Domingo

É importante que existam cada vez mais professores sem medo das consequências de ir contra o diktat do costismo educacional. Que tenham a coragem de denunciar as mentiras oficiais e de apontar o dedo com clareza aos responsáveis por políticas desastrosas com a cosmética da pós-modernidade. Maria do Carmo Vieira fez isso há uns dias e agora foi o Luís Filipe Torgal. Bem-hajam aqueles que não receiam tresmalhar do rebanho das conveniências instaladas e do desejo de ficar num qualquer canto de uma fotografia para o twitter do ME.

A atual autonomia escolar impôs às escolas menos liberdade e mais dependência dos intricados decretos e portarias ordenados por este ME e a flexibilidade educativa pouco acrescentou ao que já se fazia.

Quanto a acrescentar, acrescentou mais uma camada de burrrocracia inane e idiota a que aderiram, mesmo que por vezes com algum discurso auto-desculpabilizador, muitas criaturas com vértebras amolecidas.

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6 thoughts on “Domingo

  1. Resistir é, desde há anos, mas agora mais do que nunca, necessário porque está em causa a escola pública!
    O que se pretende é flexibilizar a ignorância!

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  2. Grande parte dos invertebrados, em boa verdade, nem fazem. Fingem que fazem. E são bons fingidores. Assinam de cruz. Espírito crítico? Zero. Nestas coisas, os medíocres serão sempre medíocres. Mais vale parecer do que ser.

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  3. A autonomia dos directores, actualmente, é passarem todo o tempo a preencherem as “célebres plataformas” para tudo e para nada.
    E fazerem o que o centralismo lhes manda fazer sem piar, quer concordem quer não!

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  4. Muitos diretores nem se dão ao trabalho de pensar, é assinar de cruz porque “quem manda pode”, arranjam logo uns amestrados para coordenar, eufemismo para dizer: “produzam os documentos que vão provar que isto é do melhor e funciona às mil maravilhas”. A seriedade, honestidade, investigação, ciência, mérito… ficaram lá nas calendas gregas, porque não são valores democráticos, democrático e equitativo é todos aprenderem , mesmo que não aprendam nada por desinteresse e inacção, destes, é preciso dizer que aprenderam de acordo com o seu perfil, está bem visto, porque se eu não quero aprender nada e a minha competência é estar nas aulas a fazer o que me apetece, isso deve ser valorizado e é um “direito que me assiste”.

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  5. Tempo triste , ambiente triste e fingido.
    É tempo para a hipocrisia , para a mentira e para o fingimento. Estou a ver isto tudo sem retorno. Apreço , respeito e consideração pelos que lutam contra este estado de coisas. Mas … a cobardia é muito mais fácil e não dá chatices.

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  6. MUITO BOM!
    DESMONTA, COM SERIEDADE E ARGUMENTOS, A RETÓRICA DO M.E. (cujo, ÚNICO, objectivo é reduzir custos à custa da educação – neste caso, reduzir investimento apenas reprodutível no futuro)

    Que mais e mais venham em linha com a persistente e continuada desmontagem que o Paulo tem feito!!!

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