4ª Feira

Se o ME pede às escolas todos os anos, todos os meses, todas as semanas, uma enorme massa de informação sobre todos e mais alguns aspectos do seu funcionamento e acerca do seu corpo docente, que partilha com investigadores académicos certificados e comentadores do Observador, como se explica que tenham falhado de forma tão estrondosa a previsão da falta de docentes em várias regiões e grupos disciplinares (que são mais do que os anunciados)? Quando se preparam para mais outra plataforma a 360 graus, daquelas em que o mais certo é termos de passar o cartão na porta da casa de banho e assinalar o número da razão da utilização, para que serve tanta informação acumulada?

Apenas se demonstra que o acesso a informação, muita informação, de pouco vale se não se souber o que nela procurar ou que fazer com isso. O problema dos big data quando fica nas mãos de small minds é este.

Dumb

9 thoughts on “4ª Feira

  1. Será que falharam alguma previsão? Fizeram alguma? Tinham/teem alguma visão? A educação não lhes importa. Ninguém sabe o que fazer. É navegar à vista. Logo se vê. Alguma solução há – de haver (como se vê com a alteração das habilitações para lecionar em algumas disciplinas) e é sempre fácil justificá-la. É preciso é que se poupe, mesmo não sabendo se se está a poupar. A legislação que permite a pré – reforma para a função pública, professores incluídos, saiu está a fazer um ano. Solicitei a pré reforma
    em Março, ao seu abrigo. Este ano, em Outubro, pedi esclarecimentos, visto o processo não estar a ter andamento. A resposta foi extraordinária “aguardam autorização do Ministério das Finanças”. Entretanto, a ex-secretária Leitão afirmou já publicamente que iria negociar com os sindicatos os critérios. Coisa que demora, está claro. Isto é dificil mesmo para génios. Talvez para 2021 se consiga alguma coisa. Passam dois anos da publicação da lei anunciada com pompa e circunstância. Não é aplicada, mas isso interessa a quem? Entretanto, ao arrepio da lei, do ECD, sai um ofício de 2017 que deixa de garantir o lugar de origem a quem for atribuída licença sem vencimento. Esta situação poderia permitir uma pausa e evitar situações de cansaço extremo e não penalizaria ninguém (a não ser o próprio). Até isso está a ser dificultado. Não há um pensamento sobre a escola, o ensino, a educação. Toda a gente fala, e não é difícil concordar com muitas das ideias propalada, mas falta um pensamento sistémico e uma política de ensino, de educação coerente. Porque para isso era preciso conhecimentos, pensamento crítico, visão de futuro, meios e capacidade de concretização. Falta tudo, a não ser egos que se vêem ao espelho, gente que trata bem da sua vida, dinheiro para centros de formação inúteis ou para programas como o E360, que não sei quanto custou e não sei bem a quem serve (nos vários sentidos da expressão) , a não ser para nos fazer gastar tempo com o tempo que demora a transitar de um passo para outro. Mais tempo de trabalho não contabilizado! Todos entretidos a ver quem anuncia a medida mais supostamente inovadora. Magalhães, onde estão? Tablets para todos? A escola a tempo inteiro, a maravilha do novo século, inventada pelos portugueses. Provas de aferição, outra. O único país do mundo (como se ser o único no mundo quisesse dizer mais alguma coisa do que isso). Ouvi tal afirmação claramente ouvida da boca de uma formadora do IAVE. De nada deve ter servido a justa indignação de um colega de Educação Musical, após ter ouvido isto e mais, que as provas são feitas por gente mui competente e experiente (ou não fosse alguém duvidar), que o fez afirmar claramente que a prova de E. M. estava desadequada e que não tinha havido condições para a sua aplicação. Mas, claro, fora estes momentos de indignação pontuais que não chegam a lado nenhum, o dito ME anda à deriva e os professores nem conseguem definir um foco para a sua ação reivindicativa. São tantos e todos tão importantes! Creio ter-me desviado, já não sei bem de quê. Bem, este quintal é grande e uma pessoa distrai-se…

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  2. Também pedi a Pré-Reforma há um ano, logo que saiu a lei. Estou exausta, cansada de tanta mudança de regras no meio do jogo. São muitos anos de trabalho e é uma pena ver tantos colegas a desistir da profissão, no início da carreira, sem esperança 😦 no futuro. Triste 😦

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