Competências E Concursos

Continuo a achar “peculiar” (mesmo que alegadamente seja crença fundamentada em práticas terceiras) que se considere que a classificação de um candidato à docência, obtida após a sua formação científica e uma profissionalização especializada, seja considerada um método inadequada para a colocação de professores, em contraponto a uma alegada mais competência por parte de elementos directivos que – em tantos casos – estão há c’anos e décadas sem dar um simples dia de aulas por ano ou de elementos autárquicos que – em tantos casos – até são professores em fuga da docência para a vida política ou técnica local.

13 thoughts on “Competências E Concursos

  1. E é até um descrédito em relação à sua formação. A não ser que não confiem nos produtos… Então, mais vale agarrar o problema pelos ditos cujos e deixar de empurrar com a barriga, passando a “bola”, como é costume.

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  2. Mas, tanto faz, mais ou menos competência, é indiferente, para quem só pretende desregular, ainda mais, o que foi perdendo a sua transparência. Venham as cunhas, coloquem – se os filhos de… de acordo com o poder autárquico.

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  3. Lamento dizer mas – hoje – a colocação dos docentes com base na sua classificação académica é injusta e penalizadora para os melhores. Razões:

    Todos sabemos que, na formação de professores, as “chafarricas e Piagetes” – como alguém lhes chama – inflacionam de tal modo as classificações que deixam “fora de combate” candidatos melhor preparados mas oriundos de instituições sérias e credíveis que não seguem as pisadas das suas “congéneres”. Aqui, as distorções são gritantes. Porém, não quer dizer que essas distorções ( porventura em menor grau) não se verifiquem noutras paragens menos suspeitas.

    Para contornar este risco, a Espanha adoptou há muito um modelo de recrutamento (las promociones) que não tem merecido contestação. Será perfeito? Bem, na vida nada é perfeito…

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      1. Deveriam certificar mas … continuam a existir para todos os gostos e médias pretendidas , a pagar claro. Com o devido rigor , se estas coisas fossem a sério e não uma miserável negociata … restaria apenas uma solução. Encerrar e ponto final !

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  4. para mim resolver-se-ia facilmente esta questão. Uma ponderação entre a classificação profissional uma classificação de entrevista+ projecto de trabalho. Depois, caso o professor seleccionado tivesse maus resultados ou mau desempenho a jusante ou um comportamento profissional deplorável, seria penalizado e, com ele, seriam penalizadas as chefias responsáveis por essa contratação, podendo ir até perda de mandato imediato e proibição de concorrer outra vez ao mesmo tipo de cargo durante 5 anos. Aposto que as “amiguices” acabavam em três tempos.
    Considero a classificação profissional o mal menor mas, mesmo assim, a mais justa tendo em conta as especificidades lusitanas. Mas também vos digo. Se forem responsabilizados a sério os que contratam por “amicismo”, duvido que deixem aquecer as costas. Entre o rabo e as costas ui ui

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      1. claro que sim mas se quem entrevista e aceita fosse responsabilizado a SÉRIO de certeza que pensaria bem na decisão a tomar. O problema é que nada acontece, basta ver o que acontece em muitos concursos para professor nos uniburgos (não todos mas a grande maioria).
        O caso em particular referido , se fosse avaliado a sério e com rigor por uma comissão externa que controlasse o nepotismo, poderia ser diferente. Como quem toma a decisão, boa ou má, nada lhe acontece, toma sempre a decisão que mais lhe interessa. A punição, esse mal a evitar, ainda assusta muita gente. Em particular, quem prefere chefiar a ser chefiado.
        Pessoalmente, já fui “queimado” em vários concursos para professor nos uniburgos na fase de entrevista (não fazer parte da instituição, não ter bom nome, não ter o perfil adequado quando já pré-escolheram adequadamente o escolhido, não ter um plano de “bend the knee to the full professor”etc) e tomei a decisão há 4 anos de deixar de concorrer. Sobre entrevistas tenho muitas histórias para contar, mas fica para outras calendas

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