Há Falta De Professores…

… disso não há dúvida, mas em casos como o de TIC o que se passou foi uma “reforma” feita sem qualquer preparação ou atenção pelos meios disponíveis. O mesmo se passou com o progressivo alargamento das horas para Geografia à custa da redução das de História, sendo que agora já querem que o pessoal do grupo 400 vá dar aulas do 420, o que é patético. Mas, como vai sendo costume, houve demasiada gente a acenar que sim para poder ficar na fotografia da modernidade costista (e eu não me esqueço de algumas figuras que em tempos me chatearam a cabeça, como a senhora doutora que não sei se ainda preside à APGeo).

O que se está a passar era mais do que previsível. Só muita incompetência ou coisa pior poderá explicar a situação presente-

dog_sim

Agora já se aceita tudo. Ou melhor… antes fosse. Porque temos um currículo para o século XXI com uma espécie de proletariado docente à moda do século XIX.

Em outras disciplinas, os “constrangimentos” são o resultado (natural, anunciado) de uma gestão desastrosa dos recursos humanos. Claro que ninguém assumirá qualquer “responsabilidade” e a “culpa” será remetida para o raio dos professores que insistem em envelhecer e adoecer.

E quanto à necessidade de recrutamento dos “melhores” com que tantos ex-ME enchem a boca, fico sentado à espera, para não cair de riso.

Se nem um ministro decente conseguem recrutar…

Anexo: Nota Info DGAE 14Jan20.

 

16 thoughts on “Há Falta De Professores…

  1. É a chamada boa gestão e peras !
    Só não concordo com ” nem um ministro decente conseguem recrutar ” … Conseguiram sim recrutar um basbaque que nada manda ,nada percebe e apenas aparece para as fotos. Era o pretendido !

  2. Em vez de atribuírem subsídio de deslocação ou acertar com as autarquias rendas acessíveis a docentes deslocados preferem empurrar os problemas com a barriga!
    E haverá quem alinhe nesta formação de fantochada?
    E a lista dos cursos que habilitam para a docência também vão ser reformulados e aparecer “habilitação suficiente para…”?
    Adorei a ideia de os agrupamentos partilharem os recursos humanos!!
    Já estou como o outro: “Só contaram p’ra você!!”

  3. Quando comecei a dar aulas, quase há três décadas, geografia tinha 7 tempos no conjunto do 7º, 8º e 9º anos. Atualmente, no meu agrupamento tem 6, 5 tempos. Não percebo o tal alargamento!

    1. Ora bem… eu tenho quase a certeza que há 3 décadas a Geografia estava limitada a dois anos no Ensino Básico (7º e 9º), com 6 tempos. A História tinha 9 tempos.

      Alguns autores referiam-se a essa situação como o “hiato do 8º ano”.

      POr exemplo, a Biologia e a FQ também tinham apenas dois anos, resultando da subdivisão das CN do 7º para o 8º.

      Agora, ambas têm – com oscilações – 6-7 tempos. Não conheço casos com 5 tempos. Se me indicar uma escola onde isso aconteça, agradeço.

      1. Geografia tinha 3 tempos no 7.º ano e 4 no 9.º ano.
        História, 9 tempos.
        FQ e CN, 7 cada.
        Exceto história, eram todas bienais.

      2. No Dec-Lei 286/89 a distribuição é aquela que é referida pelo post do Daniel. Em 2001 o “desenho curricular” foi alterado. Cabia às escolas distribuírem pela Geografia e pela História 7 tempos de 90 minutos ( 2 no sétimo e 2,5 nos oitavo e nono de acordo com a matriz apresentada no Dec-Lei 6/2001). Essa mudança implicou pelo menos 100 minutos a menos para o conjunto dos dois anos.

  4. Com uma semana de formação até 1º ministro desta choldra se pode ser. Para ministro das centenas basta ter lido um livro (aquele em que se descreve a gestão das finanças do poupadinho A. O. S. ).
    As multinacionais do ensino têm muito espaço para crescer em Portugal.

  5. Não falei em 5 tempos, mas sim 6,5 (seis, vírgula, cinco). Como o Paulo disse, a carga semanal de geografia, na maior parte das escolas/agrupamentos, varia entre 6 e 7 tempos. Em 1989 geografia tinha 7 tempos de 50 minutos (3 no 7ºano + 4 no 9º ano). Se a carga semanal de história foi reduzida, lamento sinceramente, mas não foi em benefício da geografia.

    1. A partir do momento em que foi necessário “dividir” as horas das ciências sociais e humanas entre História e Geografia, a manutenção dos 7 tempos de Geografia só foi possível com a redução dos tempos de História. Só assim se entende que de 7 se passe (ou mantenha) para 6-7 enquanto outros passem de 9 para 6-7.

      Mas o meu argumento não é anti-Geo, mas anti reformas curriculares da treta.

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