“O Foco Tem Sido Dois”

Um SE Costa com cara de sexta.-feira ao fim do dia apareceu na TVI24 a agradecer a colaboração do canal na divulgação da sua mensagem e a dizer que a preocupação do ministério é tranquilizar os alunos que o ano termina e termina com trabalho no 3º período, mas sem saber bem como (garanto que a sequência foi mesmo assim). A seguir, que estão a trabalhar em “grande proximidade” com as escolas, em busca de uma resposta única às necessidades, enquanto tentava fugir à questão do acesso (ou falta dele) dos alunos à net. Encaminhado para o tema começou a falar em questões de violência quando os alunos ficam em casa fechados com os pais (a sério, a articulação de ideias seguiu um caminho esquisito) e depois passou para os contactos com o Alto Comissariado para as Migrações e com os Escuteiros e, em bom momento, a jornalista cortou-lhe o pio, porque se estava a notar muito a opção pela navegação à bolina e, no fundo, a opção por encenar qualquer coisa.

Estão perdidos, sem saber se devem tomar decisões antes de fazer cálculos sobre os custos políticos. O ministro, que ontem também apareceu com umas vacuidades, ainda deve estar a carpir todas as viagens que não fará.

Se eu tenho muitas certezas sobre o caminho a seguir? Nem por isso, mas não passo de um professorzeco de subúrbio, daqueles que não alinha em geringonças blogosféricas telecomandadas. Mas, pelo menos, não finjo ignorar os “problemas” que se colocam a certas “soluções” da treta.

Lost1

(não, não se mandam os chefes escuteiros entregar fichas em certos bairros onde serão o equivalente a tenrinhos frangos ou docentes reformados de porta em porta… atinem, ganhem juízo, desçam à terra… acordem desse sono que vos faz pesar as pálpebras e raciocinar em forma de oito)

(isto não é qualquer embirração pessoal, é mesmo embirração com quem sabe governar em modelo de visita vip, com os cortesãos a aplaudir mas que, quando as coisas apertam, fica muito pouco de substancial debaixo do folheado)

 

18 thoughts on ““O Foco Tem Sido Dois”

  1. Exmos. Senhores Diretores de Escola/Agrupamento de Escolas

    Exmos. Senhores Presidentes de CAP

    Assunto: Conselhos de Turma

    De acordo com as orientações da DGE, informa-se que, tendo sido colocadas diversas questões sobre o funcionamento dos conselhos de turma de avaliação, recuperando os termos da FAQ publicada no site https://apoioescolas.dge.mec.pt/ , cuja consulta regular recomendamos, informa-se que as reuniões se realizam no período de interrupção das atividades letivas (30 de março a 13 de abril) de acordo com a calendarização elaborada por cada Agrupamento de Escolas/Escola não agrupada e concretizam-se de acordo com a legislação em vigor.

    Excecionalmente, de acordo com a situação de emergência de saúde pública que vivemos e no sentido do cumprimento das medidas de contenção de circulação, as reuniões de Conselho de Turma devem seguir as seguintes regras:

    Serem realizadas a distância, sendo, em regra, síncronas e recorrendo às funcionalidades disponíveis no software que cada escola utiliza.

    Nos casos de manifesta impossibilidade de participação síncrona por parte de alguns elementos do Conselho de Turma, deve ser assegurada a sua participação através de outros meios a distância, como sejam correio eletrónico, WhatsApp, telefone, ou outros, ficando o modo de participação registado em ata, garantindo-se sempre a colegialidade e a aprovação das decisões nos termos legais, designadamente, no que respeita ao quórum;

    As decisões são registadas em ata, cuja aprovação pode ocorrer por via de correio eletrónico ou de outra forma a decidir pela Escola;

    Quando não for possível a participação de todos os docentes na reunião realizada nos termos anteriormente referidos, a escola deverá proceder de acordo com o disposto nos nºs 6 e 7 do artigo 35.º da Portaria n.º 223-A/2018, de 3 de agosto, nºs 3 e 4 do artigo 34.º da Portaria n.º 226-A/2018, de 7 de agosto, ou nos nºs 4 e 5 do artigo 37.º da Portaria n.º 235-A/2018, de 23 de agosto.

    Com os melhores cumprimentos,

    Maria Manuela Pastor Faria

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  2. 4 – Quando a reunião não se puder realizar, por falta de quórum ou por indisponibilidade de elementos de avaliação, deve ser convocada nova reunião, no prazo máximo de 48 horas, para a qual cada um dos professores ou formadores deve previamente disponibilizar, ao órgão de administração e gestão, os elementos de avaliação de cada aluno.

    5 – Nas situações previstas no número anterior, o diretor de turma ou quem o substitua apresenta ao conselho de turma os elementos de avaliação de cada aluno.

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  3. Mas esta gente é paga para ter tomates e tomar decisões ou pelo menos imaginar diversos cenários e consequentes estratégias e informar/orientar as pessoas. Não custava nada. Já tenho alunos e pais a questionarem se vai haver 3º período ou não! E eu que lhes digo?

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  4. Este vírus também tem coisas boas. Pode fazer emergir uma nova geração de políticos com alguma capacidade executiva, porque a partir de agora é sempre a aviar problemas durante uns bons dez anos, até que o reajustamento social e geopolítico esteja concluído. É caso para se dizer que ainda acaba por fechar a Loja.

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  5. Outra coisa boa do Coronavírus: “Frederico Varandas foi notificado a regressar ao Exército
    Confirmou hoje à Lusa o Ministério da Defesa”. Mas não se excitem os contestatários da actual direcção porque deve ser difícil marcar uma assembleia geral nas actuais condições.

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  6. É uma vergonha o que se está a passar.

    Há professores a dar aulas, digamos assim, e a fazer avaliações como se tudo estivesse normal. Ao lado, escolas onde nada se passa, não há coordenação, os alunos não têm como aceder a partir de casa.

    Uma parte dos alunos vai seguindo, os outros estão parados e sozinhos vai para duas semanas.

    Os professores, ao contrário do que pensam, estão a dar um mau exemplo, porque perpetuam e acentuam as desigualdades.

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    1. Dr, Contraditório, no outro dia chamaram-me uma coisa que não gostei por causa de eu fazer uma generalização acerca de um dado assunto.
      Por isso… essa dos “professores” é uma generalização a partir de uma amostra de gente um bocado tecno-excitada e a querer demonstrar uma excelência anormal.

      Só posso falar pelo que conheço de forma directa ou que me é comunicado por gente conhecida e a maioria tem estado a ter bom senso.

      Há é sempre aquela minoria que se quer mostrar a vanguarda da classe.
      E que não gosta que lhes coloquemos “problemas” como os que aponta.

      Aposto que na edição de amanhã do JLetras apenas eu terei um tom menos “alegrete” na abordagem ao “ensino à distância”, exactamente por sublinhar que corremos o risco de acentuar desigualdades.

      Os “professores” em geral é como quando apresentam o nogueira como representando todos ou “as famílias” quando o pai ascenção fala.

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      1. Dr. Paulo,

        Estava, naturalmente, a referir-me ao «Há professores» com que iniciei o meu segundo parágrafo. Reconheço, porém, que a seguir me expressei de forma generalista e, por isso, o meu «mea culpa».

        Devo, porém, acrescentar que, do que conheço, com tudo o que isso significa, a «loucura» domina. Creio que há quem, sem o «dar aulas», não consiga encontrar motivação e realização na vida, mesmo reconhecendo que há alunos que ficam para trás, por vários motivos. Mas prosseguem a sua luta…

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