O Que Está A Faltar…

… é a equipa da Educação se deixar de telefonemas emanados dos serviços com instruções que não deixam rasto e passar a colocar no papel orientações claras e corajosas acerca do que deve ser feito nas próximas semanas. O ministro fala muito em manter “a cabeça fria” e evitar os “excessos”, mas isso não significa a apatia e inacção que se parece verificar na 5 de Outubro.

Não sendo para já, há decisões a tomar acerca da realização ou não das provas de aferição e de eventuais alterações do calendários de provas finais do Básico e exames do Secundário.

Para já, é importante colocar algumas balizas ao que deve entender por “trabalho à distância” e do que pode ser entendido como “ensino à distância” para que não seja, em nome da “autonomia”, cada cor, seu sabor. E não incentivar práticas que possam ter irregularidades nos recursos usados ou nas metodologias de “partilha” de informações e estabelecimento de contactos. Assim como explicar com clareza aos órgãos de gestão das escolas como podem ser tomadas decisões e com que limites, porque me parece que a deriva napoleónica é uma ameaça séria em alguns locais.

Questões relacionadas com métodos de trabalho à distância e avaliação dos alunos (ninguém fala da questão específica dos semestres, que não têm a avaliação da Páscoa) são competência dos Conselhos Pedagógicos e a articulação com a comunidade, no caso de uma interrupção longa, deve ser discutida e ratificada pelos Conselhos Gerais, por muito que os achem inúteis.

Seria ainda importante perceber se, por exemplo, os secretários de Estado estão de quarentena ou se estão a aplicar o princípio do tele-trabalho. E se há capacidade para ir além dos lugares-comuns dos dias de governação em velocidade de cruzeiro.

alerta

5 thoughts on “O Que Está A Faltar…

  1. E depois da sobrevivência fisica à epidemia, o governo já deve ter cenários para a inevitável crise económica “superior à de 2008” (chanceler Merkel). E mais uma vez, o governo invocando a necessidade de despesas no combate à epidemia, terá o argumento ideal para repetir os cortes salariais para acudir ao orçamento. E desta vez os trabalhadores não terão hipótese de protesto, porque se o fizerem, serão vistos como insensíveis, irresponsáveis e egoístas. Portanto, quem não conseguiu recuperar da perda da anterior crise, já não irá conseguir a partir de 2021. Isto será um dos muitos danos colaterais da epidemia: a destruição financeira de muitas famílias no futuro próximo…

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  2. Mas os bancos vão se safar…. é só injetar mais dinheiro para ” não haver mais risco sistemico….e as grandes empresas de capital privado também…

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