3ª Feira

Fechamos as escolas e voltamos no Verão para compensar? É essa a proposta? Sempre se poupavam uns planos de contingência copy/paste. Por mim, a fechar é por tempo indeterminado, não por duas semanas. Daqui a duas semanas as coisas não estarão melhor. E acham que é mesmo isso que elimina o contágio? Não me entendam mal, por mim prefiro estar em casa a actualizar leituras… pessoalmente, todo a favor dos alarmes… globalmente, parece-me que tenderíamos para o colapso. Já íamos treinando com a gripe aviária que nem sequer entrou no top 10 das pandemias.

MAD

30 thoughts on “3ª Feira

  1. https://zap.aeiou.pt/novo-virus-matar-900-milhoes-213007
    Novo vírus poderia matar 900 milhões de pessoas em todo o mundo
    Por SV -3 Agosto, 2018
    Xavier Donat / Flickr

    Nem os países mais desenvolvidos, como os EUA, estão preparados para lidar com uma pandemia global, num cenário de propagação de um novo vírus, não muito diferente do que provoca a simples gripe. Esta é a conclusão de uma simulação que prevê que poderiam morrer 900 milhões de pessoas em todo o mundo.

    O projecto intitulado Clade X, nome atribuído a este vírus simulado e classificado como “moderadamente contagioso” e “moderadamente letal”, foi desenvolvido pelo Centro Johns Hopkins para a Segurança da Saúde Global, em parceria com responsáveis políticos dos EUA e com profissionais de saúde do país, contando também com a participação da antiga directora do Centro norte-americano para o Controle de Doenças e Prevenção, Julie Gerberding.

    A iniciativa tem como objectivo “identificar compromissos políticos de longo prazo” que ajudem a “fortalecer a preparação e a mitigar o risco” associado a pandemias, no caso de a prevenção falhar, como se explica no site do Centro Johns Hopkins.

    Ora, as conclusões retiradas da simulação de um surto provocado por este novo vírus Clade X são preocupantes.

    Ao cabo de 20 meses, o novo vírus teria levado à morte de 150 milhões de pessoas em todo o mundo. E se não se conseguisse produzir atempadamente uma vacina eficaz, o número de mortes poderia chegar aos 900 milhões, ou seja, 10% da população mundial.

    Os cientistas envolvidos no projecto comparam este novo vírus ao que provoca a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e que teve uma taxa de mortalidade de cerca de 10%, infectando mais de oito mil pessoas entre 2002 e 2003.

    A SARS é causada por um tipo de coronavírus que geralmente provoca sintomas semelhantes a uma gripe, como febre, dores de cabeça e musculares e tosse. Mas na SARS, estes sintomas assumem proporções mais graves, com os casos mais sérios a envolverem grandes dificuldades respiratórias e, no pior dos cenários, a resultarem na morte.

    O Clade X seria contagioso através da tosse, apresentando sintomas como febre e um estado de confusão. Nos casos mais graves, provocaria encefalia, atirando os pacientes para um coma fatal, como relata o Business Insider que reporta as conclusões da simulação.

    O cenário hipotético em torno deste novo vírus é “bastante possível”, como nota em declarações àquela publicação o cientista Eric Toner do Centro Johns Hopkins para a Segurança da Saúde Global, e que foi o responsável por projectar o surto da simulação.

    “Aprendemos que, mesmo responsáveis públicos seniores muito conhecedores, experientes e devotados, que enfrentaram muitas crises, ainda têm problemas a lidarem com algo como isto”, atesta Toner. “E não é por não serem bons, espertos ou dedicados, é porque não temos os sistemas de que precisamos para activar o tipo de resposta que gostaríamos de ver”, conclui o cientista.

    O principal problema são as deficiências dos sistemas de saúde a nível mundial. “Não temos capacidade para produzir vacinas contra um patogénico novo numa margem de meses, e não de décadas, e não temos as capacidades sanitárias públicas globais que nos permitiriam identificar e controlar rapidamente um surto antes que se torne pandémico”, explica Toner ao Business Insider.

    O Clade X seria fabricado em laboratório, numa potencial situação de terrorismo biológico, em que seria espalhado por algum grupo ou movimento de forma deliberada. O projecto mantém o secretismo quanto à forma como o vírus seria criado ou disseminado por esse pretenso grupo terrorista. “Não queremos fornecer a receita de como o fazer”, justifica Toner.

    Mas o cientista também admite que um vírus deste género se pode desenvolver naturalmente. O que é certo, em qualquer dos casos, é que nem os Governos mundiais, nem os Sistemas de Saúde dos países desenvolvidos, estão preparados para lidar com este tipo de pandemias.

    Uma realidade que serve de aviso quando há também a certeza de que um cenário destes se vai concretizar. “Vai acontecer, mas não sei quando”, alerta Toner.

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  2. Fechar, JÁ.
    Não como dizem os diretores, sexta feira. Então até sexta o vírus está de quarentena ???!!!!
    Estão a brincar com a saúde das pessoas.
    Vão pagar por isso.

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  3. 900 milhoes? Isso corresponde a quase a população chinesa 1,234 milhões….
    Eu acho que se está a exagerar um pouquinho….mas só um pouquinho…claro que tenho receio nomeadamente de apanhar e depois pegar a pessoas mais velhas…

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  4. Concordo. Tempo indeterminado. Quanto às aulas, Moodle, Classroom, video aulas. Não será a mesma coisa que as aulas presenciais, mas O ME não quer uma escola do século XXI?
    Ei-la que chegou.

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  5. Pois, não é ser alarmista, mas como há muito desconhecimento, como não há de modo algum capacidade do sistema de saúde para responder a isto. . . É fechar já e cancelar eventos públicos. É caro, pois é, mas mais caras são as mortes e tudo o resto! !!

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  6. Será que já se atinou? E porque continua toda a gente a entrar nos aeroportos? Sei de dois casos: um que veio de Itália e anda por aí fresco como se nada se passasse. Outro, em Itália, saiu foi à Suíça e voltou para Itália, pk tinha que trabalhar. ….

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    1. Uns demoram mais, outros menos. os segundos são mais importantes. Deles dependem os efeitos psicológicos. Se ninguém se desse mal o que aterrorizaria as massas?
      Os efeitos nas bolsas são um exemplo: um monte de gente verá as poupanças sacrificadas para que as gerações vindouras não sonhem em continuar com a jogatana.
      É claro que teremos uma distopia securitária a seguir mas não foi o que pediram? Não se andou a comprar armas e a fomentar guerras todos os dias por esse mundo fora? A seguir às guerras não vêm as pestes? Esta até é das mais benignas.

      Os velhotes da aldeia (velhote aqui é só dos 90 para cima, que é a idade da reforma dos trabalhos no campo) não se arriscam. Todos bebem os seus quartilhos de vinho temperado com aguardente. Assim o fígado aguente.

      De qualquer modo, na herdade o coisinho 19 não entra. Treinámos dois camaleões para apanharem perdigotos. Já os patos estão mais difíceis. Queríamos ensiná-los a desviarem-se dos aviões mas aquelas bestas já me afundaram o drone do miúdo e agora deram em atirar-se contra o moinho da nora. Daqui a pouco temos de tirar água do poço com baldes. Ou voltar a pedir ao burro para andar às voltas. Está velho o Rosmaninho e não quer maçadas.
      Bom, tenho de ir senão não tenho o sabão pronto para os putos lavarem as mãos quando chegarem do campo. Deixo-os faltar à escola desde que haja trabalho para fazer. Este meu sabão está um mimo. Farei uma reserva especial em que a receita é melhorada com propólis das minhas colmeias. Desinfecta que se farta e a filha do vizinho não quer outra coisa para a acne juvenil.

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  7. Imaginemos um colégio privado muito de topo com muitos, mas mesmo muitos, alunos chineses.
    Boa parte a ir uns dias ao torrão natal com a família (por ocasião do Ano Novo Chinês ou etc).
    E com boa parte dos portugueses endinheirados a fazer férias lá fora.
    O que fazer?
    Até agora… tudo como dantes e o quartel fosse em Abrantes.

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    1. Por aqui (Porto) nos colégios privados ingleses também cheio miúdos chineses a vida corre anormalmente.

      A encerrar, têm que encerrar todos.

      Uma coisa é certa. Vem aí mais uma crise…

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  8. Guinote então achas que as universidade s estão a fechar todas pelo intercâmbio de alunos?
    Eles fecham porque sabem REALMENTE o que se passa.

    Lê jornais italianos e vais perceber.

    Quanto ao fecho quem falou em 2 semanas? Se for preciso o ano inteiro.

    Primeiro a vida.

    Temos de ganhar tempo, ponto final.

    Já agora esquece a cena do calor…

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    1. Nem mais. Parece que ninguém entende o que é ganhar tempo.

      Parece que ninguém quer ver o óbvio, o drama italiano foi terem deixado descontrolar a situação e agora não há capacidade dos serviços para a travar… não há meios, não há equipamentos não há resposta controlada.
      13h55 – “Temos de escolher quem tratar como na guerra”. A frase pertence a um médico anestesista que trabalha na região da Lombardia, a mais afetada em Itália.

      O Isolamento total de Itália teria sido útil há 3 semanas, agora de pouco vale.

      E era esse isolamento total, com encerramento de todos os serviços não essenciais, com restrições de circulação, com controle de entradas e quarentenas obrigatórias, que nos poderia valer se fosse tomado agora. O País parava 15 dias mas evitava o caos que se avizinha durante meses em que vai estar parado. Nesses 15 dias os infetados seriam muito menos e dentro das capacidades do nosso pobre SNS.

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  9. Eu só posso estar descansada. A minha escola tem um plano de contingência com muitas páginas e um bonito organograma. Temos comissões, desde a direção aos funcionários, responsáveis pelas mais diversas ações. Vamos ter (ainda não temos) uma sala para isolamento, ação “em curso”, como tão bem está assinalado na “lista de verificação”. E está dito, isto é que me conforta mesmo, que se prevê o fecho da escola se se confirmarem 30 casos. Deve ser a unidade turma a ser aplicada. E mais, será objeto de avaliação no final. Ah, esqueci-me de referir que o sabão disponível para os alunos também é uma ação em curso. Com um documento destes, que motivo há para preocupação?

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      1. Já vejo que o Magalhães me entende. E como quero partilhar esta sorte que tenho, disponibilizo-me desde já para dar a conhecer este extraordinário plano que nos permite manter as escolas abertas ao meio e ao serviço da comunidade. Quando se registarem 30 casos será diferente. Por ora, só temos um
        Continuemos sem pânico nem alarmismo e sempre, sempre com a estupidez do costume.

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    1. Desenhei esse gráfico aos meus alunos do 11º 1B ontem à tarde para lhes explicar como poderíamos evitar a situação de Itália:

      “Em Itália, os hospitais estão à beira do colapso — e os médicos têm de escolher quem podem tratar
      Médicos italianos relatam caos nos hospitais da região norte do país europeu mais afetado pelo surto de coronavírus. Face à escassez de material e de médicos, há doentes que não estão a ser tratados….
      …“Foi aberto um quarto com vinte camas dentro do serviço de emergência. É aqui que a triagem, ou a escolha, é feita. É decidido pela idade e pelas condições de saúde. Como em todas as situações de guerra. ”

      https://observador.pt/2020/03/10/em-italia-os-hospitais-estao-a-beira-do-colapso-e-os-medicos-tem-de-escolher-quem-tratar/

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    2. Dúvida: isso quer dizer que sem medidas o surto termina mais depressa?
      E com medidas se estende no tempo, mas não evita os ditos casos?

      (percebi a parte do colapso dos serviços hospitalares, mas a verdade é que o gráfico não é nada animador porque, no fundo, dá a entender que os casos serão os mesmos, só que mais dilatados no tempo)

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      1. dilatar no tempo permite ao SNS ter os recursos para os casos, como por exemplo os ventiladores para quem precisa…caso contrário, os médicos vão praticar eutanásia quando tiverem de decidir quem tem acesso à máquina e quem não tem, como aconteceu na Coreia…

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  10. Guinote, dilatar os casos no tempo não é coisa pouca porque poderá evitar a ruptura dos serviços. O que estamos a fazer é a ganhar tempo.

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