Rui, O Problema Maior Foi Aquele Da “Não-Indignação”

No resto, podes ter carradas de razão e experiência, mas optaste por uma variante do discurso oficial e relativista sobre o fenómeno. O “belo pensamento” é interessante em tertúlias, mas parece de uma enorme insensibilidade quanto tens pessoas agredidas. E acredita que deste importância ao que foi dito sobre as tuas intervenções. Todos damos. Caso contrário, não terias escrito o texto abaixo. E não gostaste do que foi escrito, por vezes com escassa elegância, concordo. Mas… sabes bem que quiseste ficar bem com Deus e o Diabo. Foi a pior opção… isso e a forma como negaste aos professores o direito a indignarem-se com o que os alunos lhes digam ou façam. Deste a sensação de, independentemente do teu passado, teres passado a viver mentalmente na tal bolha. A bolha de “professor do ano”.

“O facto de nunca ter mandado um aluno para a rua não significa que viva numa bolha de inocência fofa”

Algodao

17 thoughts on “Rui, O Problema Maior Foi Aquele Da “Não-Indignação”

  1. Statment
    Já mandei alunos para a rua. Os alunos têm direito a aprender (especialmente quando querem mesmo aprender).
    Nunca fui o melhor professor do ano.
    Gosto de ter colegas que sejam melhores professores do ano e prefiro-os aos relaxados que se estão nas tintas para os miúdos.
    Sou solidário com os colegas que são alvo de violência. São meus colegas e, acima de tudo, são pessoas com direito à dignidade.
    Quanto à mania de primeiro mundo de dar especial ênfase à inclusão, preocupam-me mais estes miúdos: http://visao.sapo.pt/actualidade/sociedade/2019-11-12-Video-de-rapaz-de-10-anos-a-estudar-num-tablet-exposto-numa-loja-comoveu-a-Internet

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  2. O Rui esteve mais interessado em “demonstrar” porque era o “professor do ano” e menos em tratar do assunto que estava em questão. É que nem todos trabalhamos a polir diamantes. Muitos de nós andamos na mineração pura e dura.

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    1. Olá, Paulo. Conheço-te há muitos anos e agradeço-te ao menos o teu “independentemente do teu passado” que nunca foi de viver bem com Deus e com o Diabo, como muitas, muitas, muitas vezes testemunhaste. Venho aqui apenas para garantir-te que não vivo em bolha nenhuma, amigo e nem sei como se impede um professor de se indignar. Já há muito perdi a esperança de convencer quem quer que seja do que quer que seja. Tu também. Se achas que estive mal, é porque, no teu entender, estive mal. É assim a vida. Espumas. Por vezes, um cachimbo é mesmo um cachimbo, Abraço sempre igual e apertado.

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      1. Sim, mas um assumir de que esteve mal não lhe ficava mal… aquilo que lá esteve a dizer caberia noutro programa, não num em que o objetivo era debater a violência nas escolas. Ainda há muitas escolas que não têm aquele tipo de problemas, mas falar da forma como falou, no contexto do programa em que estava, deixou uma ideia que me parece errada… e deveria ser capaz de compreender a indignação de quem já foi vítima de violência numa escola, independentemente da gravidade da mesma!

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      2. Sim, mas um assumir de que não esteve bem não lhe ficava mal… aquilo que lá esteve a dizer caberia noutro programa, não num em que o objetivo era debater a violência nas escolas. Ainda há muitas escolas que não têm aquele tipo de problemas, mas falar da forma como falou, no contexto do programa em que estava, deixou uma ideia que me parece errada… e deveria ser capaz de compreender a indignação de quem já foi vítima de violência numa escola, independentemente da gravidade da mesma!

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      3. Meu caro Rui… as opiniões são o que são. A minha é esta e é assumida com clareza, com base no que vi e ouvi no dia e logo assinalei e no que li ontem. Acho que podias ter estado muito melhor, ao teu nível e não a tentar vestir um fato que não “caiu” bem.

        Abraço forte.

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    2. Nem sempre concordo contigo, mas neste caso concordo a 100%…ou mais! Alguém com instrução superior, premiado com o título de «professor do ano» devia (tinha a obrigação) ser capaz de compreender o contexto em que se encontrava e escolher qual o melhor contributo que poderia dar para o mesmo. E, como diz o Paulo, falou apenas como o professor do ano, estava ali como se estivesse realmente a mostrar a toda a gente a justeza do prémio que lhe foi atribuído!
      E foi pena porque o que estava em causa no programa é não só algo muito importante, como encerra em si problemáticas perigosas… e a ideia que se passou é que não há alunos violentos, quando eles o são é porque a escola, os professores, ou os dois, falham! É incrível, espero que não venham a fazer outro programa do género, porque venha a acontecer algo de muito maior gravidade!

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  3. “Sou um pragmático. Percebi que é sempre possível melhorar todas as coisas.”
    Isto é pragmatismo?
    Não está numa bolha, dr Rui Correia, a sua cabeça é a bolha.

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