O Grande Cisma Escolar

Que se vai agravando a cada ano (ou mesmo mês) entre as cúpulas e as bases, acabando por satisfazer de forma “póstuma” a actual “reitora” do iscte que eu ouvi, num congresso da andaep, lamentar que os directores tivessem resistido até então (já lá vão uns anos, ainda não se sabia que iam ter corda solta de mandatos até 2025, mesmo os que são contemporâneos da dinastia de bragança) a constituir-se como um “corpo” próprio no interior das escolas. É um cisma profundo entre o que sente o corpo docente e o que agora passa por ser a “voz das escolas”.

No recente inquérito da Fenprof acerca da aplicação do dl 54 veja-se a forma diametralmente oposta como respondem uns e outros.

FebprofInqEducIncl

Mas como se sabe… quem acha que está mal é porque não teve “formação” ou não a compreendeu, porque a desqualificação profissional dos docentes tem passado muito por dar a entender que eles não compreendem as mudanças em curso, coitados, pois foram formados no século XX com teses do século XIX, só faltando acrescentar que se o foram foi com aulas dadas por esta mesma malta que agora se diz muito século XXI. Ou tendo-os como colegas de “estágio”, só que não souberam aplicar as coisas.

14 thoughts on “O Grande Cisma Escolar

  1. Comissários políticos mentirosos, para agradar ao dono, e ditadores.
    Vendidos por 750€ mês e não trabalhar.
    Lamentam-se do excesso de trabalho, mas NEM UM se demite!!!!!!
    Garantiram-lhes algo que ninguém tem no nosso regime: mandatos sem eleições até à reforma!!!!!!
    Camuflados de democracia numas reuniões esotéricas para as quais convidam uma dúzia de amigos.
    Só na Coreia do Norte.

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    1. Só para lembrar, será que merecem mais estes professores que votam no bloco e pcp que há 5 ou 6 anos acreditando que proporão um modelo democrático de gestão!!!!
      São gozados e ainda votam neles!

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  2. Como contratado, todos os anos passo – pelo menos – por uma escola. E o que vejo é sempre o mesmo director servil e balofo, só muda o sexo, a indumentária, a altura e a cor do cabelo. De resto, é sempre o mesmo distanciamento dos professores e a mesma colagem ao discurso do poder. O que ouvimos nas formações e nos artigos de pacotilha dos pedagogos da treta é o que reproduzem. Neste ano e no anterior, passei por três agrupamentos. Num, o director disse numa reunião que os telemóveis fazem parte do nosso quotidiano e que é absurdo esperar que os alunos não o usem (apesar de, não só o Estatuto do Aluno, como o próprio Regulamento Interno proibir o seu uso). Noutro, a directora disse, ao apresentar a formadora da formação da treta (obrigatória), que as mudanças no paradigma pedagógico tinham que ser acolhidas, porque são o futuro e, quando a formadora foi questionada como é que se poderia esperar ainda mais de professores que não têm meios e são desvalorizados, a director pediu para tomar a palavra e respondeu ao colega que tudo depende do nosso profissionalismo. Na escola em que estou agora, na reunião inicial o director disse que as aulas têm que mudar, que não faz sentido haver testes, e que não é de estranhar que haja indisciplina com a manutenção de um modelo lectivo ultrapassado. Estamos conversados sobre o que são estes gajos e gajas?

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    1. Não precisa acrescentar mais nada porque esse discurso é ouvido por todos nós… infelizmente. Como diz o Paulo Guinote é o Grande Cisma da Educação.

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