O Shôr Ministro Tiago Manda Dizer Que A Sentença Já Está Dada, Antes Do Apuramento Dos Factos

Este senhor doutor investigador ministro parece-me tão versado em leis como aqueloutro secretário em ciência da estupidez aviária. E, para quem se cala tanto, mais valia assim continuar.

“A professora diz ter sido agredida nas costas e não viu por quem, mas outras pessoas que estavam no corredor identificaram o aluno”, descreveu, à Lusa, fonte da GNR do Porto.

(…)

Não terá existido intencionalidade”, lê-se na resposta remetida à Lusa pelo gabinete do ministro Tiago Brandão Rodrigues, acrescentando que “o aluno estaria a atirar a chave do cacifo a outro colega, tendo esta atingido a professora”.

“Ainda assim, a escola tem em curso um procedimento interno para que não haja dúvidas quanto ao sucedido”, termina a nota.

Isto faz-me lembrar aquela coisa da “intensidade” nos penaltys dos tempos do Jardel.

Ao menos podiam fingir melhor.

pie-in-face

(querem apostar como tudo termina com a sugestão de envergonhado um pedido de desculpas pela professora por ter interrompido a rotina do aluno, a bem da “imagem da escola”?)

16 thoughts on “O Shôr Ministro Tiago Manda Dizer Que A Sentença Já Está Dada, Antes Do Apuramento Dos Factos

  1. E se um dia alguém der um estalo ao ministro isso poderá ser uma prova….de …. Amor pelo próximo….alega se que alguém foi empurrado e para se equilibrar lá foi o braço…

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  2. Estão reunidas as condições para que a Comissão Investigadora das Ocorrências Inimputáveis elabore parecer desaconselhando a exposição desnecessária à força gravítica. As próximas remodelações da Parque Escolar deverão ter em atenção este facto e construir corredores com sistema de rails aéreos para todo o mundo viajar pendurado. Os miúdos vão adorar.

    A lobotomia pelos vistos não resultou. Está na altura de se pensar em cortar os polegares à nascença. Logo que deixem de ser oponíveis poderemos voltar a ocupar o nosso devido lugar na escala evolutiva da espécie.

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  3. A minha clivagem com Crato aconteceu quando, a propósito dos resultados de umas provas a que alguns professores se tinham de se sujeitar (de que não me lembro da sigla) teceu consideração em público sobre os seus resultados. É uma atitude de cobardia, um superior hierárquico de algo queixar-se para o exterior, para fundamentar alguma decisão, expondo debilidades dos seus “subordinados”. Agora isto, neste ministro / ministério, que quase só faz porcaria, é de cristalino significado!

    E como verá o espelho as pessoas, destas direções, quando estas se lhe põem à frente?

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    1. Renato

      Bem observado! A hipotética atitude que preconiza – enquanto resposta aos graves episódios que diariamente ocorrem – encontraria guarida no ECD , no que à garantia dos direitos diz respeito (Capítulo II, artigos 8º e 9º – .”direito à segurança” (…) ; “direito à consideração” (…)..

      Ora, como o Ministério da Educação se abstém de zelar por aqueles direitos – que estão consagrados neste e noutros normativos – lamentavelmente , sobeja apenas a autoproteção , .a qual pode ser exercitada de várias formas.

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  4. Toda a gente sabe que as chaves dos cacifos são pesadissimas e que se acertam em alguém podem obrigar a assistência hospitalar. Além disso, é normalíssimo um jovem, em saudável convívio no corredor da escola, andar a atirar chaves correndo o risco de poderem acertar em alguém inadvertidamente. Aliás, está por provar que outras agressões não tenham sido todas não intencionais. Como li, a propósito de outro caso, dizia o chefe de família, que a sua esposa gesticulava muito e, por isso, inadvertidamente, lá está, teria acertado no rosto da professora. Isto dá para uma análise filosófica da intencionalidade. O nosso ministro sabe do que fala! Assuntos profundos que os ignaros que se guiam pelas evidências não atingem. Para quando agressões a professores serem consideradas crime público? Ah, e não esquecer a célebre rede de psicólogos que dão apoio nestas situações como bem informou o secretário Costa. Aliás, o gabinete existente no ME vai servir de apoio ao que irá existir no Ministério da Saúde. Médicos, olhem para nós! Vejam como estes assuntos são tratados pelo nosso ministério. Não devemos ter memória curta. Isto é tudo uma grande fantochada, mas devemos ser nós a recusar esse papel e a denunciar a peça teatral que é má.

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    1. Só serão consideradas crime público quando as agressões forem a um professor negro. Até lá, se estiveres aborrecido com a vida e quiseres aliviar as frustrações vai à escola ou ao centro de saúde e dá um par de murros ao professor ou ao médico que não te acontece nada!

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  5. O maior problema é não fazerem absolutamente nada, estão à espera do quê?! No episódio do Marega indignaram-se todos (e bem!), quando um funcionário do estado é agredido nas suas funções parece que é normal… tenho quase a certeza que isto vai acabar mal, um dia destes um colega qualquer passa-se da marmita e dá umas arrochadas valentes um qualquer agressor… e depois quero ver como será?! Se não for isto que acontece, será outra coisa, mais ou menos grave que os obrigará a agir… ou, pelo menos, a reagir!

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