenhou o papel de cético de serviço, o que é pena e pouco abona a favor de uma reforma tão voltada para o século XXI, assim como dos que tiveram oportunidade de falar. É pena que em Portugal se cultive tão pouco o contraditório!
    Só nos resta esperar pela próxima reforma ou que esta se vá reformando ou que tudo continue a acontecer como se vivessemos no melhor dos mundos, até porque no papel corre sempre tudo bem!

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  4. Foi mesmo como o Paulo descreveu .
    Cambada de hipócritas … tudo a defender o seu.
    Até a F.C.Ferreira …que está sempre a cortar a palavra ,a não deixar falar …deve ter ficado surpreendida .
    Uma tristeza !

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  5. É o que eu digo…
    Os profs acham-se todos o máximo, espetaculares e supra-sumos da profissão.

    Quando estão na TV ou perto de governantes só lambem rabos.

    Temos o que merecemos.

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  6. Sem dúvida, Paulo.
    Detestei. Afinal, os alunos não agridem os professores nas nossas escolas. Nem quando os chamam “velhos” (e ainda não o sou), “cacás”, “paneleiros”, “fufas”, “cabrões”,… Peço desculpa pelos termos utilizados, mas quem trabalha numa escola sabe que são frequentes.
    Abraço.

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  7. Vá, não sejam piegas! Então temos o professor do ano a dizer que em 30 anos de aulas nunca mandou arejar um aluno, o que acredito! Este professor do ano é mesmo bom, até acabou a evocar o nome do seu ídolo, o camarada João Costa, moço sabedor de boas práticas.
    Viva o professor do ano!

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