Exactamente!

Embora em situação equivalente (já aconteceu) eu seja dos que os convido a saírem ou terão de me ouvir um sermão pior do que a mais longa catilinária.

Hoje abandonei a sala de aula

(…)

Não é uma escolha fácil a de abandonar uma sala de aula, nem a de expulsar um aluno da sala. Vejo muitos a defenderem que não se devem expulsar alunos da sala; leio muitas teorias, muitas técnicas supostamente pedagógicas… Mas nada disso é importante! Chega!!!
Vão para o terreno, vão tentar dar aulas a quem não quer lá estar; vão tentar falar com alguém que repetidamente não levanta sequer os olhos do telemóvel para olhar para a vossa cara, nem deixa de escrever a mensagem que está a mandar para o namorado/a. Sabem para onde vai toda a pedagogia nestas alturas? Pois… Pois é! O que falta nas salas de aulas é empatia, é formação cívica de qualidade! Menos papel meus senhores! Nós não precisamos de tanto papel na nossa profissão. Mais respeito!
Curiosamente ou não, muitos professores há que faltam ao respeito à sua profissão, seja por cederem finalmente ao cansaço e os deixarem fazer o que querem dentro da sala, ou seja, por os passarem a todos só para se verem livres deles… ou porque alguém lhes diz para não se preocuparem, eles vão ter que passar mesmo!!!
Não! Eu digo não, grito que não. Se for para ceder desta maneira mais vale mudar de profissão. Se for para passar toda a gente mais vale deixar de dar aulas e dedicar-me à jardinagem ou a alguma actividade onde pelo menos apanhe sol e ar!!
Pois meus caros, por isso abandonei a sala de aula, porque não cedo, se eles não me respeitam, se eles, pela primeira vez se recusaram a sair quando eu pedi e/ou me viraram as costas quando eu estava a falar, se me desrespeitaram com palavras e atitudes então saí eu. Acabou-se a aula!

(…)

Stop

(deveria existir nas salas um “botãocostasecretário” ou “botãoverdasca” ou mesmo “botãoarianacohenrodrigues” para os chamarmos e eles nos mostrarem como se faz…)

12 thoughts on “Exactamente!

  1. Essa é que é essa !
    Faz falta esse botão … e virem mostrar – nos como se deve proceder .
    Saturação total deste “paleio” . E acho engraçado – porque os alunos também.
    Vivi essa experiência como DT de uma turma de Currículo Alternativo no ano do lançamento.
    Psicólogos e demais eram simplesmente gozados todo o tempo. Não conseguiam abrir o bico.
    Os alunos topam – nos e gozam- nos à grande.
    Paleios estragados .

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  2. Já fiz o mesmo, mas por razões contrárias: a apatia, a letargia, o naufrágio daquela gente era de tal ordem que levantei âncora, bati com a porta e fui pregar para as urgências do centro de saúde!

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  3. Eu já estive numa escola cheia de madres teresas do ensino (de ambos os sexos) que achavam que nunca se devia mandar um aluno para a rua.
    Os ditos madres teresas costumavam exibir uma imensa piedade pelos alunos mal-comportados enquanto, simultaneamente e curiosamente, se estavam a defecar para os alunos com dificuldades mas que não se portavam mal. Também passavam a vida a gabar-se das suas qualidades pedagógicas (que eu, apesar de todos os meus esforços, jamais consegui descortinar) e faziam os possíveis e impossíveis para prejudicar e dificultar a vida aos colegas mais “fragilizados” ou mais inexperientes.
    Um dia um professor (que era novo na escola e não parecia enquadrar-se na casta dos madres teresas) abandonou uma sala de aula em que, literalmente, estava a falar para o boneco. Foi então para a sala dos professores (onde eu me encontrava em “furo”) escrever o relato da ocorrência, enquanto contava aos presentes (muito indignado) o que se passara. Daí a alguns minutos foi chamado à Direção. Voltou apoplético, contando que levara uma desanda do Diretor que, além de o ameaçar com um processo disciplinar e de o querer obrigar a voltar à sala de aula, ainda o censurou por não ter pensado na segurança dos alunos que tinham ficado na sala.
    Escusado será dizer que o dito colega saiu porta fora da escola e meteu atestado até ao fim do ano.
    E eu fiquei profundamente grato a esse colega por me ter ensinado uma nova estratégia ensino-aprendizagem…

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  4. Há muita escola, muitos professores a confundirem inclusão com libertinagem.
    Eu digo NÃO!
    São eles e elas que saiem. Ou a bem, ou a mal. Eu não arredo pé. Era o que mais faltava. Vão-se catar, mas é!

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  5. A mim, aconteceram-me duas coisas opostas: 1º caso sair do local, OTL, ir à direcção expor o que se estava a passar que era de doidos, um miúdo de metro e meio a ameaçar-me apenas porque sim e não acatar ordem de saída e nem o nome dele sabia. Ficou uma funcionária, tudo ok, a ‘tomar conta’. E arrependi-me … o colega disse para eu voltar que ainda ia ser acusada de abandono do local de trabalho. Enfim, coitado do miúdo … mais tarde foi retirado à família e ainda fui ouvida. E abonei em seu favor, apesar de algumas tropelias pelo meio. Depois, mais recentemente, ameaçada por alunos que nem deveriam estar na ‘salinha’ onde estava e enormes … e por causa do episódio anterior, não saí de lá. Mas, não por medo, caíram-me as lágrimas, sentimento de impotência, tristeza por estar a presenciar algo assim. Não tive medo deles, isso não. E depois, à frente de alunos e alunas, disseram-me que pessoas com algum tipo de fragilidade não deveriam estar naquele lugar (sim, eu sei …) e que não era lá querida. Que só pessoas a 100%. Isto tem a ver com atestados multiusos e valores desse tipo. Pois, contente estou hoje por me ter superado e ficado e até perdoado. E grata porque se me tornei mais forte, ainda mais, a episódios destes o devo. Já não há cá crises de ansiedade com hipertensão que baralham sintomas e pessoas. E se houver, há sempre aquele victan (ou não ahahah). Em suma, tive sorte mas é sorte posterior. Na altura sofri imenso, especialmente com a falta de solidariedade, respeito, ética profissional e deontológica de alguns colegas, todos superiores hierárquicos.
    Força para tod@s nós! Isto passa, se assumirmos que vivemos num terreno minado e que cada dia que temos é para ser celebrado e não cumprido.
    Não reli …. perdoem gralhas e excesso …

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  6. # Margarida, gostava de me cruzar consigo, como colega. Acho que deve ser uma excelente pessoa. ..é que vive -se com cada ser que dá dó! 😨

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  7. Já fiz isso 2 vezes. Em ambos os casos por se recusarem a sair após ordem de expulsão da sala de aula. Como se recusaram a sair, saí eu.

    Foram duas situações tratadas de forma bem diferente.

    Na primeira vez, ainda havia conselho diretivo, o presidente apoiou a decisão, pois a atitude do aluno punha em causa a autoridade do professor e o rapazola lá teve uns dias de suspensão.

    Da segunda vez, um chefe, desculpem, um diretor quase me punha um processo disciplinar…

    Como os tempos mudaram… ehehe

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  8. O prof saindo da sala de aula, está a dar pretexto para ser ‘lixado’ jurudicamente. O aluno não sai chamam auxiliar para informar direção da atitude e ela que resolva o problema. qualquer outra coisa que seja feita, quem se ‘trama’ será o prof…
    ‘a malta dos botões está-se nas tintas’ se o prof sai da sala e até saliva para ter pretextos para o mandar embora colocando depois os precários…

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