É Realmente Uma Pena…

… que todos aqueles que, da esquerda à direita, levaram os últimos dias a elogiar José Mário Branco e a dizer que foi com ele que descobriram isto e mais aquilo, não tivessem tido a oportunidade de o apoiar quando ele quase não conseguia gravar o Ser Solid/tário. Há desde os que, nessa altura, o ostracizavam de forma bem activa (da esquerda à direita) aos que andavam em cueiros quando ele ainda passava na rádio ou nem nascidos eram quando ele gravou que com os tempos se mudam as vontades como o bom e velho Camões já adivinhara.

pieintheface

 

6 thoughts on “É Realmente Uma Pena…

  1. … e o mundo poderia ficar um pouco melhor se todos ouvissem com ouvidos de ouvir o sempre atual FMI.

    “…Não há português nenhum que não se sinta culpado de qualquer coisa, não é filho? Todos temos culpas no cartório, foi isso que te ensinaram, não é verdade? Esta merda não anda porque a malta, pá, a malta não quer que esta merda ande, tenho dito. A culpa é de todos, a culpa não é de ninguém, não é isto verdade?…”

    Somos culpados do facilitismo de os passar sem saber e do facilitismo de os chumbar.
    Fomos os culpados da crise.
    Já somos os culpados da próxima crise…

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  2. Apesar de ser um dos grandes, era melhor como produtor do que como autor (quando se tenta fazer da arte um panfleto, ela vinga-se).
    Quanto ao FMI e aos mercados ninguém obrigou. Há muitos exemplos de países que se abstiveram. As coisas estão feitas de maneira a que, apesar de tudo, o caminho do FMI seja um pouco menos difícil. De contrário toda a gente optava pela alternativa. Muitas vezes é o último recurso dos fracos.
    Também ninguém é obrigado a comprar casa e toda a gente corre para os bancos para se endividar sem pensar três vezes.
    São, em suma, três coisas bem diferentes: lutar contra o fascismo, fazer música e pôr uma economia a funcionar. Se fosse fácil concatená-las não tinham morrido tantos músicos na miséria, não havia tantos economistas a abandonar a carreira para tocar guitarra, não havia tantos grandes artistas colaboracionistas e não teríamos tanto tempo desperdiçado por grandes autores a fazer propaganda.

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    1. Mas olha que és capaz de concordar com o que lá está escrito.
      Duvido que sejas das que concordam com quem apareceu agora a elogiá-lo muito, mas esteve muito tempo do lado dos que o tolheram.

      Eu não posso dizer muita coisa… sou demasiado novo para enfileirar nos que ouviram, no tempo devido, os seus primeiros LP. Ouvi retrospectivamente a partir do Ser Solid/tário ou ouvia como som de fundo em alguns momentos lá por casa.
      Mas sei bem a história do JMB por esses tempos (fim de anos 70 e anos 80) para gostar de ver certas criaturas a, agora, dizerem que sempre o admiraram.

      Sorry.

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