Fechar Todas As Escolas?

Não teria sido mais importante fazer rapidamente um inquérito aos locais de férias? Porque a solução de manter toda a gente em casa me parece algo inviável. Recolher obrigatório? Já atingimos esse estado de alarmismo? Porque então o que fazemos com as grandes superfícies e centros comerciais? Fechados também? Para onde vai toda a gente? Eu bem que disse aos meus alunos que o regresso à medievalidade (e já citei o Stephen King e a forma como ele retratou um regresso a uma quase barbárie na sequência de uma pandemia) vai a par da mais avançada modernidade tecnológica. De que nos servem tantas teorizações sobre o século XXI se acabamos encerrados na mesma mentalidade de outrora, provando que a evolução é bem mais superficial do que aparentam os aparatos digitais. Basta um vírus micronésimo e todo o verniz se desaparece.

É uma questão de segurança?

É uma questão de higiene?

Não estaremos a entrar em parafuso demasiado depressa?

Agora imaginemos o cenário da gripe pneumónica que terá provocado em Portugal, de forma directa ou indirecta, quase 100.000 óbitos só em 1918 (outro bom artigo aqui). Em termos globais terá atingido 500 milhões de indivíduos e a taxa de mortalidade terá andado pelos 6-8%.

As desgraças do passado não justificam que relativizemos o presente? Claro que não… mas quer-me parecer que estamos a reagir de uma forma que alia uma desnecessária descontracção inicial com um hiper-dramatismo quando ainda nem se sabe qual a evolução do vírus.

Sim, é possível que a Humanidade como a conhecemos venha a ser devastada por vírus ou bactérias, numa espécie de vingança da Natureza que pouco terá a ver com os medos globais que nos têm tentado inculcar. Mas não me parece que seja desta vez.

Hiperbole

 

14 opiniões sobre “Fechar Todas As Escolas?

    1. A expressão antecipar férias é que me mete uma certa impressão. Mas, se lhes faz bem ao ego, siga.
      Quanto a compensar alunos, preservar a sua saúde e dos seus familiares não será mais do que suficiente?
      Desculpem mas … deixem o governo agir em conformidade com a gravidade disto que, Paulo, dá ideia que ainda não percebeste ….

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  1. Estás a pensar pequeno.

    As medidas restritivas de movimentação são obrigatoriamente para continuar até haver vacina, caso contrário estás constantemente a lidar com novas vagas.

    O objectivo é atrasar ao máximo o contágio, de forma a que o sistema de saúde não colapse, tal como aconteceu em Wuhan no final de Janeiro e está a acontecer no norte da Itália agora.

    A vacina, se vier, será em 2021 na melhor das hipóteses.
    Se ficares simplesmente à espera que chegue a vacina, estás a olhar para muitos milhões de mortos só na Europa, tipo limpeza demográfica.
    Além disso, uma parte significativa da população activa iria ficar com mazelas para o resto da vida, o que traria um custo acrescido a 30-50 anos para o Estado.

    A única forma de encarar esta pandemia é usando a fórmula chinesa, o mais cedo possível, como medida preventiva. Infelizmente ninguém tem coragem de o fazer preventivamente, só o fazem quando já estão na m****.
    Fechar as escolas e mais alguma coisa sim. E quarentenas obrigatórias.
    O custo econômico seria compensado posteriormente.

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    1. Estou consigo. Em Itália, morrem atualmente 100 pessoas por dia deste brincalhão. Se a situação passa a ser semelhante nos restantes países, é o colapso.

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    2. Não podemos dizer que a China agiu mal e ao mesmo tempo bem. Parece-me contraditório.

      Não me parece que o impacto seja da ordem dos milhões. A situação na Itália será anómala por qualquer aspecto que estará a escapar à análise neste momento. Há vulnerabilidades em algumas populações que não existem em outras.

      Fechar as escolas duas semanas é que é mesmo pensar em modo pequeno. Duas semanas nada resolvem. As escolas, sendo do mais tramado que há, teriam de fechar de forma indefinida, até passar o surto ou ele entrar em clara contracção. Os estudos são contraditórios acerca das temperaturas em que se propaga o vírus com mais facilidade.

      No caso das Universidades, há muitos alunos em trânsito de/para o estrangeiro, intercâmbios, etc.

      O pânico, mesmo que preventivo, nem sempre é a melhor estratégia.

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      1. Agiu mal e mais tarde bem.
        Devíamos aprender com os erros dos outros. Nunca acontece!!!!
        Se tiverem de fechar seis meses, que seja.
        As universidades até já estão!
        Não lhe parece que há coisas mais importantes que os programas ou as avaliações?
        A saúde ou até (!) a vida, por exemplo?

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      2. A situação de Itália não tem nada que escape à análise, apenas desvalorizaram a gravidade da situação que acabou por ser incontrolável… como por aqui se está a desvalorizar. Há inúmeros testemunhos e apelos dos médicos italianos.

        Demasiadas infeções para a capacidade dos serviços é o que se passa em Itália. Agora têm que escolher quem tentam salvar ou deixam morrer (por falta de equipamentos).

        Reportagem na SIC agora mesmo (telejornal às 20h.30m aprox.) com um médico italiano a falar do cenário catastrófico que têm e do agravamento que se avizinha para os próximos dias. Quem desvaloriza a situação que veja esta reportagem.

        A China e a Coreia do Sul tomaram medidas radicais, a Alemanha parece estar a conter, Israel igualmente mas de auto-proteção. Dos mais pobres (Irão…) não sabemos.

        É evidente que duas semanas nada resolvem, mas duas semanas mais as duas da Páscoa com fortes limitações à mobilidade permitiria travar o contágio e dar tempo ao SNS de se ir adaptando.

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  2. NovoAqui está o guia mais recente elaborado (diagnóstico e tratamento) pela comissão nacional de saúde chinesa:

    http://www.nhc.gov.cn/yzygj/s7652m/202003/a31191442e29474b98bfed5579d5af95.shtml

    De notar que em Itália estão a seguir também este guia e já administram “tocilizumab”, utilizado para a artrite reumatóide.

    Aqui estão também os registos dos ensaios clínicos:

    http://www.chictr.org.cn/showproj.aspx?proj=49409

    **Traduzir com o Google tradutor

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  3. Percebo claramente a posição do Paulo, como sempre bastante assertivo . Concordo com a ideia inicial mas defendo que neste momento devemos ser proativos e antecipar o pandemónio do SNS . Sendo professor estou plenamente disponível para compensar os meus alunos no terceiro periodo , mas defendo desde já a antecipação das férias da páscoa .

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  4. Fechar, JÁ.
    Não é como dizem os diretores, sexta feira. Então até sexta o vírus está de quarentena ???!!!!
    Estão a brincar com a saúde das pessoas.
    Vão pagar por isso.

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